Resenha 14 – Três Semanas Com O Meu Irmão

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Categorizo o livro “Três semanas com meu irmão” como aquele que mudou minha visão sobre Nicholas Sparks.
Quando o peguei para ler tinha o sentimento de “vamos lá para mais uma típica história do senhor Sparks”. Não que eu odeie suas invenções, muito pelo contrário, adoro a forma com que ele escreve, porém depois de alguns livros você acaba percebendo vícios, detalhes parecidos em todos eles. Já sabia que seria um pouco diferente por ser uma história real e ser escrita junto ao irmão, entretanto continuava com a sensação de que leria o mesmo de sempre. Logo de começo a narrativa é diferente por se tratar da história dele, e então eu comecei a me apaixonar por Nick (como seu irmão o chama), fui me identificando com a criança que ele foi e com sua maneira de ser. Enquanto lia suas aventuras e dificuldades familiares, pensava em todas as suas obras que li e até mesmo naquelas que não li, mas assisti aos filmes (ei, não me diga que nunca assistiu a um filme baseado numa história de Nicholas Sparks?) e vi todas de forma diferente. Nunca imaginei que “Um amor para recordar” era baseado em sua irmã, nem que “O resgate” foi inspirado no seu filho Ryan.
Pensando nas histórias pude ver um pouquinho de Nicholas nelas, pude ver um pouco da dor que ele passou, um pouco da sua simplicidade em cada frase. Pensei muitas vezes que os romances acabavam parecidos por ele fazê-los apenas por dinheiro, por ter se tornado algo para lucrar e mudei de opinião sobre Nicholas, por saber tudo que ele passou e perdeu, tudo que ele ganhou e também os sacrifícios que fez para que essas histórias tivessem início, meio e fim.
Ao terminar o livro “Três semanas com meu irmão” senti vontade de abraçar os dois, tanto Nick quanto Micah e agradecer um ao outro por terem tido essa relação maravilhosa que serviu de apoio a ambos, além de possibilitarem a todos lerem e conhecerem essas aventuras e tragédias. Foi o melhor livro que eles poderiam ter escrito.
Indico o livro pra quem gosta do autor, pra quem não gosta e tem interesse de mudar de ideia, pra quem simplesmente quer conhecê-lo melhor. No livro é apresentada a história da família Sparks, desde a infância até a atualidade da escrita do mesmo, por lembranças em meio a uma viagem feita por Nicholas e seu irmão Micah. A escrita é a mesma fluida de todos os outros livros, você se apega às pessoas que nunca conheceu, se entristece e se alegra a cada minuto. Espero que mais pessoas se emocionem com a vida dessas duas pessoas e possam gostar um pouco ou ainda mais desse autor tão conhecido e ao mesmo tempo desconhecido por nós.

Título: Três Semanas Com O Meu Irmão
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Número de Páginas: 320

Resenha 13 – Se Você Me Chamar Eu Largo Tudo… Mas Por Favor, Me Chame

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“Em plena madrugada, olhe para os edifícios altos e vai ver que há poucas luzes acesas, pouquíssimas. Quase todo mundo dorme, só há uns poucos que estão acordados… E esses são os que procuram e os que encontram. Nessas altas horas da noite, quando todo mundo dorme, eles estão amando ou desfrutando de conversas intensas… E esse sentimento e essas palavras mudam a vida deles.”

