Escritor 24 – Christopher Paolini

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Christopher Paolini nasceu no dia 17 de novembro de 1983 em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos .
Exceto por alguns anos em Achorage, Alasca, ele passou a vida inteira na região de Paradise Valley, no estado norte-americano de Montana, onde ainda reside. Ele vive com os pais e a sua irmã mais nova, Angela, numa rústica casa às margens do rio Yellowstone , cenário o qual Paolini descreve como uma de suas principais fontes de inspiração.
Christopher foi educado pelos seus pais. Ele frequentemente escrevia pequenas histórias e poemas, fazendo visitas à biblioteca e lendo muito. Entre as inspirações literárias de Paolini figuram as obras de J.R.R. Tolkien, E.R. Eddison e o poema épico Beowulf. Cinco de seus livros favoritos são: os exemplares da trilogia His Dark Materials de Philip Pullman; Duna por Frank Herbert; e Anna Karenina de Leon Tolstói.
O escritor ainda disse que as montanhas e florestas de Paradise Valley (no estado de Montana), onde reside, é “uma das principais fontes de inspiração” para ele.
Christopher cresceu ouvindo muita variedade musical, mas a clássica ardeu a sua imaginação e ajudou-o a escrever. Ele ouvia freqüentemente Mahler, Beethoven e Wagner enquanto escrevia Eragon. A batalha final de Eragon foi escrita ao ouvir Carmina Burana, por Carl Orff.

Biografia retirada do Wikipédia

Principais Obras:

Eragon (2002)
Eldest (2006)
Brisingr (2008)
Herança (2011)

Opinião Pessoal:

Christopher Paolini é realmente um prodígio! Ele começou a elaborar a saga já aos 15 anos de idade, com todos os detalhes e mapas da história. Toda a leitura que ele teve quando mais novo provavelmente influenciou tamanha criatividade. Ainda assim, é de se admirar que uma saga tão completa tenha vindo de uma mente tão jovem. Suas descrições sobre os cenários da história e acerca dos sentimentos dos personagens são bem feitas, fazendo com que você se sinta dentro da terra mágica que ele criou. Infelizmente a adaptação do filme para o cinema ficou muito aquém do livro, não permitindo a mesma sensação e emoção que se tem ao ler os livros.
É notável a influência de Tolkien em seus escritos. Muitos podem achar que é uma cópia de O Senhor dos Anéis, mas não vejo dessa forma. Apesar das semelhanças, são histórias diferentes e com propostas diferentes. Não é à toa que Christopher vendeu milhões de cópias pelo mundo, encantando novos leitores e atraindo cada vez mais jovens ao mundo da literatura.

Escritor 23 – Frei Betto

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Carlos Alberto Libânio Christo nasceu no dia 25 de agosto de 1944, em Belo Horizonte. É escritor, teólogo e filósofo.
Professou na Ordem Dominicana, em 10 de fevereiro de 1966, em São Paulo.
Adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2004. Foi coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero.
Esteve preso por duas vezes sob a ditadura militar: em 1964, por 15 dias; e entre 1969-1973. Após cumprir quatro anos de prisão, teve sua sentença reduzida pelo STF para dois anos. Sua experiência na prisão está relatada nos livros “Cartas da Prisão” (Agir), “Dário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco) e Batismo de Sangue (Rocco). Premiado com o Jabuti de 1983, traduzido na França e na Itália, Batismo de Sangue descreve os bastidores do regime militar, a participação dos frades dominicanos na resistência à ditadura, a morte de Carlos Marighella e as torturas sofridas por Frei Tito. Baseado no livro, o diretor mineiro Helvécio Ratton produziu o filme Batismo de Sangue, lançado em 2007.

