Mensagem De Natal

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O Natal sempre foi minha data favorita do ano. Mais até do que o meu aniversário. Por algum motivo esse dia me fascina. Talvez sejam as músicas, o clima de prosperidade e amizade, a reunião da família, todas aquelas imagens de renas, papai Noel e bonecos de neve e, claro, os muitos presentes que sempre tive a sorte de receber. Há um cheiro especial neste dia, algo diferente no ar, um sabor diferente na comida.
Sei que todos nós aqui não acreditamos mais no Papail Noel e em suas renas que trazem presentes pelas chaminés depois da meia noite. Crescemos e é normal deixar certas ilusões da vida para trás. Mas que todos nós ainda possamos acreditar na magia, nos bons sentimentos, que coisas boas podem ser feitas se realmente quisermos. Que possamos simplesmente acreditar, não importa se seguimos alguma religião ou não, que a fé em coisas boas, em bons momentos esteja sempre presente.
O ser humano está tão focado em coisas passageiras, materiais, muitas vezes superficiais, e não se dá conta do quanto a sua vida vale, do quanto a companhia de pessoas queridas é tão importante quanto comer ou beber. Deveríamos lembrar isso todos os dias, a todo o momento, mas só nos recordamos de tal fato em datas especiais como esta.
Pois bem, que possamos fazê-lo, então, um pouquinho hoje, mais um pouquinho amanhã e assim sucessivamente. Com a prática, através dos anos, quem sabe não aprenderemos o verdadeiro valor das coisas?
Quando se é criança a coisa mais importante no Natal são os presentes. Aquele mistério todo por trás de um embrulho verde e vermelho, a cosquinha na barriga de ganhar aquele brinquedo tão sonhado, toda aquela expectativa criada durante o ano nos atinge em cheio. Creio que muitos aqui têm ótimas memórias acerca do Natal, principalmente nesta hora tão importante para os baixinhos. Porém, ao crescer, essa atmosfera aos poucos vai se dissipando. As reuniões de família se tornam chatas ou até um pouco falsas, ao termos que lidar com parentes que não gostamos e que sempre perguntam de namoradinhos, as tias que ainda apertam nossas bochechas mesmo quando temos mais de 20 anos, os tios que fazem a piada do ‘é pavê ou pacomê?’ e outros clichês dos quais quase todas as famílias do mundo são vítimas. Mas acho que é válido recordar que, por mais que essas coisas pareçam insuportáveis, pelo menos elas existem. Com tantas crianças sem pais, mendigos que passarão esta data olhando para o teto de uma marquise e pessoas em hospitais que não sabem se vão conseguir viver mais um dia 25, devemos dar um pouquinho mais de valor a essas reuniões, ao que temos. Com o tempo, a importância maior do dia deixa de ser o que se vai ganhar quando o relógio bater a meia-noite e passamos a desejar simplesmente o bem-estar de todos, o amor que nossa família, por mais torta e confusa que seja, nos dá. Que hoje possamos abraçar nossos familiares com a mesma empolgação com a qual abrimos um presente e rezar muito para aqueles que não têm ou que talvez nunca terão a nossa sorte.
Desejo do fundo do meu coração um ótimo Natal a todos, que energias de alegria e paz se espalhem por suas casas, mesa farta, crianças brincando, e que o espírito natalino permaneça sempre em seus corações, não só hoje, como todos os dias seguintes também.
Feliz Natal!

