Escritor 34 – Eduardo Galeano

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Galeano nasceu em 3 de setembro de 1940 em Montevidéu em uma família católica de classe média de ascendência europeia. Na infância, Galeano tinha o sonho de se tornar um jogador de futebol; esse desejo é retratado em algumas de suas obras, como O futebol de sol a sombra (1995). Na adolescência, Galeano trabalhou em empregos nada usuais, como pintor de letreiros, mensageiro, datilógrafo e caixa de banco. Aos 14, vendeu sua primeira charge política para o jornal El Sol, do Partido Socialista.
Galeano iniciou sua carreira jornalística no início da década de 1960 como editor do Marcha, influente jornal semanal que tinha como colaboradores Mario Vargas Llosa e Mario Benedetti. Foi também editor do diário Época e editor-chefe do jornal universitário por dois anos. Em 1971 escreveu sua obra-prima As Veias Abertas da América Latina.
Em 1973, com o golpe militar do Uruguai, Galeano foi preso e mais tarde seu nome foi colocado na lista dos esquadrões da morte e, temendo por sua vida, exilou-se na Espanha, onde deu início à trilogia Memória do Fogo. Em 1985, com a redemocratização de seu país, Galeano retornou a Montevidéu, onde viveu até sua morte, em 2015.
Em princípios de 2007 Galeano caiu seriamente doente, mas recuperou-se, após uma bem-sucedida cirurgia em Montevidéu.
Galeano foi internado dia 10 de abril e morreu próximo das 9h em 13 de abril de 2015, em Montevidéu, de câncer no mediastino, após o tumor provocar metástase.

Fonte: Wikipédia

Principais Obras:

As Veias Abertas da América Latina (1971)
Memórias Do Fogo (1982 – 1986)
Os Filhos Dos Dias (2012)

Opinião Pessoal: Eduardo Galeano só perde para Virginia Woolf na minha lista de escritores favoritos. Sua capacidade de contar histórias, que ao mesmo tempo são narrativas e ao mesmo tempo poesia, me inspiram e me ensinam a ser uma escritora melhor cada vez que pego num livro seu.
Para aprender mais sobre a América Latina não tem escritor melhor. Ele conta trajetória do nosso continente através da vida das pessoas, histórias reais (talvez com um toquezinho de ficção) que atravessaram os piores períodos nas mãos dos ditadores e nosso povo, sempre sofrendo com a política torta que parece nunca se ajeitar. Seu livro mais famoso “As Veias Abertas Da América Latina” é respeitado mundialmente e usado em diversas faculdades.
Para minha sorte, Galeano tem uma obra imensa e ainda não cheguei a ler nem metade de seus livros. Mas daqui a alguns anos, mesmo quando  completar minha leitura de suas letras traduzidas, seguramente vou procurar ler toda sua obra no idioma original, para que, assim, eu nunca tenha que me despedir deste escritor que mudou para sempre minha forma de enxergar a Literatura e o nosso maravilhoso continente.

Escritor 33 – Manoel De Barros

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Manoel Wenceslau Leite de Barros (Cuiabá, 19 de dezembro de 1916  — Campo Grande, 13 de novembro de 2014) foi um poeta brasileiro do século XX, pertencente, cronologicamente à Geração de 45, mas formalmente ao pós-Modernismo brasileiro, se situando mais próximo das vanguardas europeias do início do século e da Poesia Pau-Brasil e da Antropofagia de Oswald de Andrade. Recebeu vários prêmios literários, entre eles, dois Prêmios Jabutis. É o mais aclamado poeta brasileiro da contemporaneidade nos meios literários. Enquanto ainda escrevia, Carlos Drummond de Andrade recusou o epíteto de maior poeta vivo do Brasil em favor de Manoel de Barros . Sua obra mais conhecida é o “Livro sobre Nada” de 1996.

Fonte: Wikipédia.

Principais Obras:

Gramática Expositiva do Chão (1966)
Livro Sobre Nada (1996)
Ensaios Fotográficos (2000)

