Capaz de falar
Capaz de fazer
Capaz de realizar
De fazer acontecer.
Programado para tudo
Programado para viver
Ao robô esqueceram de avisar
Quando é que ele poderia morrer.
Para Algum Lugar Além do Arco-Íris.
Mais uma noite de ventania e eu continuo aqui, querendo companhia. A sua. Somente a sua.
É incrível como essa necessidade surge repentinamente apenas com o barulho do mundo voando lá fora. Não há seus braços para me protegerem do ar frio e nem sua voz cantando ao pé do meu ouvido.
Só há chuva, vento e vazio.
Galhos batem à minha janela, pedindo para entrar. Pedem abrigo, pedem um lugar escuro e seguro para poderem sossegar.
Às vezes desejo que o vento me leve para algum lugar além do arco-íris, para um lugar a qual pertença. Como Dorothy arrastada por um tornado até a terra mágica de Oz, preciso voar através do tempo, invadir uma nova cidade, criar uma vida cheia de novidades, pois só assim irei esquecer toda a história que restou de nós.
Quero pisar em terras que nunca estive.
Quero matar saudades de pessoas que nunca conheci.
Preciso criar novas memórias, novos cenários, criar um novo mundo do qual você não pertença. Do qual você nunca tenha existido.
Preciso fazer de uma terra fictícia a minha realidade para só assim poder esquecer dessas saudades, dessa necessidade de ter aqui presente, mesmo que pareça impossível.
Mas não posso, é irreversível!
Sigo vendo sua sombra em minhas paredes, como se nunca estivesse saído daqui. Aperto os olhos, preciso dormir, mas sua voz parece se misturar com o sopro do vento, adentrando meus ouvidos, fazendo de toda esta noite um verdadeiro tormento. O seu espaço ao lado de minha cama ainda segue intocado, clamando para que você coloque seu peso novamente sobre o colchão e que nunca pense, jamais pense, em outra vez sair.
Não é justo! Você se foi, mas ainda está aqui. E ao mesmo tempo não está. E eu não sei, oh Deus, não sei por quanto tempo mais irei aguentar!
Não tenho para onde fugir e a tempestade lá fora continua a me afligir. Ponho as mãos sobre o rosto e peço: “Me leve, vento… me leve para longe daqui!”. Então abro os olhos e percebo que sequer me mexi.
Que decepção!
Sigo sem você, sem paz e sem arco-íris.
“Não há lugar como o nosso lar”. É o que Dorothy diz no final.
Mas sinceramente, este é o último lugar onde desejo estar.
Olimpíada da Ansiedade.
A ansiedade está por todo o lugar.
O mundo corre pelas ruas de nossas casas
O sono escapa, fugindo de nossas camas
Trabalhamos e trabalhamos sem parar
Sem perceber todo este drama.
Ansiedade da Síndrome do Pensamento Acelerado
Ou o de pernas se remexendo na cama antes do sono pesado.
Damos nomes a todas as vertentes desta insanidade
E cada vez mais ela esmaga nossa sociedade.
Ela está aqui.
Não consigo escrever, não consigo dormir.
Minhas amigas só correm, trabalhando por aí
Apenas 22 anos e já com responsabilidade
De construir bases para uma vida de verdade.
Somos todos corredores da Olimpíada da Ansiedade.
Vivemos 1001 vidas diariamente
Esgotando nossos corpos, entupindo nossas mentes.
Quando iremos perceber a realidade à nossa frente?
Somos todos robôs ao invés de gente.
Conselhos De Uma Senhora De 90 Anos Sobre A Vida.
Vejo muitas coisas rolando na internet todos os dias. Por ser assídua de facebook, tumblr, twitter ou de qualquer outra rede social existente, costumo sempre estar à par do que as pessoas estão comentando e compartilhando. Afinal, é na internet onde baseio metade do meu trabalho e vejo muita, muita coisa por aqui.