Escritor 16 – Paula Pimenta

 

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Paula Pimenta nasceu no dia 2 de Junho de 1975, em Belo Horizonte, Minas Gerais. É escritora e compositora.
Paula sempre amou escrever e expressar seus pensamentos através de palavras, por isso decidiu cursar Jornalismo. Porém mudou para Publicidade e se formou na PUC – Minas. Em seguida mudou-se para Londres, a fim de estudar escrita criativa. Quando retornou ao Brasil, trabalhou para Rede Minas. Também estudou música na UEMG e por anos deu aulas de violão e técnica vocal.
Começou sua carreira escrevendo poemas. Publicou uma coletânea financiada pelo próprio pai em 2001, chamada “Confissão”. Porém foi em 2008 que seu nome ganhou destaque com a ampla venda de “Fazendo O Meu Filme”, seu primeiro romance e best-seller. A história de Fani, uma adolescente que é apaixonada por filmes e recebe a oportunidade de fazer intercâmbio, mudando toda a dinâmica de sua vida, conquistou o coração e o carinho do público. Além de mais 3 livros da saga de Fani, Paula Pimenta também escreveu a coletânea de crônicas, intitulada “Apaixonada Por Palavras” e a nova saga chamada “Minha Vida Fora De Série” que conta a história de Priscila, uma adolescente que precisa lidar com mudanças após a separação de seus pais e é viciada em séries de TV.
Nas horas vagas, gosta de compor e cantar suas próprias músicas. Para ver vídeos ou ouvir suas músicas, acesse o site oficial: http://www.paulapimenta.com.br/#!musica/c10tw

Principais Obras:

Fazendo O Meu Filme (2008)
Minha Vida Fora De Série (2011)

Opinião Pessoal:

Doce. Acho que essa é a palavra que melhor descreve os livros e a escrita de Paula Pimenta. Apesar de seu público-alvo ser os adolescentes, suas histórias podem conquistar os corações de qualquer idade. Afinal, todos fomos adolescentes um dia e passamos por dramas e situações que suas personagens também passam.
Livros intelectuais são muito bons, necessários a qualquer pessoa que gosta de ler, que quer saber mais sobre o mundo, que quer evoluir a escrita ou pensamento. Mas alguns, apesar de bons, também cansam a mente, são complicados como um quebra-cabeças de 2000 peças que você precisa passar uma quantidade de dias montando. Acho que a maioria dos leitores às vezes só precisa ler por diversão, pra esfriar a cabeça ante uma situação de estresse ou precisam animar o coração após algum período de situações difíceis e esgotantes. Os livros de Paula Pimenta são a porta exata para entrar nesse mundo mais brando, mais leve. Suas personagens são sempre cativantes e tão humanas que nos confundimos com elas, sentimos suas mesmas sensações, suas cosquinhas na barriga, como se nós mesmos estivéssemos vivendo as cenas de suas histórias.
Seus livros nos emocionam, nos deixam alegres e com uma sensação ótima dentro do estômago. Impossível não gostar.

O Poema Que Não Deu Certo

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Você é aquele poema que não deu certo.
É aquela folha rabiscada e entupida de palavras que falam muito, mas não dizem nada.
É um conjunto de folhas e mais folhas rasgadas e desperdiçadas sobre uma mesa bagunçada, sem nenhuma salvação.

Você é aquele poema que não deu certo.
A ideia de algo tão bonito, tão concreto.
A certeza de rimas perdidas; incertas.
E não foi por falta de tentativas.
Não foi por falta de ritmo, métrica ou adjetivos.
Minhas palavras bem que tentaram escrever uma bonita história.
Bem que tentaram num papel guardar para sempre sua linda memória.
Mas elas têm vida própria.
Não conseguem mentir, por mais que eu tente.
Não me permitem seguir, por mais que eu lamente.
Você não deu certo no papel e, na vida, não foi diferente.

Você é aquele poema que não deu certo.
Pelo menos pra mim.
Foi apenas uma sucessão de palavras que chegou a um triste e despedaçado fim.
Mas e eu?
O que eu fui?
O que eu fui pra você?
Uma crônica, um conto, um essay?
Ai, ai, ai… Eu realmente não sei!
E acho que nem quero saber.

Eu lutei, lutei e lutei.
Mas durante meses a fio nada logrei.
Alcei a bandeira branca e fui obrigada a desistir.
Porque quando não é pra dar certo, não há motivos para insistir.
O que fazer? O que dizer?
Você e o poema não deram certo.
Foram esboços que me vi obrigada a destruir.
Duas coisas magníficas a partir.
Um rascunho que agora já deixou de existir.