Opinião Pessoal: Manoel De Barros transformou para sempre a minha forma de entender a poesia. Quando peguei pela primeira vez um livro seu ainda tinha na mente aquele estigma de que poesia era apenas estrutura e rima, como costumamos a aprender na escola. Ao me encontrar com o “Face Imóvel” pela primeira vez – meu primeiro contato com o poeta – me assustei um pouco com aqueles versos quebrados e com pouca rima. Tive dificuldades para entender a principio tamanha desconstrução, não só da linguagem, como também em relação à ideia pobre que tinha da poesia. Desistiria, talvez, de Manoel, se não tivesse pagado bastante caro no box que contém toda a sua obra. Mas resolvi insistir, principalmente porque – apesar de não entender muita coisa quanto à poesia como técnica – senti uma identificação com o amor pelas coisas simples, pela vida do campo e os animais que o poeta costuma escrever em todos os seus versos. E ainda bem que o fiz! Livro após livro fui entendendo um pouco mais da mente do poeta, de como funcionava a poesia e sobre como ela não possui limites: a poesia vai até onde sua imaginação deseja que ela chegue.
Foi a partir de “Livro Sobre Nada” que caí para sempre no mundo mágico de Manoel. Um mundo onde gravetos valem ouro, uma lagarta é tida como musa inspiradora, e caracóis, lixo, coisas que pessoas jogam fora ou desprezam são semelhantes a um tesouro. Um mundo onde a poesia significa o mesmo que a vida, em que uma não pode viver sem a outra.
Manoel de Barros é simples e marcante. Mesmo aparentando não querer dizer nada, acaba dizendo tudo, com aquele jeitinho quase infantil que só ele sabe imprimir em seus versos. Um professor que sempre nos ensinará muito mesmo não estando mais entre nós. Só os gênios são capazes de fazer isso.

Escritor 32 – Mariana Alcoforado

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Nascida em 1640, em Beja – Portugal, teria entrado no convento aos 12 anos e, quando em torno dos 20 anos, vivido lá o seu amor com o Marquês de Chamilly, um oficial francês servindo em Portugal.
Por muito tempo estudou-se sobre a autoria de suas cartas. A publicação se deu pela primeira vez na França, em 1669, de forma anônima. Muitos intelectuais se debruçaram em torno da incógnita: tais cartas seriam escritas por algum francês e publicadas anonimamente ou realmente teriam sido escritas por Mariana e traduzidas para o Francês e posteriormente publicadas? A corrente francesa defende que tudo não passava de um golpe de marketing do autor e editor. Em 1990, a autoria das cartas teria sido atribuída ao Marquês D’Argens ou Jean-Baptiste de Boyer. Já a corrente portuguesa, defende que Mariana Alcoforado era a remetente das cartas.
A versão portuguesa é a mais aceita e difundida no mundo. Tal posicionamento é resultado de alguns indícios e comprovações, o primeiro deles é o de que Mariana Alcoforado verdadeiramente existiu, viveu no convento de Nossa Senhora da Conceição, da ordem de Santa Clara e teria morrido no dia 28 de julho de 1723, também em Beja, aos 83 anos de idade, outro é a sintaxe presente nas cartas que apontam majoritariamente para sintaxe portuguesa na tradução francesa, apontando para uma tradução literal.

Opinião Pessoal: Ao ler as cartas de Mariana Alcoforado, o primeiro pensamento de um leitor desavisado provavelmente seria de que as cartas se tratavam de uma história ficcional. A escrita ornada e eloquente encontrada nas cartas incita-nos a jamais pensar que as cartas teriam sido escritas ao calor do momento e não pelo desejo de fazer articuladamente uma boa literatura.
Sua voz seria um dos mais belos gritos da paixão ardente e de uma personalidade sensível e intempestiva que se harmoniza tão bem com o Barroco vigente em sua época. Pode-se pensar, entretanto, que as cartas não são literatura por serem relatos reais. Mas não é a literatura a arte de escrever de forma que, articulando e tensionando a linguagem, as palavras passem a possuir o maior grau de significação e beleza poética? Sendo assim, as cartas são literatura, são o fazer arte com as palavras. Qualidade, esta, que Mariana soube articular com muita precisão e engenho. As cartas, durante o Barroco, configuraram um gênero comum à época: epistolografia. Na antiguidade clássica, a epistolografia era bastante comum entre os escritores, Sêneca, Platão e Cícero são exemplos dos que muito se valeram do gênero escrevendo tratados filosóficos para destinatários existentes ou não, exercitando, assim, o diálogo de suas filosofias. No Barroco, o gênero está em uma posição de destaque, tratando, principalmente, de temas religiosos, tal qual era comum também aos apóstolos. Mariana, entretanto, se dedica às cartas confessionais de amor privadas que se tornariam públicas. Nelas, a autora busca contato com o seu amado e, após perceber, durante a terceira carta que vivenciava um amor unilateral, poderemos encontrar resquícios de um amor nunca concretizado e tão dual quanto Barroco.

Para ler as cartas de Mariana Alcoforado, clique aqui.