Mas poucas vezes vi algo tão bonito quanto o texto que vim aqui compartilhar. Não há muitos detalhes sobre ele. Apenas diz que é de uma mulher, chamada Regina Brett, de 90 anos de idade, refletindo sobre a vida após viver por aqui durante tantos anos. Achei o texto belíssimo, de uma delicadeza e sensibilidade incríveis. Sabemos que os idosos carregam muita bagagem e aprendizagem nas costas, mas as reflexões de Regina, seja mesmo este seu nome ou não, levam este fato a níveis elevadíssmos. São, sem dúvidas, palavras para se refletir e anotar num caderninho, para que possamos checar sempre que nos sentirmos perdidos.
Diz assim:
A vida não é justa, mas ainda é boa.
Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .
Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
Pague o total de seus cartões de crédito, nunca o mínimo.
Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
É bom ficar bravo com Deus, Ele pode suportar isso.
Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
Quanto a chocolate, é inútil resistir.
Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles.
Respire fundo. Isso acalma a mente.
Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre..
Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
Use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
O órgão sexual mais importante é o cérebro.
Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras ‘Em cinco anos, isto importará?’
Sempre escolha a vida.
O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
Acredite em milagres.
Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
Envelhecer ganha da alternativa — morrer jovem.
Suas crianças têm apenas uma infância.
Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os dos outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
Acredite, o melhor ainda está por vir.
Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
Produza!
A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.
Escritor 28 – J.K. Rowling
Joanne “Jo” Rowling também conhecida como J. K. Rowling, nome com o qual assina as suas obras, ou pelo seu nome de casada, Joanne Murray, é uma escritora britânica de ficção, autora dos sete livros da famosa e premiada série Harry Potter, e de três outros pequenos livros relacionados a Harry Potter. Desde criança, Joanne gostava de ler contos como O Vento nos Salgueiros e O Cavalinho Branco. Muitos autores influenciaram sua obra, e fizeram nascer em Joanne a vontade latente de tornar-se escritora.
Famosa por escrever em bares, com a primogênita ao lado no carrinho, ela enfrentou uma série de dificuldades até atingir a riqueza e a fama como escritora, passando-se longos anos até que o Harry Potter e a Pedra Filosofal chegasse às prateleiras, com a ajuda de seu agente literário Christopher Little. Desde então, J. K. Rowling escreveu os outros seis livros que a tornaram rica, e capacitaram-na a contribuir com instituições que ajudam a combater doenças, injustiças e a pobreza.
Seus livros, traduzidos para 64 línguas, venderam mais de 450 milhões de cópias pelo mundo todo, e renderam à autora por volta de 576 milhões de libras, mais ou menos 1 bilhão de dólares, segundo estimativa da Forbes em fevereiro de 2004, tornando-a a primeira pessoa a tornar-se bilionária (em dólares) escrevendo livros.
Em 2011 foi lançado o filme Magia além das palavras, uma biografia não autorizada pela escritora.
Seu patrimônio era estimado em US$ 1 bilhão, mas depois de fazer doações, seu patrimônio está estimado em US$ 813 milhões.
Em 2013, no mês de Julho foi descoberto que o livro de suspense The Cuckoo’s Calling, publicado em Abril daquele ano, era na verdade de autoria de Rowling, sob o pseudônimo de Robert Galbraith. A publicação trazia proposta de histórias de detetive a moda antiga, como os livros da autora igualmente britânica Agatha Christie.
Você pode saber um pouco mais sobre a escritora no filme Magia Além das Palavras, sua biografia não autorizada, que está disponível no Youtube.
Biografia retirada do Wikipédia.