Biografia retirada do Wikipédia

Principais Obras:

Batismo de Sangue (1983)
Aldeia do Silêncio (2013)

Opinião Pessoal:

Quando peguei o livro “Aldeia do Silêncio”, pela primeira vez, não esperava o que iria encontrar. Apesar de ter lido críticas positivas no jornal, a surpresa me atingiu quando li as primeiras páginas.
A escrita de Frei Betto é singela e impactante ao mesmo tempo. Os olhos deslizam sobre as palavras e, ao absorvê-las, é impossível não ficar olhando alguns minutos para qualquer ponto vazio na parede, fazendo uma profunda reflexão sobre o que foi lido. Em cada parágrafo, em cada fala, em cada descrição, Frei Betto quer te dizer alguma coisa. E ele consegue. Ele tem uma forma de explicar as emoções através das letras e é impossível não senti-las. Ele ama as palavras, disserta sobre elas com uma poesia e filosofia incríveis, deixando-lhe abismado com tamanho talento.
Eu, como escritora, admiro cada frase que ele escreve, seus sinônimos, suas comparações, seus sentimentos, suas filosofias. Sinto-me ansiosa para ler mais de suas obras, de suas ideias, de sua criatividade. Para qualquer pessoa estudante de Letras ou para quem deseja ser um escritor, recomendo que estude sua forma de escrever, sua forma de contar histórias, de desenvolver ideias. Frei Betto é um aprendizado interessante e cativante, do tipo que nos faz aprender sem sentir que estamos estudando.

Escritor 22 – John Green

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John Michael Green nasceu no dia 24 de Agosto de 1977, em Indianápolis, nos Estados Unidos.
John Green sempre se considerou um “nerd”, do tipo que lia muito e não tinha quaisquer habilidades sociais. Suas experiências de adolescente serviram como pano de fundo para muitas de suas histórias.
Seu primeiro livro, Quem É Você, Alasca?, ganhou o prêmio Michael L. Printz em 2006. Seus livros já foram publicados em mais de 10 línguas ao redor do mundo e sempre figuram na lista dos mais vendidos do The New York Times.
Como todo bom geek, Green faz muito uso da internet para se comunicar. Há anos mantém um canal no Youtube chamado “Vlogbrothers”, ao lado de seu irmão Hank Green, sendo um dos canais mais populares da internet. Sua conta no twitter tem mais de 1 milhão de seguidores, onde se comunica com os fãs diariamente.
Hoje em dia mora com a mulher e os filhos em Indianápolis.

Principais Obras:

Quem é Você, Alasca? (2005)
O Teorema Katherine (2006)
Cidades de Papel (2008)
A Culpa É Das Estrelas (2012)

Opinião Pessoal:

John Green é o escritor favorito do momento. Todos os seus livros na lista dos mais vendidos no Brasil ilustram bem essa afirmação. Creio que todo jovem-adulto de 2014 possui pelo menos um de seus livros na estante. Não é pra menos. Seus livros sempre trata de temas atuais e relevantes para o público adolescente. Mas não é aquele tema clichê de menininha rica que se apaixona por menininho rico, eles se casam e são felizes para sempre. John Green escreve sobre pessoas de verdade. Sobre histórias de verdade. Pessoas com doenças graves, mas com um enorme senso de humor. Pessoas reclusas, que são péssimas em contato social, mas que desejam ser aceitas e amadas como qualquer outra. Pessoas que gostam de livros, de “nerdices”, que amam e não tem vergonha nenhuma de serem chamados de “nerds”. Escreve sobre pessoas que conhecemos, pessoas que nós somos, pessoas que queremos ser. E tudo isso misturado com muito bom humor e filosofias de vida.
Conheço muitas pessoas que passaram a se interessar por leitura através de seus livros, pois se sentiram compreendidos através de suas palavras e acabaram se interessando pelo mundo literário em geral. E acho isso simplesmente fantástico!
John Green é o tipo de escritor do qual é impossível não querer ler todos os livros avidamente e ainda assim pedir por mais. Suas palavras, simples, porém concisas,  precisam sempre fazer parte de nossas vidas, fazendo com que seus leitores esperem sempre ansiosamente pelos próximos livros.