Escritor 31 – Rui Nogar.

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Rui Nogar, pseudônimo de Francisco Barreto, nasceu em 1932, em Maputo, e publicou poemas em jornais como “O Brado Africano” e “Itinerário”, sendo Silêncio Escancarado a primeira publicação em livro. Desde 1964, Rui Nogar ela militante da Frelimo e foi preso pela PIDE.
A obra Silêncio Escancarado foi publicada no ano 1982, pelo Instituto Nacional do Livro e do Disco (INLD), e resultou da reunião de diversos poemas do autor, muitos deles escritos no tempo em que esteve preso. Rui Nogar, juntamente com Noêmia de Souza e José Caveirinha, entre outros, foi um dos autores mais ouvidos durante os primeiros e agitados anos após a independência de Moçambique.
Rui Nogar morreu em Lisboa, em 1994.

Principais Obras:

O Silêncio Escancarado (1982)

Opinião Pessoal:
A maioria dos poemas da obra Silêncio Escancarado transmite experiências e ideias do autor, muitas delas relacionadas ao período em que esteve detido, e é por meio das palavras que ele tece críticas em relação ao sistema colonial, à repressão, à exploração dos recursos naturais e dos seres humanos, dentre outros aspectos. Além disso, Rui Nogar afirma a necessidade de lutar em prol da transformação da sociedade, defendendo a ideia de que a solução para os problemas da África estava na própria África, que a mudança do contexto de Moçambique dependia de cada um dos moçambicanos, uma vez que possuíam a capacidade de alimentar a revolução.
O poema “O Retrato” (que pode ser lido abaixo) nos permite fazer uma alusão à luta contra o domínio colonial. Segundo o eu-lírico, os poetas já não são somente poetas, mas, sim, guerrilheiros, cujas emboscadas são os poemas, que são o meio de ataque e também o meio de libertação. Hoje, no tempo do poema, os poetas – que são mais do que poetas – em Moçambique, buscam a liberdade e se libertam nas palavras “percutidas” com as quais tecem seus poemas.
Nota-se o envolvimento ideológico e político de Rui Nogar e também o laço com a literatura, uma vez que manifesta-se na obra a preocupação com o fazer poético. Assim, infere-se que o autor dá voz ao que outrora fora silenciado e escancara os anos em que seu povo viveu sob o domínio colonial por meio de sua arma: a poesia.

RETRATO

mais do que poetas
hoje
somos sim guerrilheiros
com poemas emboscados
por entre a selva de sentimentos
em que nos vamos libertando
em cada palavra percutida

hoje
nós
em moçambique

Escritor 30 – Collen Hoover.

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Colleen Hoover nasceu 11 de dezembro de 1979, em Sulphur Springs, Texas. Ela cresceu em Saltillo, Texas, e formou-se a partir de Saltillo High School, em 1998. Em 2000, ela se casou com Heath Hoover, com quem ela já tem três filhos e um porco chamado Sailor. Hoover formou na Texas a & M-Commerce com uma licenciatura em Serviço Social. Ela trabalhou vários trabalhos de ação social e de ensino, até que ela começou sua carreira como escritora.
Em novembro de 2011, Colleen começou a escrever seu primeiro romance, sem nenhuma intenção de ser publicado. Ela foi inspirada por um poema lírico, “decidir o que ser e ir ser isso”, a partir de uma canção Avett Brothers “Cabeça cheia de dúvidas / estrada cheia de promessas”. Devido a isso, ela incorporou letras Avett Brothers em toda a história. Depois de alguns meses, seu romance foi revisado e dado 5 estrelas por grande blogger de livros, Maryse Preto. Com isso, as vendas aumentaram rapidamente, e por insistência dos fãs, teve sua sequencia, Point Of Retreat, ambos na lista New York Times Best Seller.

Fonte: Skoob!

Principais Obras:

Métrica (2012)
Um Caso Perdido (2012)