Escritor 15 – Eduardo Sacheri

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Eduardo Sacheri nasceu em 1967, em Castelar, na Argentina. É escritor e professor de história.
Iniciou sua carreira enviando três de seus contos para a Radio Continental, na Argentina, no programa “Todo Con Efecto. Seus contos tinham uma particularidade: falavam sobre futebol e a paixão que envolve o esporte. A partir do primeiro conto lido por Alejandro Apo, Sacheri ganhou a admiração não só do narrador, como de todos os ouvintes, que comçaram a telefonar para a rádio querendo saber mais sobre o escritor e onde poderiam encontrar seus escritos. O sucesso foi grande e logo Sacheri enviou mais contos para serem lidos na rádio.
Em 2005 lançou o primeiro livro intitulado “O Segredo dos Seus Olhos”, que foi levado às telas de cinema pelo grande diretor argentino Juan José Campanella. O filme foi aclamado em vários festivais ao redor do mundo e ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010. Eduardo e Juan José foram responsáveis pelo roteiro.
Suas histórias são publicadas por toda a América Latina e também estão sendo traduzidas para o alemão e francês. Suas obras também foram incluídas pelo Ministério da Educação em campanhas para o estimulo à leitura.
Recentemente, colaborou mais uma vez com Campanella para o roteiro de “Um Show de Bola” (Metegol), animação argentina recém lançado no Brasil.

Principais Obras:

Esperándolo a Tito (2000)
O Segredo dos Seus Olhos (2005)
Papeles Em El Viento (2011)

Opinião Pessoal:

Conheci Eduardo Sacheri através do filme “O Segredo Dos Seus Olhos”. É um dos meus filmes favoritos de toda a vida e assim que descobri que existia um livro, corri para comprá-lo. Ainda que já soubesse toda a história, o li rapidamente, pois me apaixonei pela escrita de Sacheri.
Sacheri ama as palavras e as palavras parecem amá-lo também. Elas se ajeitam, se encaixam, se completam de uma forma a regalar ao leitor um texto repleto de fluidez e poesia. Ele consegue nos fazer acreditar que palavras têm vida própria, que são reais e que se enfileiram propositalmente a fim de formar uma bonita história a ser contada.
É realmente uma pena que seus outros livros não sejam publicados no Brasil. Creio que “O Segredo Dos Seus Olhos” só circula por nossas livrarias porque o filme ganhou um Oscar, o que certamente acende um enorme holofote sobre a obra. Existem muitos escritores espalhados pelo mundo, ascendendo em suas carreiras, tão talentosos, tão promissores que não possuem livros divulgados em nosso país, vai saber o porquê. E Eduardo Sacheri com certeza é um deles.
Pra quem quiser conhecer mais sobre o autor além de seu único livro publicado por aqui, recomendo que procure textos pela internet, principalmente sobre os que falam sobre futebol (que são a maioria), pois são interessantíssimos e conseguem realmente traduzir todo o sentimento do esporte e sua relação com o torcedor. Não encontrei nenhum traduzido, então é necessário saber um pouco de espanhol para ler seus escritos. Para quem se interessar, segue o link abaixo de alguns de seus textos publicados pela revista de esportes El Grafico: http://www.elgrafico.com.ar/contenidos.php?id_cat=27

08 – Nelson Mandela

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“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”