Principais Obras:
Saga Harry Potter (1997 – 2007)
Morte Súbita (2012)
O Chamado do Cuco (2013)
Opinião Pessoal: É seguro dizer que J.K. Rowling é responsável por introduzir milhões de jovens no mundo literário. Principalmente em países emergentes, onde a cultura, educação e literatura são praticamente inexistentes e não há qualquer incentivo, a saga Harry Potter conseguiu trazer uma parcela desses jovens para o mundo dos livros. Lembro que na época onde a saga ainda era lançada como “inédita”, via nos jornais artigos e reportagens com um tom meio impressionado pelo fato de adolescentes dormirem na porta de livrarias ao redor do país, esperando ansiosamente para colocar as mãos no mais novo livro da saga. Havia análises e mais análises sobre porque esses livros eram diferentes, porque essa escritora era diferente. Os mais radicais, principalmente os religiosos, falavam até de pacto com não sei quem e bruxaria real. Bem, o motivo certo nunca saberemos. O fato é que a imaginação de Rowling conquistou a todos e fez um favor à humanidade, principalmente para os jovens que estão crescendo sob uma sociedade tão superficial, de que ler é muito bom.
Em minha opinião, os melhores livros são aqueles em que você não consegue acreditar que é puramente ficção, que nada dali é real. Acho que todo mundo já esperou secretamente receber uma carta de Hogwarts ou se pergunta se em algum lugar deste mundo tão enorme não existe mesmo algo mágico, uma escola de bruxaria onde poderemos ter aula de poções e jogar Quadribol. Rowling não só escreve fantasticamente sobre cenários e mundo mágicos e deslumbrantes. Seus personagens são pessoas que conhecemos, são personalidades próximas. Conheço muita Hermiones, Lunas, Ronys e Harrys por aí. Infelizmente, conheço até alguns Malfoys. Sua capacidade de misturar tão bem fantasia com realidade resultou em todo esse sucesso estrondoso e inesquecível que são os livros de Harry Potter.
Ainda não tive a oportunidade de ler seus novos livros (comecei o Morte Súbita hoje mesmo), mas aposto, como todo escritor que vai ficando mais experiente com o passar dos anos, que sua escrita e sua capacidade de criar novos mundos, novas histórias e brilhantes personagens vão continuar nos encantando e nos maravilhando em suas seguintes obras. De qualquer forma, seu nome sempre estará ligado ao mundo mágico de Harry Potter e à sua importância na Literatura contemporânea.
Escritor 27 – Irmãos Grimm
Nascidos em Hanau, Jacob Grimm em 1785 e Wilhelm Grimm em 1786, os irmãos Grimm estudaram Direito junto ao seu pai, mas começaram a se dedicar integralmente à literatura e acabaram deixando a advocacia de lado. No ano de 1830, ambos ingressam em uma universidade alemã como professores. Estudiosos incessantes do idioma alemão, atuaram em campos como História e Filologia. Porém, a grande marca dos Grimm era sua excelência narrativa.
Um ano marcante para os irmãos Grimm foi 1837, quando demonstraram ideias contestadoras em relação ao rei da Alemanha e foram expulsos da Universidade de Göttingen junto a cinco professores. Quatro anos mais tarde, a Universidade de Berlim convida-os para assumirem cargos de professores novamente. Os dois viveram nesta cidade até seus últimos dias, sendo que Wilhelm veio a falecer em 1859 e Jacob em 1863. Estudiosos, os irmãos Grimm sabiam que os primeiros povos transmitiram oralmente suas histórias, passando a tradição de pai para filho, de geração para geração. Assim, quando surgiu a escrita, muitos destes contos foram registrados nos monastérios, onde eram redigidos por religiosos. Desta forma, os irmãos começam a pesquisar antigos documentos e iniciar um processo de recolhimento de histórias da Alemanha para a preservação da memória e das tradições populares.
Apenas Dortchen Wild, que era a mulher de Wilhelm, contribuiu com 12 histórias, das quais pode ser citada Rumpelstiltskin, que tem como principal personagem um anão que faz palha se transformar em ouro. Uma das histórias mais famosas da humanidade, Branca de Neve, imortalizada pelo desenho criado nos estúdios Disney, foi passada para os irmãos Grimm por 2 amigas de sua família. A maior parte dos contos, aproximadamente 200, foram ditados por uma camponesa idosa chamada Dorotea Viehmman.