Opinião Pessoal: Collen Hoover é intensa! Quando penso nos seus livros e personagens, essa é sempre a primeira palavra que escolho para defini-la.  Sabe aqueles livros que te deixam sem chão, que fazem você refletir sobre sua própria vida e criar um carinho tão grande pelos personagens como se fossem seus amigos ou familiares? Então, assim defino sua obra: como livros que te conquistam. Livros apaixonantes que te fazem suspirar durante a leitura, mas também te ensinam, te instigam e te tiram do eixo.
Afirmo ainda que Collen é aquela autora que te surpreende. Ao deparar com seus livros e suas capas e descrições simples, você não consegue imaginar que ela escreve com tantos sentimentos e intensidade. Mais ainda, que consegue descrever os sentimentos humanos com tanta precisão e apresentar metáforas simples, para ações presentes no dia-a-dia de cada um de nós.
(Ainda) não conheço todos os seus livros, apenas os publicados no Brasil – Destaque para Métrica e Um Caso Perdido, que são simplesmente fantásticos- mas afirmo, com toda certeza, que todos, ao menos uma vez na vida, deveriam ler algo escrito pela Collen. Tenha certeza que seus livros iram lhe ensinar algo sobre o amor em todas as suas formas e como só ele é a cura para nossas tristezas cotidianas. E se posso dar um conselho, ao começar um dos seus livros, preparem os lencinhos, mas também o coração, pois é impossível não se apaixonar por seus personagens e passar muitos e muitos dias com uma ressaca literária daquelas!

Escritor 29 – Richelle Mead

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Richelle Mead nasceu em Michigan e mora em Kirkland, Washington. Ela tem três graduações: um Bacharel em Estudos Gerais pela Universidade de Michigan, um Mestrado em Comparação Religiosa pela Universidade Western Michigan, e um Mestrado em Ensino pela Universidade de Washington. Sua graduação em Ensino a levou a ser professora de 8ª série no subúrbio de Seattle, onde ensinou Estudos Sociais e Inglês. Ela continuava a escrever durante seu tempo livre, até ela vender seu 1º romance, Succubus Blues. Depois de abandonar seu trabalho para escrever em tempo integral, seus outros livros se seguiram rapidamente.
Mead escreve seus livros ativamente em três séries diferentes. O cronograma é tão exigente que ela tem de acabar um projeto para um novo livro a cada três meses. É uma mudança muito rápida em comparação com um ano que a maioria dos escritores demoram para escrever um livro.

Biografia retirada do Wikipédia.

Principais Obras:

Série Georgina Kincaid (Sucubus) (2007 – 2011)
Vampire Academy (2007 – 2010)

Opinião Pessoal:

A Richelle Mead é a minha escritora de fantasia urbana favorita. Fantasia urbana é um subgênero da fantasia, quer dizer que a fantasia não se passa em um mundo paralelo ao nosso, como contos de fadas, por exemplo; mas sim, nesse mundo em que vivemos. O que quer dizer que vampiros, sucubus, lobisomens, alquimistas, bruxas e atém mesmo escritores vivem no mesmo universo que nós, pobres humanos. A criação das personagens de Richelle é fantástica, adoro o fato de que as suas heroínas sempre são mulheres fortes e inteligentes e cada uma recebe um herói a sua altura. As personagens de apoio, de uma forma geral, formam um grupo unido e coeso que nos faz adorá-los, por isso que a criação do spin-off de Vampire Academy (sua obra mais conhecida) deu muito certo com quem já era fã da série. As personagens são célebres na arte de cativar. Os enredos são muito bem construídos, organizados e precisos, criam uma atmosfera de mistério e ação que poucos autores conseguem manter. E não espere encontrar clichês, ela escreve para leitores que acompanhem a genialidade de seus personagens. Fica garantida uma leitura empolgante e repleta de personagens apaixonantes.

Escritor 28 – J.K. Rowling

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Joanne “Jo” Rowling também conhecida como J. K. Rowling, nome com o qual assina as suas obras, ou pelo seu nome de casada, Joanne Murray, é uma escritora britânica de ficção, autora dos sete livros da famosa e premiada série Harry Potter, e de três outros pequenos livros relacionados a Harry Potter. Desde criança, Joanne gostava de ler contos como O Vento nos Salgueiros e O Cavalinho Branco. Muitos autores influenciaram sua obra, e fizeram nascer em Joanne a vontade latente de tornar-se escritora.
Famosa por escrever em bares, com a primogênita ao lado no carrinho, ela enfrentou uma série de dificuldades até atingir a riqueza e a fama como escritora, passando-se longos anos até que o Harry Potter e a Pedra Filosofal chegasse às prateleiras, com a ajuda de seu agente literário Christopher Little. Desde então, J. K. Rowling escreveu os outros seis livros que a tornaram rica, e capacitaram-na a contribuir com instituições que ajudam a combater doenças, injustiças e a pobreza.
Seus livros, traduzidos para 64 línguas, venderam mais de 450 milhões de cópias pelo mundo todo, e renderam à autora por volta de 576 milhões de libras, mais ou menos 1 bilhão de dólares, segundo estimativa da Forbes em fevereiro de 2004, tornando-a a primeira pessoa a tornar-se bilionária (em dólares) escrevendo livros.
Em 2011 foi lançado o filme Magia além das palavras, uma biografia não autorizada pela escritora.
Seu patrimônio era estimado em US$ 1 bilhão, mas depois de fazer doações, seu patrimônio está estimado em US$ 813 milhões.
Em 2013, no mês de Julho foi descoberto que o livro de suspense The Cuckoo’s Calling, publicado em Abril daquele ano, era na verdade de autoria de Rowling, sob o pseudônimo de Robert Galbraith. A publicação trazia proposta de histórias de detetive a moda antiga, como os livros da autora igualmente britânica Agatha Christie.