                                                               – Nelson Mandela

Ao ouvir a notícia da morte de Nelson Mandela nos jornais televisivos ontem à noite, lágrimas invadiram meus olhos. Já era de se esperar que algo assim acontecesse, dada à sua idade avançada e sua saúde debilitada desde a época do exílio. Ainda assim, todos recebemos a notícia com muita tristeza.
Não sou negra e nem sul-africana e acho que nem é necessário o ser para admirar este grande homem que nos deixou neste 5 de dezembro. Seu carisma, seu senso de justiça, toda a sua história de vida, digna de um filme de Hollywood, o fez ídolo entre pessoas de todas as raças, tribos e dos mais diferentes lugares.
Eu admiro muita gente. Sou quase uma colecionadora de ídolos. Amor ler biografias e saber mais sobre a vida de certos líderes, sejam políticos, religiosos, artísticos, etc. Nelson Mandela seguramente figurava entre os primeiros lugares desta minha “lista”. Fui conhecer sua história mais a fundo após o filme “Invictus” e desde então procurei saber mais sobre o ex-presidente da África do Sul. Para quem não conhece sua trajetória, aqui vai um pequeníssimo resumo: Desde jovem, Nelson Mandela mostrou-se insatisfeito com o abuso físico e mental que os brancos faziam sobre os negros na antiga África do Sul. Envolveu-se em seguidos movimentos estudantis até virar líder na luta contra o Apartheid (regime de segregação racial que durou de 1948 a 1994) e em 1964 foi preso e condenado à prisão perpétua por “conspirar” contra o governo. Passou 27 em cárcere, sujeito a trabalhos pesadíssimos, sem qualquer comunicação do lado de fora, sendo proibido de ler jornais ou até mesmo ouvir rádio. Porém, Mandela sabia que para se combater um inimigo, é necessário conhecê-lo primeiro. Sendo assim, fez questão de estudar e aprender o africâner, língua falada pelos brancos sul africanos, e tudo o que podia sobre o rugby, esporte favorito dos mesmos. Foi solto em 1990 e o que aconteceu depois todo mundo sabe: tornou-se não só o presidente da África do Sul, mas alguém admirado por todo o mundo.
Sua humildade é uma das características que mais admiro. Eu desconfio de qualquer líder que seja vaidoso e orgulhoso, colocando sua imagem e seus caprichos à frente da opinião do povo que este represente. Não me refiro só a lideres políticos, religiosos ou outros. Me refiro a qualquer pessoa que represente um determinado grupo. Antes de ser amado ou odiado, o líder deve ser respeitado. E o respeito só é possível quando é uma via de mão-dupla. Nelson Mandela tinha a plena noção disso. Desde o momento em que se tornou presidente, ele nunca se colocou acima de qualquer pessoa, seja esta negra, branca ou de qualquer outra raça ou tribo. Naquele lugar, ele não representava só o direito dos negros, que a muito custo o conseguiram, mas também dos brancos, pois estes também faziam parte da nação. Não seria lindo que os nossos políticos (e os de outros países também) usassem Mandela como exemplo e entendessem que não estão onde estão por um acaso do destino, mas por que o povo os colocou ali e eles têm a obrigação de nos representar? Infelizmente não é isso o que vemos.
O corpo de Mandela se foi, mas sua memória, sua história, sua alma continuará pairando sobre este globo por milênios. Que ele sempre seja um exemplo de aceitação, humildade, paciência e perseverança. Que suas palavras permaneçam em nossas mentes, em nossos corações, inspirando-nos a acreditarmos, não só em nós mesmos, mas em um planeta melhor, onde todos possam se respeitar como um único ser humano que somos, independente de raças, crenças, tribos, país etc. E que seu nome esteja sempre presente em nossos lábios como símbolo de lutas incessantes contra as adversidades e as muitas injustiças que ainda existem por aqui.
Que descanse em paz, Madiba.

Ps: Quem se interessa ou gosta de ler biografias, não deixem de comprar alguns dos muitos relatos sobre Mandela pelas livrarias. Para quem quiser sanar rapidamente a curiosidade, procure a sua história pelo Google. Garanto que será uma leitura enriquecedora.