Publicados no ano de 1812, os primeiros contos dos Grimm levavam o nome de “Histórias das Crianças e do Lar”, totalizando 51 histórias. Aos poucos, os contos desta obra foram se popularizando ao redor do mundo, sendo reinventados em várias versões e conquistando povos de culturas e idiomas diferentes.
Principais Obras:
Cinderella
A Branca de Neve
Rumpelstiltskin
João e Maria
Opinião Pessoal: Albert Einstein uma vez disse: “Se você se quer crianças sejam inteligentes, leiam contos de fadas para elas.” Graças aos irmãos Grimm temos a oportunidade de deixar nossas crianças mais inteligentes.
Acho que os contos de fadas são essenciais. Hoje em dia existe uma forte represália a esses contos. Dizem que não devemos iludir nossas crianças com ilusões sobre amores idealizados, mundos que são muito diferentes do nosso etc. Mas não consigo concordar com essa visão, ainda que entenda quem a tenha. Esses contos não fizeram mal a nenhuma pessoa que conheço. Muito pelo contrário. Contos, histórias, principalmente àquelas contadas antes de dormir, só fazem atiçar a curiosidade dos pequenos, instiga a imaginação e a afasta de um mundo tão cinza quanto o dos adultos. Eu agradeço por ter sido apresentada a esse mundo quando criança e até hoje não conheci ninguém que tenha se arrependido ou tenha algum ressentimento em relação a esse tipo de história.
Jacob e Wilhelm Grimm entendiam isso muito bem e fizeram o favor de reunir tantas histórias mágicas que, ainda recontadas de inúmeras formas, atravessam séculos de existência e são fundamentais, como disse o gênio da física, para desenvolver mais a inteligência e a capacidade criativa de nossas crianças.
Sou Mulher.
Sou mulher.
Nasci do ventre de uma heroína que usou de toda a sua força para me colocar no mundo.
Sou rainha, sou guerreira.
Sou amante, sou patroa.
Sou cantora de chuveiro, atriz no palco da vida, gerente de minhas emoções e escritora de meu próprio caminho.
Sou mulher.
Tenho um homem na minha vida, mas não preciso de um homem pra viver.
Entendo de futebol, sou capaz de trocar um chuveiro e manejo muito bem um carro como manejo o fogão.
Sou mãe, avó, neta, tia e sobrinha.
Sou mulher.
Trabalho, estudo, limpo casa, faço comida e tudo isso num só dia.
Tenho TPM, troco de humor como troco de roupa, o chocolate é meu melhor amigo e a balança minha pior inimiga.
Não sou sexo frágil.
Sangro todo mês, carrego por nove meses um bebê dentro da barriga, tenho que lidar com gracinhas ofensivas na rua e ignorar os olhares que veem meu corpo apenas como um objeto.
Quero igualdade de direitos, que me enxerguem como competente e que não tenham receio de dizer o quanto sou inteligente.
Quero trabalhar com dignidade, ser reconhecida de verdade e desejo que parem de subestimar a importância da maternidade.
Quero o mundo. Quero o mundo ao qual tenho direito!
Sou mulher.
Sou mulher hoje, amanhã e sempre.
E mereço respeito.
Por Que Nosso Futuro Depende de Bibliotecas, de Leitura e de Sonhar Acordado.
Neil Gaiman é um escritor inglês de bastante sucesso. Seus livros são vendidos ao redor do mundo e algumas de suas obras já se tornaram filmes. Ele já até foi homenageado pelo site como “Escritor da Semana”.
Uma das características de Neil Gaiman é o seu incansável incentivo à literatura. Gaiman roda ao mundo para palestrar sobre tudo que envolve letras e leitura. Escreve artigos, discursa em formaturas de universitários e até dá aulas de escrita criativa em uma faculdade nos Estados Unidos. Como todo amante da palavra, Neil Gaiman sabe o quanto um livro, o quanto a educação faz toda e completa diferença na vida de um ser humano e de seus país.