Você pode saber um pouco mais sobre a escritora no filme Magia Além das Palavras, sua biografia não autorizada, que está disponível no Youtube.

Biografia retirada do Wikipédia.

Principais Obras:

Saga Harry Potter (1997 – 2007)
Morte Súbita (2012)
O Chamado do Cuco (2013)

Opinião Pessoal: É seguro dizer que J.K. Rowling é responsável por introduzir milhões de jovens no mundo literário. Principalmente em países emergentes, onde a cultura, educação e literatura são praticamente inexistentes e não há qualquer incentivo, a saga Harry Potter conseguiu trazer uma parcela desses jovens para o mundo dos livros. Lembro que na época onde a saga ainda era lançada como “inédita”, via nos jornais artigos e reportagens com um tom meio impressionado pelo fato de adolescentes dormirem na porta de livrarias ao redor do país, esperando ansiosamente para colocar as mãos no mais novo livro da saga. Havia análises e mais análises sobre porque esses livros eram diferentes, porque essa escritora era diferente. Os mais radicais, principalmente os religiosos, falavam até de pacto com não sei quem e bruxaria real. Bem, o motivo certo nunca saberemos. O fato é que a imaginação de Rowling conquistou a todos e fez um favor à humanidade, principalmente para os jovens que estão crescendo sob uma sociedade tão superficial, de que ler é muito bom.
Em minha opinião, os melhores livros são aqueles em que você não consegue acreditar que é puramente ficção, que nada dali é real. Acho que todo mundo já esperou secretamente receber uma carta de Hogwarts ou se pergunta se em algum lugar deste mundo tão enorme não existe mesmo algo mágico, uma escola de bruxaria onde poderemos ter aula de poções e jogar Quadribol. Rowling não só escreve fantasticamente sobre cenários e mundo mágicos e deslumbrantes. Seus personagens são pessoas que conhecemos, são personalidades próximas. Conheço muita Hermiones, Lunas, Ronys e Harrys por aí. Infelizmente, conheço até alguns Malfoys. Sua capacidade de misturar tão bem fantasia com realidade resultou em todo esse sucesso estrondoso e inesquecível que são os livros de Harry Potter.
Ainda não tive a oportunidade de ler seus novos livros (comecei o Morte Súbita hoje mesmo), mas aposto, como todo escritor que vai ficando mais experiente com o passar dos anos, que sua escrita e sua capacidade de criar novos mundos, novas histórias e brilhantes personagens vão continuar nos encantando e nos maravilhando em suas seguintes obras. De qualquer forma, seu nome sempre estará ligado ao mundo mágico de Harry Potter e à sua importância na Literatura contemporânea.

Escritor 27 – Irmãos Grimm

Irmãos Grimm

Nascidos em Hanau, Jacob Grimm em 1785 e Wilhelm Grimm em 1786, os irmãos Grimm estudaram Direito junto ao seu pai, mas começaram a se dedicar integralmente à literatura e acabaram deixando a advocacia de lado. No ano de 1830, ambos ingressam em uma universidade alemã como professores. Estudiosos incessantes do idioma alemão, atuaram em campos como História e Filologia. Porém, a grande marca dos Grimm era sua excelência narrativa.
Um ano marcante para os irmãos Grimm foi 1837, quando demonstraram ideias contestadoras em relação ao rei da Alemanha e foram expulsos da Universidade de Göttingen junto a cinco professores. Quatro anos mais tarde, a Universidade de Berlim convida-os para assumirem cargos de professores novamente. Os dois viveram nesta cidade até seus últimos dias, sendo que Wilhelm veio a falecer em 1859 e Jacob em 1863. Estudiosos, os irmãos Grimm sabiam que os primeiros povos transmitiram oralmente suas histórias, passando a tradição de pai para filho, de geração para geração. Assim, quando surgiu a escrita, muitos destes contos foram registrados nos monastérios, onde eram redigidos por religiosos. Desta forma, os irmãos começam a pesquisar antigos documentos e iniciar um processo de recolhimento de histórias da Alemanha para a preservação da memória e das tradições populares.
Apenas Dortchen Wild, que era a mulher de Wilhelm, contribuiu com 12 histórias, das quais pode ser citada Rumpelstiltskin, que tem como principal personagem um anão que faz palha se transformar em ouro. Uma das histórias mais famosas da humanidade, Branca de Neve, imortalizada pelo desenho criado nos estúdios Disney, foi passada para os irmãos Grimm por 2 amigas de sua família. A maior parte dos contos, aproximadamente 200, foram ditados por uma camponesa idosa chamada Dorotea Viehmman.
Publicados no ano de 1812, os primeiros contos dos Grimm levavam o nome de “Histórias das Crianças e do Lar”, totalizando 51 histórias. Aos poucos, os contos desta obra foram se popularizando ao redor do mundo, sendo reinventados em várias versões e conquistando povos de culturas e idiomas diferentes.