Escritor 14 – Umberto Eco

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Umberto Eco nasceu no dia 5 de Janeiro de 1932 em Alessandria, na Itália. Além de escritor, é filósofo, semiólogo e lingüista. É titular da cadeira de Semiótica e diretor da Escola Superior de ciências humanas na Universidade de Bolonha
Começou sua carreira como filósofo, estudando sobre assuntos medievais, especialmente sobre os textos de S.Tomás de Aquino. A partir daí desenvolve uma reconhecida carreira como ensaísta e intelectual.
Como romancista, Umberto sempre atrai a atenção e crítica de determinados grupos. Seu mais famoso livro “O Nome da Rosa” (que ganhou uma versão cinematográfica estrelada por Sean Connery), por tratar de um assassinato dentro de um mosteiro medieval, causou rebuliço na Igreja Católica e foi até mesmo acusado de perseguição à Igreja. O mais recente “O Cemitério de Praga” também foi acusado de pelo Rabino de Roma de popularizar a ideia do antissemismo.
Colaborou em várias publicações acadêmicas, além de escrever para o L’Espresso e o jornal La Repubblica.
No momento Eco se dedica à criação de sua autobiografia intelectual. Colecionador confesso de livros, possui em sua casa quatro salas repletas de livro dos mais variados gêneros.
Atualmente mora em Milão, na Itália, ao lado de sua mulher.

Principais Obras:

O nome da Rosa (1980)
O Pêndulo de Foucault (1988)
O Cemitério de Praga (2011)

Opinião Pessoal: Os romances de Umberto Eco são descritos como ‘suspense erudito’ e isso fica muito claro desde a primeira página de seus livros. Peguei “O Nome da Rosa” para ler sem saber o que me esperava e confesso que foi difícil me acostumar ao seu tipo de escrita, principalmente pelas enormes frases em latim e sem qualquer tradução. Demorei um pouco (meses, na verdade) para me acostumar com seu estilo, mas a história deste livro é tão sensacional que me manteve presa ao e curiosa para saber o final.
Sua escrita pode se tornar maçante demais por toda essa erudição, além de frases enormes em outras línguas, como latim e francês que não possuem tradução. Creio que isso afasta, como eu, leitores mais “humildes”, por assim dizer, pois nem todos os amantes de livros, até mesmo os que se interessam verdadeiramente por leituras mais críticas e clássicas, possuem doutorado ou um minucioso conhecimento histórico para compreender melhor a complexidade de sua escrita. Para entender completamente seus livros e desfrutar de sua visão crítica e singular, é preciso possuir um acervo literário que vai muito além dos best-sellers do mês.
Dito isso, é necessário expressar também que não só de erudição suas obras são feitas. Eco tem uma narrativa envolvente, sua criatividade para ligar todos os pontos da trama é sensacional, sem contar com todo o aprendizado que é ter um livro seu em mãos.

Escritor 13 – Florbela Espanca

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Flor Bela de Alma da Conceição Espanca, nasceu no dia 8 de Dezembro de 1894, em Vila Viçosa, Portugal.
Florbela e seu irmão, Apeles, eram filhos bastardos de João Maria Espanca com Antonia da Conceição Lobo, a empregada da casa. A princípio João Maria não reconheceu a paternidade das crianças pois era casado com Mariana do Carmo Toscano, mulher estéril e que veio até ser madrinha das crianças. Apenas dezoito anos após a morte de Antonia, João Maria reconheceu os filhos oficialmente em um cartório em Portugal.
Em 1913, Florbela casou-se com Alberto de Jesus Silva Moutinho , seu colega dos tempos de escola. Concluiu o curso de Letras em 1917 e em seguida inscreveu-se no curso de Direito. Foi a primeira mulher a frequentar este curso na Universidade de Lisboa.  Florbela escreveu para muitos jornais de Portugal e por algum tempo ganhou a vida dando aulas particulares.
Às vésperas de publicar o seu primeiro livro em 1919, Florbela sofre de um aborto espontâneo. A situação não afetou apenas seu corpo como também sua mente, pois desde então começou a apresentar sérios problemas mentais. Separou-se de seu primeiro marido em 1921, sofrendo um grande preconceito pelo divórcio não ser bem aceito na época. Um ano depois casou-se com António Guimarães, com quem já vivia desde o fim do seu primeiro casamento. Separou-se novamente e em 1925 casou-se pela terceira vez com Mario Laje.
Seu querido irmão Apeles morre em 1927 em função de um acidente aéreo e tal perda agrava mais ainda sua doença mental. Inspirada pela dor e sofrimento de tal fato, escreveu Máscaras do Destino, uma coletânea de contos sobre morte e vida.
Tentou suicidar-se duas vezes em outubro e novembro de 1930, às vésperas do lançamento de seu mais famoso livro Charneca em Flor. Logo em seguida é diagnosticada com um edema pulmonar, desiste de vez da vida e, após ingerir propositalmente uma grande dose de barbitúricos, no dia de seu aniversário, Florbela Espanca vem a falecer em 1930.