Em uma palestra à Reading Agency, um projeto britânico independente de caridade que ajuda crianças e adolescentes carentes no incentivo à leitura, Neil Gaiman fala sobre a importância das bibliotecas, conta um pouco sobre como o seu amor para com os livros se iniciou e faz um discurso brilhante sobre a importância do incentivo à leitura, principalmente em relação às crianças.
É um texto grande e a tradução não foi feita por mim ( a belíssima tradução foi feita pela Dora Steimer, do blog Index-a-Dora).
São palavras para incentivar, não só àqueles que estão se iniciando no mundo literário, mas também a nós, que participamos deste mundo e temos a obrigação de divulgarmos cada vez mais essa parte tão rica e imprescindível de nossa educação.
Todos nós – adultos e crianças, escritores e leitores – temos a obrigação de sonhar acordado. Temos a obrigação de imaginar. É fácil fingir que ninguém pode mudar coisa alguma, que estamos num mundo no qual a sociedade é enorme e que o indivíduo é menos que nada: um átomo numa parede, um grão de arroz num arrozal. Mas a verdade é que indivíduos mudam o seu próprio mundo de novo e de novo, indivíduos fazem o futuro e eles fazem isso porque imaginam que as coisas podem ser diferentes.
Olhe à sua volta: eu falo sério. Pare por um momento e olhe em volta da sala em que você está. Eu vou dizer algo tão óbvio que a tendência é que seja esquecido. É isto: que tudo o que você vê, incluindo as paredes, foi, em algum momento, imaginado. Alguém decidiu que era mais fácil sentar numa cadeira do que no chão e imaginou a cadeira. Alguém tinha que imaginar uma forma que eu pudesse falar com vocês em Londres agora mesmo sem que todos ficássemos tomando uma chuva. Este quarto e as coisas nele, e todas as outras coisas nesse prédio, esta cidade, existem porque, de novo e de novo e de novo as pessoas imaginaram coisas.
Temos a obrigação de fazer com que as coisas sejam belas. Não de deixar o mundo mais feio do que já encontramos, não de esvaziar os oceanos, não de deixar nossos problemas para a próxima geração. Temos a obrigação de limpar tudo o que sujamos, e não deixar nossas crianças com um mundo que nós desarrumamos, vilipendiamos e aleijamos de forma míope.
Temos a obrigação de dizer aos nossos políticos o que queremos, votar contra políticos ou quaisquer partidos que não compreendem o valor da leitura na criação de cidadãos decentes, que não querem agir para preservar e proteger o conhecimento e encorajar a alfabetização. Esta não é uma questão de partidos políticos. Esta é uma questão de humanidade em comum.
Uma vez perguntaram a Albert Einstein como ele poderia tornar nossas crianças inteligentes. A resposta dele foi simples e sábia. “Se você quer que crianças sejam inteligentes”, ele disse, “leiam contos de fadas para elas. Se você quer que elas sejam mais inteligentes, leia mais contos de fadas para elas”. Ele entendeu o valor da leitura e da imaginação. Eu espero que possamos dar às nossas crianças um mundo no qual elas possam ler, e que leiam para elas, e imaginar e compreender.”
Assuma!
Vamos lá, tire a máscara!
Vamos viver, vamos aparecer!
Será que não está cansada de tanto se esconder?
Assuma seus cabelos cacheados, seus cabelos crespos e até mesmo os armados.
Assuma as sardas em seu rosto, as ruguinhas ao redor dos olhos e as covinhas quando sorri.
Assuma aquela celulite, aquela estria, os quilinhos a mais que cismam em concentrar-se em sua barriga.
Assuma suas emoções, os afetos, as desilusões.
Assuma seus sentimentos: tanto para os outros, como para si mesmo.
Assuma suas dificuldades, sua falta de sanidade e até mesmo sua paixão pela liberdade.