Escritor 21 – Carlos Ruiz Zafón

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Carlos Ruiz Zafón nasceu no dia 25 de Setembro de 1964, em Barcelona, na Espanha.
Começou escrevendo livros de literatura infanto-juvenil. Com o seu primeiro livro, O Príncipe da Névoa, ganhou o prêmio Ebedé de Literatura. Com o mesmo livro vendeu mais de 150 mil exemplares só na Espanha e foi traduzido para vários idiomas.
Em 2001 Zafón arriscou-se ao escrever para um público mais adulto com o romance A Sombra do Vento. O sucesso foi estrondoso, transformando-se em um fenômeno literário internacional, sendo traduzido para 30 idiomas em torno de 45 países. Desde o seu lançamento, A Sombra do Vento coleciona ótimas críticas e prêmios literários ao redor do mundo.
Carlos Ruiz Zafón vive nos Estados Unidos desde 1994 e além de escritor também é roteirista.

Principais Obras:

Marina (1999)
A Sombra do Vento (2001)
O Jogo do Anjo (2008)
O Prisioneiro do Céu (2011)

Opinião Pessoal:

Carlos Ruiz Zafón é o tipo de escritor do qual eu falaria aqui por uma semana, se pudesse, e ainda assim não me faltaria argumentos. Seus livros foram um dos maiores achados da minha vida e sempre abro um sorriso só de olhar para a capa de algum deles.
A Sombra do Vento, o primeiro livro que li do autor, arrancou todos os órgãos do meu corpo. Acho que qualquer explicação em duas linhas não ia chegar nem aos pés do que merece ser dito sobre esse livro. Com certeza se não existisse alguém chamado Makus Zusak e um livro chamado A Menina Que Roubava Livros, este seria o meu livro favorito de longe. Os livros de Zafón tem todos os ingredientes de uma boa obra: mistério, romance, aventura, personagens cativantes, ótimos diálogos e críticas à sociedade. Além de, claro, falar sobre a importância dos livros e como este pode mudar a sua vida.
Apenas li dois de seus livros até agora, sendo estes A Sombra do Vento e Marina. Tenho todos os seus livros na minha estante, mas não tenho coragem de ler o próximo. A mágica de sua narrativa me encanta e arrebatada de forma que não quero ficar com a sensação de que não há mais nada do autor para ser lido. Talvez eu esteja exagerando, pois faltam 5 livros do autor para ler. Me dá agonia a sensação de esperar anos e mais anos por uma palavrinha sobre um novo livro de um autor que estimo tanto, do tipo de Zusak. Esses autores sensacionais escrevem relativamente poucos livros, pra prolífica época atual, e nada dói mais do que a incerteza de uma próxima obra.
Aos que nunca leram um livro de Zafón, por favor, leiam! Ele tem mágica nos dedos e uma criatividade pra lá de aflorada, fazendo com que você se sinta em plena Barcelona, visualizando todos os cenários, as casas, as características físicas do personagem e tudo o que faz parte do universo de seus livros. Ele faz com que você se sinta parte da história, como se fosse amigo dos personagens, vivendo e sofrendo todas as aventuras e dramas com eles.
Carlos Ruiz Zafón é um dos melhores escritores de nossa geração e seremos seres abençoados se o seu trabalho continuar tão magnífico e arrebatador pelos próximos longos anos.

Escritor 20 – Jodi Picoult

 

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Jodi Picoult nasceu no dia 19 de maio de 1966, em Long Island, nos Estados Unidos.
É formada em Escrita pela Universidade de Princeton e mestre em Educação pela Universidade de Harvard. Publicou duas pequenas histórias na revista Seventeen enquanto ainda estava na faculdade. Picoult sempre tem os seus livros nas listas dos mais vendidos do The New York Times.
Um de seus livros de maior sucesso, A Guardiã da minha irmã, ganhou uma adaptação para o cinema em 2009, contando com Cameron Diaz e Abigail Breslin no elenco. Suas obras já venderam mais de 14 milhões de cópias ao redor do mundo.
É casa com Timothy Warren Van Leer, que conheceu na faculdade e estão casados desde 1989. É mãe de 3 filhos. Jodi hoje em dia mora em New Hampshire com a família e animais de estimação.