Foi ano passado que achei este livro numa livraria. O nome me chamou muito a atenção com um titulo que é mais uma frase e uma frase muito bem formulada. Aliada à ótima sinopse da contracapa, não resisti e resolvi levá-lo. Como faço com a maioria dos meus livros, o coloquei em minha estante e esperei que chegasse a hora de lê-lo. O último fim de semana me fez redescobrir este livro entre tantos outros, pois queria algo pequeno (o livro tem apenas 150 páginas!) e leve para ler em um final de semana e descansar um pouco dos estudos e leituras literárias que ando fazendo.
“Se Você Me Chamar Eu Largo Tudo… Mas Por Favor, Me Chame” foi escrito pelo espanhol Albert Espinosa. A história também se passa na Espanha e conta a vida de Dani, um homem que se dedica a buscar crianças desaparecidas e está separando de sua mulher. Enquanto a esposa arruma as malas e vai embora, Dani recebe a ligação de um pai desesperado atrás do filho desaparecido, que foi levado pelo sequestrador até a ilha de Capri, na Itália. Por ter vivido momentos mágicos nessa ilha, Dani aceita o caso e retorna à ilha tendo como missão encontrar o menino e reencontrar em suas próprias lembranças o menino que um dia foi.
A história tem uma premissa muito boa, mas não foi bem executada. A narrativa – que é sempre feita em primeira pessoa – me pareceu pobre e preguiçosa. Os parágrafos são curtíssimos e a história é mesmo explicada através dos diálogos. Deu a impressão que o autor tinha algum prazo curto pra terminar a história e fez um rascunho em forma de livro.
Outro ponto que me incomodou foi a falta de perguntas respondidas. O autor criou toda uma trama interessante, onde o passado do protagonista parece ter algo a ver com o menino que desapareceu, mas Albert Espinosa resolveu deixar todas as questões em aberto. Eu adoro finais abertos quando são bem feitos e tem um propósito, o que não foi o caso. Outra vez, me pareceu tudo muito corrido e no fim a justificativa para todas as questões se reduzem simplesmente no bordão “a vida é assim, cheia de mistérios” e fica por isso mesmo.
Entretanto, existem pontos positivos, como os personagens com quem Dani se encontra no passado e mudam sua vida completamente. As conversas do protagonista com duas pessoas bem mais velhas, em diferentes fases da vida, nos coloca para refletir sobre diversos aspectos sobre a paixão de estar vivo e fazer nosso tempo aqui valer a pena.
Também me agradou uma certa característica física do personagem principal que achei bem original e não costumo ver em livros. A sinopse não fala nada sobre isso, então é muito legal descobrir de repente  que Dani é diferente.
“Se você me chamar…” é um livro bom e só. Ótimo pra ser lido em um dia e para relaxar a mente, que era meu objetivo. Mas não é um livro que marca ou que vá fazer muita diferença em nossas vidas. Com um nome atrativo desses e uma capa muito bem feita, é uma pena.

Resenha 12 – The Kiss of Deception: Crônicas de Amor e Ódio – Volume 1

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“Eu encontrarei você.
No recanto mais longínquo, eu encontrarei você”.

Já faz algum tempo, que venho lendo resenhas sobre The Kiss of Deception, e o quanto sua leitura é incrível e imprescindível, por isso, fiquei ansiosa pelo seu lançamento, comprei o livro na pré-venda e fiquei contando os dias, para que ele chegasse, e agora, após concluir a leitura, tenho que concordar com todas as resenhas positivas que li.
O livro conta a história da Princesa Arabella Celestine Idris Jezelia, Primeira Filha da Casa de Morrighan, ou Lia, como é conhecida pelos seus irmãos e sua fiel amiga Pauline. Lia não queria ser Princesa, assim como, não queria o casamento arranjado por seu pai, ela queria o “mundo” que não foi imposto a ela, por isso, no dia do seu casamento, ela foge para Terravin, buscando uma vida que ela pudesse escolher, buscando ser amada por quem era. O que Lia não esperava era que o Príncipe abandonado, assim como um assassino, partiriam em uma viagem a sua procura.
E é nesse ponto que Mary nos surpreende, pois esse poderia ser apenas mais um livro que apresenta um triangulo amoroso, mas não, ao longo da excelente escrita da autora, que mescla a narração de Lia, o Assassino, o Príncipe, Rafe e Kaden, somos apresentados a um mundo e uma linguagem totalmente novos, acompanhando o crescimento de Lia e junto a ela, conhecemos Rafe e Kaden, sem saber ao certo, quem é o Príncipe e quem é o Assassino. Os dois possuem características apaixonantes e mistérios, e para além do que os motivaram a procurar Lia, crescem enquanto personagens, o que me fez querer entender os seus costumes e motivações.
Em sua jornada, Lia nos apresenta boas reflexões sobre nossos deveres, nossa devoção à família, aos amigos, a quem amamos e nos importamos, assim como, nos faz perceber, que nem tudo é tão feio ou bonito, quanto aparenta e muitas vezes, precisamos aprender a escutar, para entendermos o nosso papel no mundo.
Este é o apenas o primeiro livro da saga de Lia, que conta com um final tão impressionante, que mal posso esperar pelo segundo livro. Acredito que todos que gostam de um bom mistério, assim como um bom romance, deve se entregar a esse lançamento eletrizante. Mary E. Pearson criou um mundo totalmente novo, com costumes e cânticos que devem conhecidos, um mundo com linguagem e disputas próprios, um mundo onde Primeiras Filhas precisam conhecer seus dons, e que possui vários mistérios a serem descobertos.
É impossível falar do livro, sem citar a excelente edição da DarkSide. O livro é em capa dura, e apresenta uma edição belíssima, com mapas do mundo criado por Mary E. Pearson. Estou na torcida para que a editora publique o restante dos livros aqui no Brasil. Boa leitura a todos que aceitarem se renderem a esse mundo, tenho certeza que não iram se arrepender.

“Os bons não fogem, Lia”.

Título: The Kiss of Deception: Crônicas de Amor e Ódio – Volume 1
Autora: Mary E. Pearson
Editora: DarkSide
Páginas: 406
Ano de Lançamento: 2016