Principais Obras:

Cinderella
A Branca de Neve
Rumpelstiltskin
João e Maria

Opinião Pessoal: Albert Einstein uma vez disse: “Se você se quer crianças sejam inteligentes, leiam contos de fadas para elas.” Graças aos irmãos Grimm temos a oportunidade de deixar nossas crianças mais inteligentes.
Acho que os contos de fadas são essenciais. Hoje em dia existe uma forte represália a esses contos. Dizem que não devemos iludir nossas crianças com ilusões sobre amores idealizados, mundos que são muito diferentes do nosso etc. Mas não consigo concordar com essa visão, ainda que entenda quem a tenha. Esses contos não fizeram mal a nenhuma pessoa que conheço. Muito pelo contrário. Contos, histórias, principalmente àquelas contadas antes de dormir, só fazem atiçar a curiosidade dos pequenos, instiga a imaginação e a afasta de um mundo tão cinza quanto o dos adultos. Eu agradeço por ter sido apresentada a esse mundo quando criança e até hoje não conheci ninguém que tenha se arrependido ou tenha algum ressentimento em relação a esse tipo de história.
Jacob e Wilhelm Grimm entendiam isso muito bem e fizeram o favor de reunir tantas histórias mágicas que, ainda recontadas de inúmeras formas, atravessam séculos de existência e são fundamentais, como disse o gênio da física, para desenvolver mais a inteligência e a capacidade criativa de nossas crianças.

Escritor 26 – Jane Austen

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Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra, sendo a sétima filha do reverendo George Austen, o pároco anglicano local, e de sua esposa Cassandra (cujo nome de solteira era Leigh). O reverendo Austen era uma espécie de tutor, e suplementava os ganhos familiares dando aulas particulares a alunos que residiam em sua casa. A família era formada por oito irmãos, sendo Jane e sua irmã mais velha, Cassandra, as únicas mulheres. Cassandra e Jane eram confidentes, e hoje se conhece uma série de cartas de sua correspondência.É considerada a maior escritora de todos os tempos, de acordo com sua jornada de vida que arrasta milhões de fãs por todo o mundo e encanta a todos com sua literatura épica.
Em 1783, Jane e Cassandra foram para a casa da Sra. Cawley, em Southampton, para prosseguir a educação sob sua tutela; porém tiveram que regressar para casa, devido a uma enfermidade infecciosa em Southampton. Entre 1785 e 1786, ambas foram alunas de um internato em Reading, lugar que pode ter inspirado Jane para descrever o internato da Sra. Goddard, que aparece no romance Emma. A educação que Austen recebeu ali foi a única recebida fora do âmbito familiar. Por outro lado, sabe-se que o reverendo Austen tinha uma ampla biblioteca e, segundo ela mesma conta em suas cartas, tanto ela quanto sua família eram “ávidos leitores de romances, e não se envergonhavam disso”. Assim como lia romances de Fielding e de Richardson, lia também Frances Burney. O título de Orgulho e Preconceito, por exemplo, foi retirado de uma frase dessa autora, no romance Cecilia.
Não há provas de que Jane foi cortejada por ninguém, apesar de um breve amor juvenil com Thomas Lefroy (parente irlandês de uma amiga de Austen), aos 20 anos. Em janeiro do ano seguinte, 1796, escreveu a sua irmã dizendo que tudo havia terminado, pois ele não podia casar por motivos econômicos.
Em 1809 se mudaram para Chawton, perto de Alton e Winchester, onde seu irmão Edward podia abrigá-las em uma pequena casa dentro de uma de suas propriedades. Esta casa tinha a vantagem de ser em Hampshire, o mesmo condado de sua infância. Uma vez instaladas, Jane retomou suas atividades literárias revisando Sense and Sensibility, que foi aceita por um editor em 1810 ou 1811, apesar de a autora assumir os riscos da publicação. Foi publicado de forma anônima, em outubro, como pseudônimo: “By a Lady”. Segundo o diário de Fanny Knight, sobrinha de Austen, esta recebeu uma “carta da tia Cass pedindo que não fosse mencionado que a tia Jane era a autora de Sense and Sensibility”.2 Teve algumas críticas favoráveis, e se sabe que os lucros para Austen foram de 140 libras esterlinas.
Animada pelo êxito de Sense and Sensibility, a autora tentou publicar também Pride and Prejudice, que foi vendido em novembro de 1812 e publicado em janeiro de 1813. Ao mesmo tempo, começou a trabalhar em Mansfield Park. Em 1813, a identidade da autora de Pride and Prejudice começou a difundir-se, graças à popularidade da obra e à indiscrição da família. Nesse mesmo ano foi publicada a 2ª edição de suas obras, e em maio de 1814 surgiu Mansfield Park, obra da qual se venderam todos os exemplares em seis meses, e Austen começou a trabalhar em Emma.
Austen começou Persuasion em agosto de 1815, mas um ano depois começou a se sentir mal. No início de 1817 começou Sanditon, porém teve que abandonar a obra por seu estado de saúde. Para receber tratamento médico foi levada a Winchester, onde faleceu em 18 de julho de 1817.
Suas últimas palavras foram: “Não quero nada mais que a morte”.4 Tinha 41 anos.
Em seu testamento, legou tudo o que tinha para sua irmã Cassandra. Na época, não se sabia a causa de sua morte; hoje, considera-se que foi Doença de Addison. Está enterrada na Catedral de Winchester.