Principais obras:

O Pacto (1998)
A guardiã da minha irmã (2004)
19 minutos (2007)
Um mundo à parte (2010)

Opinião Pessoal:

Sempre que me perguntam qual o motivo de eu ser tão obcecada com a escrita de Jodi Picoult e a resposta vem muito fácil: ela é a escritora que eu gostaria de ser. Jodi traz, entre suas obras, livros que abordam temas polêmicos, dramáticos e psicológicos de forma nua, crua e corajosa. Os personagens de suas obras são muito bem construídos e as personalidades ficam muito claras e tridimensionais. Da mesma forma, o cenário e as situações são completamente inusitados e bem construídos. Não li todos os livros dela, mas, todos aqueles que li, trouxeram principalmente, a reflexão sobre o que é justiça e os aspectos da condição humana.
Como traumas podem influenciar uma vida? Os pais realmente conhecem seus filhos? Até que ponto somos boas pessoas? Qual o momento em que a alma humana se rompe? Quantos lados pode-se haver em uma mesma história? Todas essas perguntas pairam nos universos criados por Jodi, mas ela não se atreve a responder nenhuma delas, ela deixa pistas e indagações para o leitor. Isso é o que eu mais gosto nela: o valor que ela dá ao leitor enquanto parte primordial para criação da história. Enfim, acredito que qualquer um que entre em contato com a sua obra será tocado de alguma forma.

 

 

Escritor 19 – Cecelia Ahern

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Cecelia Ahern nasceu no dia 30 de setembro de 1981, em Dublin, na Irlanda.
É filha do ex chefe de governo da Irlanda, Bertie Ahern. É formada em jornalismo pela Griffith College Dublin e no ano 2000 fez parte da banda pop Shimma, que terminou em terceiro lugar em um show de talentos da Irlanda.
Cecelia escreveu o seu primeiro romance aos 21 anos de idade, chamado “P.s. Eu Te Amo”. O livro foi um estrondoso sucesso, tendo ficado em número 1 na lista de bestsellers durante 19 semanas e foi vendido em mais de 40 países. O livro ganhou uma adaptação para as telas com o mesmo nome, tendo como protagonistas Hilary Swank e Gerard Butler.
Seu segundo livro chamado “Onde Termina o Arco-Íris” foi o vencedor do CORINE Award, prêmio dado na Alemanha.
Cecelia é uma das autoras de romances femininos, chamados Chick-lit, mais famosas do mundo. Seus livros ao todo já venderam mais de 13 milhões de cópias em 46 países.
Ela também produziu a premiada série americana “Samantha Who”.
Atualmente mora em Dublin com o marido e a filha.

Principais Obras:

P.s. Eu Te Amo (2004)
Onde Termina o Arco-Íris (2005)
O Presente (2009)
O Livro Do Amanhã (2010)

Opinião Pessoal:

O ponto forte de Cecelia Ahern, para mim, é a criatividade com que monta suas histórias. Ainda que sejam romances dramáticos, um pouco “água com açúcar”, ela consegue tirar uma ideia original e apresentar ao mundo de forma singela e brilhante ao mesmo tempo. Cartas de um marido morto que te ajudam a superar o luto? A sua própria vida que marca um encontro com você para te mostrar o que anda errado? Objetos perdidos que vão para um mundo paralelo? Esses são apenas alguns exemplos dos temas que giram em seus livros. A leitura é sempre gostosa, engraçada e fluída, do tipo que a gente pega o livro num dia e termina no outro.
Cecelia apresenta temas como luto, dor, superação, amor e independência, passando sempre uma boa moral ou um bom exemplo em suas palavras finais.
Cecelia é leitura obrigatória para quem gosta de romances e adora se emocionar com um livro em suas mãos.