Principais Obras:

Livro de Mágoas (1919)
Livro de Sóror Saudade (1923)
Charneca em Flor (1931)
As Máscaras do Destino (1931)

Opinião Pessoal:  

Comecei a ler Florbela Espanca por acaso. Estava em um daqueles dias em que tenho um desejo urgente de comprar um livro e entrei numa livraria apenas para “dar uma olhada”. Achei o livro de Florbela em uma estante de Literatura Estrangeira e não pensei duas vezes em comprá-lo ao ver que custava apenas 20 reais. Geralmente demoro para ler os livros que compro, mas Máscaras do Destino foi exceção, nem eu mesma sei o porquê. Quase não leio Literatura Portuguesa, mas já tinha ouvido falar em Florbela Espanca.  Só sei que me apaixonei imediatamente por sua escrita desde o primeiro conto. Talvez seja essa minha atração não proposital por depressivos e loucos ou o fato de algumas características de sua escrita me lembrar um pouco Virginia Woolf, não sei. Só sei que a cada página, a cada conto eu só queria ler mais e mais e não demorei a terminar o livro. Não é uma leitura difícil, mas também não é fácil. Ao ler suas palavras devagar, sorvendo cada dor e romantismo de sua escrita, a leitura de seu livro se torna uma experiência apaixonante e prazerosíssima.
Como escritora, Florbela Espanca me ensinou a observar com mais cuidado os detalhes, tornando o texto mais poético, porém sem cair no enfadonho.
Num mundo onde tudo é tão corrido, apressado e cada trabalho precisa ser feito “pra ontem”, Florbela é a leitura perfeita para deitar em uma espreguiçadeira em uma casa de campo nas férias, ouvir o canto de passarinhos pela manhã e deixar-se absorver pela mágica de sua escrita.
Sem dúvidas foi um ótimo achado e seu nome já figura na lista de meus escritores favoritos.
Abaixo, deixo um poema da escritora:

Os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem para dizer!
São talhados em mármore Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer!

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder…
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda.
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não fiz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei…
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Escritor 12 – Neil Gaiman

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Neil Richard Gaiman nasceu no dia 10 de Novembro de 1960 em Hampshire, na Inglaterra. É escritor de romances e quadrinhos.
Desde criança foi um apaixonado por livros e bibliotecas. Diz o próprio autor que sempre foi um devorador de livros, passando dias inteiros em bibliotecas e devorando obras de autores consagrados, principalmente os de Literatura Fantástica. Seus escritores favoritos eram C.S Lewis, J.R.R Tolkien, Lewis Carroll, Edgar Allan Poe etc.
Neil Gaiman começou como jornalista na Inglaterra, escrevendo biografias, artigos e críticas literárias. “Violent Cases” foi sua primeira graphic novel com a colaboração com o ilustrador Dave MacKean. Lançaram outra saga chamada “Black Orchid”, pela DC Comics, ganhando cada vez mais espaço e reconhecimento no mundo das graphic novels. Porém foi com a saga “Sandman” que Gaiman e McKean se destacaram e ganharam inúmeros prêmios por seus trabalhos.
A carreira de Neil Gaiman é extensa e recheada de sucessos. Como romancista, ganhou notoriedade com os livros Deuses Americanos, Stardust e Coraline. Muitos de seus livros figuraram entre várias listas de best-sellers ao redor do mundo, atingindo públicos de todas as idades e culturas. É o queridinho dos nerds e fãs de literatura fantástica.
Além de manter redes sociais para falar diretamente com seus fãs, como blog, twitter e tumblr, Gaiman também dá palestras sobre escrita criativa e literatura. É um dos escritores mais prolíficos da atualidade, tendo escrito canções, poemas, roteiros para séries e mini-séries, entre outros.
Em relação à sua vida pessoal, foi casado por 22 anos com Mary McGrath, com quem teve 3 filhos. Atualmente mora nos Estados Unidos ao lado de sua segunda mulher, Amanda Palmer.