Biografia retirada do Wikipédia.

Principais Obras:

Razão e Sensibilidade (1811)
Orgulho e Preconceito (1813)
Emma (1815)
Persuasão (1818)

Opinião Pessoal:

Jane Austen é atemporal. Apesar de seus romances narrarem a sociedade inglesa e destacar a educação dada à mulher na época, é possível qualquer um se identificar com os conflitos de seus personagens. É muito comum os jovens leitores de hoje em dia pegarem algum livro do século XIX e torcer o nariz, acharem enfadonho ou difícil demais para ser lido. Com Jane Austen isso é mais difícil acontecer. Sua escrita é bastante fácil e compreensível, os dramas de suas protagonistas podem assemelhar-se ao que algumas mulheres vivem hoje em dia. Muitas vezes me vi no lugar de Emma ou Elizabeth, personagens de Emma e Orgulho e Preconceito respectivamente, principalmente na forma de pensar ou falar. Mesmo com séculos de diferença, suas histórias são capazes de nos tocar, instruir e entreter a pessoas de qualquer idade.
Gosto da delicadeza de sua escrita. Gosto muito. É gostosa, é instrutiva. Mesmo quando trata de assuntos mais sérios e críticas, usando toda a ironia que lhe é característica, ainda assim consegue manter a sutileza das palavras. Talvez seja toda a educação e polidez inglesa que se mostra presente até mesmo em uma discussão mais séria entre os personagens. Sua forma de narrar histórias paralelas e amarrar todo o enredo com muito talento é algo que me encanta como uma escritora aspirante.
Ler Jane Austen é reconfortante e um aprendizado, tanto como leitora, tanto como escritora. É impossível não se sentir bem após a leitura de alguns de seus livros e desejar devorar os próximos na primeira oportunidade.
É leitura obrigatória para quem se interessa em descobrir e aprender mais sobre uma boa e clássica literatura.