Escritor 18 – Hans Christian Andersen

 

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Hans Christian Andersen nasceu no dia 02 de Abril de 1805, em Odense, na Dinamarca.
Nasceu numa família muito pobre, filho de um sapateiro e de uma lavadeira. A família vivia numa casa com um único cômodo. Seu pai sempre incentivou sua criatividade contando-lhe histórias através de um teatro de marionetes. Aprendeu a ler muito cedo e também memorizou algumas peças de Shakespeare, que apresentava em seu teatrinho de marionetes. Seu pai veio a falecer quando o menino tinha apenas 11 anos de idade. Sua mãe casou-se novamente e Hans teve de aprender a se virar sozinho. Largou os estudos e mudou-se para a capital Copenhague, a fim de começar uma nova vida como cantor de ópera. Lá, conheceu o diretor do Teatro Real, Jonas Collin, e começou a trabalhar como ator e bailarino, além de escrever algumas peças de teatro. Hans conquistou o carinho do diretor, que resolveu financiar seus estudos. Em 1828 ingressou na Universidade de Copenhague.
Em 1835 ganhou fama internacional com o seu romance “O Improvisador”, graças às viagens que fez por toda a Europa.
Após passar por uma crise financeira aos 22 anos, Hans Christian Andersen começou a escrever contos infantis inspirados nas histórias populares que ouvia quando criança. Depois passou a escrever sobre o mundo das fadas. A tentativa deu certo. Suas palavras atraíram multidões e seus contos foram ficando cada vez mais famosos. Conseguiu reergue-se financeiramente e consagrar-se como um dos primeiros escritores de literatura infantil no mundo.
A data de seu nascimento, 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.

Principais Obras:

A Sereiazinha
O Soldadinho De Chumbo
O Patinho Feio
A Pequena Vendedora De Fósforos
A Polergazinha
A Roupa Nova Do Imperador

Opinião Pessoal:

Que criança não cresceu ouvindo pelo menos uma das histórias de Hans Christian Andersen? Eu acho que ouvi quase todas das mais famosas e, até hoje, mesmo “grande”, ainda fico encantada com a criatividade e a sensibilidade com que essas histórias são escritas.
Seus livros são direcionados para o público infantil, contudo, qualquer adulto é capaz de se emocionar com suas histórias, principalmente pelo cunho trágico que permeia na maioria delas.
Lembro que, quando era criança, me irritava ouvir alguma de suas histórias onde o personagem morria ou sofria até o último minuto, eu pensava que esse escritor era amargo e que não gostava de finais felizes. E, como toda criança (e muitos adultos também!), eu só queria saber de finais felizes. Porém, ao crescer, temos uma visão melhor do mundo, a partir de novas experiências, de um olhar diferente sobre a vida. Quando pequenos, olhamos a histórias como elas nos são apresentadas, poucas vezes conseguimos ler nas entrelinhas ou achar alguma moral. Agora eu vejo todo o senso crítico de Hans Christian Andersen, principalmente em relação à desigualdade que a raça humana vive através dos séculos. O autor sofreu na pele essa desigualdade, essa falta de adequação ao que é imposto como “certo” pela sociedade e fez de suas experiências, de suas dores, palavras que atravessam séculos, que nos encantam até hoje e que com certeza encantará também as próximas gerações.

Escritor 17 – Cecília Meireles

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Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu no dia 7 de novembro de 1901, na cidade do Rio de Janeiro. Foi poetisa, professora e jornalista.
A carreira de Cecília começou muito cedo. Escrevia poemas desde os 9 anos de idade e com apenas 18 anos publicou o seu primeiro livro intitulado “Espectro”. Formou-se professora pela Escola Normal do Instituto de Educação do Rio de Janeiro.
Casou-se em 1922 com o artista plástico Fernando Correia Dias, com quem teve três filhas: Maria Elvira, Maria Matilde e Maria Fernanda. Devido à sua formação como professora, Cecília Meireles foi a responsável pela abertura da primeira Biblioteca Infantil no Brasil, no ano de 1934. Escreveu muitas poesias infantis, dentre elas “O Cavalinho Branco”, “Bolhas” e “Colar de Carolina”.
Em 1935 enfrentou uma fatalidade: Seu marido suicidou-se após lutar anos contra a depressão. Porém voltou a casar-se em 1940 com o engenheiro agrônomo Heitor Vinícius da Silveira.
Cecília Meireles também foi responsável pela difusão da cultura brasileira, tendo viajado pela América Latina e pelos Estados Unidos, ministrando aulas de Cultura e Literatura Brasileira.
Faleceu no dia 9 de novembro de 1964 na cidade do Rio de Janeiro.
Em 1965 a Academia Brasileira de Letras conferiu-lhe, post mortem, o Prêmio Machado de Assis pelo conjunto da obra.