Principais Obras:

Sandman (1988)
Stardust (1999)
Deuses Americanos (2001)
Coraline (2002)
Os Filhos de Anansi (2005)

Opinião Pessoal: Eu poderia ficar até amanhã de manhã aqui falando o quanto Neil Gaiman é ótimo e um dos melhores autores da atualidade (na minha humilde opinião e, creio eu, a opinião de alguns nerds de plantão também).
Meu primeiro contato com Gaiman foi através do filme “Stardust”. É um dos meus filmes favoritos, porém na época eu mal poderia imaginar que aquela história veio de algum livro. Fui descobrir mesmo após de ver um capítulo de Doctor Who que ele escreveu (e um dos melhores da série, por sinal) e, maravilhada, fui pesquisar sobre o autor e vi que ele era um dos responsáveis pelo filme que eu havia amado pouco tempo atrás.
A literatura fantástica de Gaiman é tão incrível que você não encontra em nenhum outro lugar. Pelo menos eu ainda não encontrei. Ainda que ele tenha bastantes influências de Carroll, Tolkien e Lewis, ele consegue imprimir em suas histórias características únicas, do tipo em que você lê um trecho de um livro qualquer pela internet e fala: “Isso aí foi Neil Gaiman que escreveu”. E após uma pequena pesquisa você descobre que foi ele mesmo. É como aquele grupo pequeno de cantores que têm a voz tão única que a partir da primeira nota cantada, você já sabe quem é, mesmo que seja uma música inédita ou alguma outra da qual você nunca tenha ouvido. E essa é só uma das mil e uma coisas que faz deste escritor de literatura fantástica simplesmente fantástico (perdão, não pude evitar o trocadilho)!
Seu talento permeia por todos os gêneros. Vai da história mais absurda à mais romântica de um livro para o outro. Ele escreve até mesmo livros infantis, ainda que estes sejam considerados um pouco assustadores para crianças. Amo também o fato dele ser tão prolífico e ainda estar vivo (graças a Deus, que continue assim por muito tempo) para que eu possa lê-lo infinitamente, até mesmo o que não for meu estilo.
Seja escrevendo contos, roteiros, quadrinhos ou romances, Gaiman é incontestavelmente um ótimo escritor, que consegue transportar o leitor aos diversos mundo malucos que vivem em sua cabeça, fazendo-nos até mesmo crer que seu mundo existe de verdade, nem que seja em qualquer lugar ao longe no Universo. E esses, para mim, são os melhores tipo de escritores: o que nos fazem acreditar que a realidade vai muito, muito além do que nossos olhos podem alcançar.

O Nada.

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E então o nada.
O nada de palavras
O nada de ideias.
O nada de histórias.
Simplesmente o nada.

O nada de batidas.
O nada de sensações.
O nada de emoções.
Simplesmente o nada.

Aquele nada, aquele velho conhecido…
O nada de vazio.
O nada de “não vale a pena”.
O nada de nada.
Simplesmente o nada.

O nada de empolgação.
O nada de canção.
Só o nada, nada, nada.

Minha cabeça está vazia.
Talvez meu coração esteja também.
Onde estão as palavras?
Onde estão as canções?
Onde estão as respostas e as indagações?

Onde está o caminho, a rota de fuga?
Onde se encontra a estrada, a direção que busco?
Quem sabe?

Eu sei.
Estão ali, no nada.
Simplesmente no nada.