Escritor 25 – Clarice Lispector

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Clarice Lispector nasceu no dia 10 de dezembro de 1920, na cidade de Chechelnyk, na Ucrânia. Chegou ao Brasil com 1 ano e dois meses de idade e foi naturalizada brasileira.
Clarice Lispector começou a escrever logo que aprendeu a ler, na cidade de Recife, onde passou parte da infância no bairro de Boa Vista. Falava vários idiomas, entre eles o francês e o inglês. Cresceu ouvindo no âmbito domiciliar o idioma materno, o iídiche. Sua mãe morreu em 21 de setembro de 1930 (Clarice tinha apenas nove anos), após vários anos sofrendo com as consequências da Sífilis, supostamente contraída por conta de um estupro sofrido durante a Guerra Civil Russa, enquanto a família ainda estava na Ucrânia. Clarice sofreu com a morte da mãe, e muitos de seus textos refletem a culpa que a autora sentia e figuras de milagres que salvariam sua mãe.
Quando tinha quinze anos, seu pai decidiu se mudar para a cidade do Rio de Janeiro. Clarice estudou em uma escola primária na Tijuca até ir para o curso preparatório para a Faculdade de Direito. Foi aceita para a Escola de Direito na então Universidade do Brasil em 1939. Se viu frustrada com muitas das teorias ensinadas no curso, e descobriu um escape: a literatura. Em 25 de maio de 1940, com apenas 19 anos, publicou seu primeiro conto “Triunfo” na Revista Pan, de propriedade do editor José Scortecci.
Três anos depois, após uma cirurgia simples para a retirada de sua vesícula biliar, seu pai Pedro morre de complicações do procedimento.
Em 1943, no mesmo ano de sua formatura, casou-se com o colega de turma Maury Gurgel Valente, futuro pai de seus dois filhos. Maury foi aprovado no concurso de admissão na carreira diplomática, e passou a fazer parte do quadro do Ministério das Relações Exteriores. Em sua primeira viagem como esposa de diplomata, Clarice morou na Itália onde serviu durante a Segunda Guerra Mundial como assistente voluntária junto ao corpo de enfermagem da Força Expedicionária Brasileira.
Em 10 de agosto de 1948, nasce em Berna, Suíça, o seu primeiro filho, Pedro. Quando criança, Pedro se destacava por sua facilidade de aprendizado, porém na adolescência sua falta de atenção e agitação foram diagnosticadas como esquizofrenia. Em 10 de fevereiro de 1953, nasce Paulo, o segundo filho de Clarice e Maury, em Washington, D.C., nos Estados Unidos.
Em 1959 se separou do marido que ficou na Europa e voltou permanentemente ao Rio de Janeiro com seus filhos, morando no Leme. No mesmo ano assina a coluna “Correio feminino – Feira de Utilidades”, no jornal carioca Correio da Manhã, sob o pseudônimo de Helen Palmer. No ano seguinte, assume a coluna “Só para mulheres”, do Diário da Noite, como ghost-writer da atriz Ilka Soares.
Provoca um incêndio ao dormir com um cigarro acesso em 14 de setembro de 1966, seu quarto fica destruído e a escritora é hospitalizada entre a vida e a morte por três dias. Sua mão direita é quase amputada devido aos ferimentos, e, depois de passado o risco de morte, ainda fica hospitalizada por dois meses.
Foi hospitalizada pouco tempo depois da publicação do romance A Hora da Estrela com câncer inoperável no ovário, diagnóstico desconhecido por ela. Faleceu em 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário. Foi enterrada no Cemitério Israelita do Caju, no Rio de Janeiro, em 11 de dezembro. Até a manhã de seu falecimento, mesmo sob sedativos, Clarice ainda ditava frases para sua amiga Olga Borelli.

Biografia retirada do Wikipédia.

Principais Obras:

Laços De Família (1960)
A Paixão segundo G.H. (1964)
Água Viva (1973)
A Hora Da Estrela (1977)

Opinião Pessoal:

Sempre achei que um escritor para ser bom tem que nos fazer sentir. Depois de ter lido muitos livros na vida, me deparei, pela primeira vez, com um livro de Clarice Lispector. Era um livro que estava na lista dos pedidos para o vestibular e eu, como perfeita curiosa que sou, li ainda no primeiro ano. Afinal, naquela época Clarice Lispector já era uma citação doce aos dedos dos frequentadores de redes sociais e eu queria ler aquela mulher que parecia ter uma citação para tudo (mais tarde eu descobri que ela não escreveu tudo o que dizem, porém escreveu mais do lêem). Minha primeira impressão sobre ela foi que ela era desmedida, mas desmedida na medida certa. A literatura de Clarice é de confronto, de busca, de conhecimento, íntima, pesada, crua, real, poética, singular. Revigora os ossos, esquenta o sangue, toca na alma.
Eu lembro que, em uma entrevista, ela contou que assim que ela foi publicada, não foi um sucesso de crítica, ridicularizaram seu livrinho, mas uma jovenzinha, de uns 20 anos, lhe disse que aquele havia sido o livro da vida dela. Acho que isso explica muito bem a literatura de Lispector: foi feita para os que leem querendo sentir e não entender. É nesse ponto que reside a magia.