Principais Obras:

Espectro (1919)
A Viagem (1939)
Romanceiro da Inconfiência (1953)
Ou Isto ou Aquilo (1964)

Opinião Pessoal: Os poemas de Cecília, dentre tantos outros aspectos, são interessantes pela possibilidade de nos acompanharem desde a infância. Livros como “Ou isto ou aquilo” são bons meios de iniciar a leitura de poemas – seja você criança ou não. A infância, inclusive, permeia diversas obras da autora, assim como a efemeridade da vida e das coisas, dentre outras temáticas. É possível notar aspectos trágicos, como em “Solombra”, que nos remetem ao sofrimento vivido pela Cecília em sua vida. Outra obra bastante instigante é “Romanceiro da Inconfidência”, de caráter épico-lirico, que expõe a Inconfidência Mineira através dos versos da autora. É um dos poemas mais ilustres em relação ao valor histórico da cidade de Ouro Preto e uma forma de conhecer a história por um ângulo diferente do que nos mostram os livros didáticos e que desperta mais facilmente a nossa sensibilidade.
A poesia de Cecília, assim como toda boa poesia, tem o poder de nos encantar e cada verso nos leva a refletir sobre suas palavras e os temas abordados. Por meio dos seus trabalhos em jornais, falou sobre educação, defendeu a mulher e a arte como instrumento de educação. A escrita de Cecília, simples e bela, é capaz de maravilhar crianças e adultos, e de sensibilizar, educar, fazer pensar. A obra da poetisa, além de bela, é considerada uma das mais puras manifestações da literatura, o que nos mostra que não é à toa que Cecília Meireles é um dos grandes nomes da literatura brasileira.

Escritor 16 – Paula Pimenta

 

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Paula Pimenta nasceu no dia 2 de Junho de 1975, em Belo Horizonte, Minas Gerais. É escritora e compositora.
Paula sempre amou escrever e expressar seus pensamentos através de palavras, por isso decidiu cursar Jornalismo. Porém mudou para Publicidade e se formou na PUC – Minas. Em seguida mudou-se para Londres, a fim de estudar escrita criativa. Quando retornou ao Brasil, trabalhou para Rede Minas. Também estudou música na UEMG e por anos deu aulas de violão e técnica vocal.
Começou sua carreira escrevendo poemas. Publicou uma coletânea financiada pelo próprio pai em 2001, chamada “Confissão”. Porém foi em 2008 que seu nome ganhou destaque com a ampla venda de “Fazendo O Meu Filme”, seu primeiro romance e best-seller. A história de Fani, uma adolescente que é apaixonada por filmes e recebe a oportunidade de fazer intercâmbio, mudando toda a dinâmica de sua vida, conquistou o coração e o carinho do público. Além de mais 3 livros da saga de Fani, Paula Pimenta também escreveu a coletânea de crônicas, intitulada “Apaixonada Por Palavras” e a nova saga chamada “Minha Vida Fora De Série” que conta a história de Priscila, uma adolescente que precisa lidar com mudanças após a separação de seus pais e é viciada em séries de TV.
Nas horas vagas, gosta de compor e cantar suas próprias músicas. Para ver vídeos ou ouvir suas músicas, acesse o site oficial: http://www.paulapimenta.com.br/#!musica/c10tw

Principais Obras:

Fazendo O Meu Filme (2008)
Minha Vida Fora De Série (2011)

Opinião Pessoal:

Doce. Acho que essa é a palavra que melhor descreve os livros e a escrita de Paula Pimenta. Apesar de seu público-alvo ser os adolescentes, suas histórias podem conquistar os corações de qualquer idade. Afinal, todos fomos adolescentes um dia e passamos por dramas e situações que suas personagens também passam.
Livros intelectuais são muito bons, necessários a qualquer pessoa que gosta de ler, que quer saber mais sobre o mundo, que quer evoluir a escrita ou pensamento. Mas alguns, apesar de bons, também cansam a mente, são complicados como um quebra-cabeças de 2000 peças que você precisa passar uma quantidade de dias montando. Acho que a maioria dos leitores às vezes só precisa ler por diversão, pra esfriar a cabeça ante uma situação de estresse ou precisam animar o coração após algum período de situações difíceis e esgotantes. Os livros de Paula Pimenta são a porta exata para entrar nesse mundo mais brando, mais leve. Suas personagens são sempre cativantes e tão humanas que nos confundimos com elas, sentimos suas mesmas sensações, suas cosquinhas na barriga, como se nós mesmos estivéssemos vivendo as cenas de suas histórias.
Seus livros nos emocionam, nos deixam alegres e com uma sensação ótima dentro do estômago. Impossível não gostar.

Escritor 15 – Eduardo Sacheri

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Eduardo Sacheri nasceu em 1967, em Castelar, na Argentina. É escritor e professor de história.
Iniciou sua carreira enviando três de seus contos para a Radio Continental, na Argentina, no programa “Todo Con Efecto. Seus contos tinham uma particularidade: falavam sobre futebol e a paixão que envolve o esporte. A partir do primeiro conto lido por Alejandro Apo, Sacheri ganhou a admiração não só do narrador, como de todos os ouvintes, que comçaram a telefonar para a rádio querendo saber mais sobre o escritor e onde poderiam encontrar seus escritos. O sucesso foi grande e logo Sacheri enviou mais contos para serem lidos na rádio.
Em 2005 lançou o primeiro livro intitulado “O Segredo dos Seus Olhos”, que foi levado às telas de cinema pelo grande diretor argentino Juan José Campanella. O filme foi aclamado em vários festivais ao redor do mundo e ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010. Eduardo e Juan José foram responsáveis pelo roteiro.
Suas histórias são publicadas por toda a América Latina e também estão sendo traduzidas para o alemão e francês. Suas obras também foram incluídas pelo Ministério da Educação em campanhas para o estimulo à leitura.
Recentemente, colaborou mais uma vez com Campanella para o roteiro de “Um Show de Bola” (Metegol), animação argentina recém lançado no Brasil.

Principais Obras:

Esperándolo a Tito (2000)
O Segredo dos Seus Olhos (2005)
Papeles Em El Viento (2011)

Opinião Pessoal:

Conheci Eduardo Sacheri através do filme “O Segredo Dos Seus Olhos”. É um dos meus filmes favoritos de toda a vida e assim que descobri que existia um livro, corri para comprá-lo. Ainda que já soubesse toda a história, o li rapidamente, pois me apaixonei pela escrita de Sacheri.
Sacheri ama as palavras e as palavras parecem amá-lo também. Elas se ajeitam, se encaixam, se completam de uma forma a regalar ao leitor um texto repleto de fluidez e poesia. Ele consegue nos fazer acreditar que palavras têm vida própria, que são reais e que se enfileiram propositalmente a fim de formar uma bonita história a ser contada.
É realmente uma pena que seus outros livros não sejam publicados no Brasil. Creio que “O Segredo Dos Seus Olhos” só circula por nossas livrarias porque o filme ganhou um Oscar, o que certamente acende um enorme holofote sobre a obra. Existem muitos escritores espalhados pelo mundo, ascendendo em suas carreiras, tão talentosos, tão promissores que não possuem livros divulgados em nosso país, vai saber o porquê. E Eduardo Sacheri com certeza é um deles.
Pra quem quiser conhecer mais sobre o autor além de seu único livro publicado por aqui, recomendo que procure textos pela internet, principalmente sobre os que falam sobre futebol (que são a maioria), pois são interessantíssimos e conseguem realmente traduzir todo o sentimento do esporte e sua relação com o torcedor. Não encontrei nenhum traduzido, então é necessário saber um pouco de espanhol para ler seus escritos. Para quem se interessar, segue o link abaixo de alguns de seus textos publicados pela revista de esportes El Grafico: http://www.elgrafico.com.ar/contenidos.php?id_cat=27