Você merece ser amado de verdade!
Todos merecemos.
Então porque continuamos com toda essa falsidade?
Assuma! Assuma agora!
A partir de hoje. Todos os próximos dias.
Assuma seus anseios, seus sonhos, seus desejos, mesmo que não sejam aprovados por alheios.
Assuma suas paixões, suas tradições, suas contradições.
Assuma agora! Assuma sem receios!
Será que não está cansada de tanto se esconder?
Assuma de vez os seus defeitos.
Antes que eles sumam de vez com você.
Escritor 26 – Jane Austen
Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra, sendo a sétima filha do reverendo George Austen, o pároco anglicano local, e de sua esposa Cassandra (cujo nome de solteira era Leigh). O reverendo Austen era uma espécie de tutor, e suplementava os ganhos familiares dando aulas particulares a alunos que residiam em sua casa. A família era formada por oito irmãos, sendo Jane e sua irmã mais velha, Cassandra, as únicas mulheres. Cassandra e Jane eram confidentes, e hoje se conhece uma série de cartas de sua correspondência.É considerada a maior escritora de todos os tempos, de acordo com sua jornada de vida que arrasta milhões de fãs por todo o mundo e encanta a todos com sua literatura épica.
Em 1783, Jane e Cassandra foram para a casa da Sra. Cawley, em Southampton, para prosseguir a educação sob sua tutela; porém tiveram que regressar para casa, devido a uma enfermidade infecciosa em Southampton. Entre 1785 e 1786, ambas foram alunas de um internato em Reading, lugar que pode ter inspirado Jane para descrever o internato da Sra. Goddard, que aparece no romance Emma. A educação que Austen recebeu ali foi a única recebida fora do âmbito familiar. Por outro lado, sabe-se que o reverendo Austen tinha uma ampla biblioteca e, segundo ela mesma conta em suas cartas, tanto ela quanto sua família eram “ávidos leitores de romances, e não se envergonhavam disso”. Assim como lia romances de Fielding e de Richardson, lia também Frances Burney. O título de Orgulho e Preconceito, por exemplo, foi retirado de uma frase dessa autora, no romance Cecilia.
Não há provas de que Jane foi cortejada por ninguém, apesar de um breve amor juvenil com Thomas Lefroy (parente irlandês de uma amiga de Austen), aos 20 anos. Em janeiro do ano seguinte, 1796, escreveu a sua irmã dizendo que tudo havia terminado, pois ele não podia casar por motivos econômicos.
Em 1809 se mudaram para Chawton, perto de Alton e Winchester, onde seu irmão Edward podia abrigá-las em uma pequena casa dentro de uma de suas propriedades. Esta casa tinha a vantagem de ser em Hampshire, o mesmo condado de sua infância. Uma vez instaladas, Jane retomou suas atividades literárias revisando Sense and Sensibility, que foi aceita por um editor em 1810 ou 1811, apesar de a autora assumir os riscos da publicação. Foi publicado de forma anônima, em outubro, como pseudônimo: “By a Lady”. Segundo o diário de Fanny Knight, sobrinha de Austen, esta recebeu uma “carta da tia Cass pedindo que não fosse mencionado que a tia Jane era a autora de Sense and Sensibility”.2 Teve algumas críticas favoráveis, e se sabe que os lucros para Austen foram de 140 libras esterlinas.
Animada pelo êxito de Sense and Sensibility, a autora tentou publicar também Pride and Prejudice, que foi vendido em novembro de 1812 e publicado em janeiro de 1813. Ao mesmo tempo, começou a trabalhar em Mansfield Park. Em 1813, a identidade da autora de Pride and Prejudice começou a difundir-se, graças à popularidade da obra e à indiscrição da família. Nesse mesmo ano foi publicada a 2ª edição de suas obras, e em maio de 1814 surgiu Mansfield Park, obra da qual se venderam todos os exemplares em seis meses, e Austen começou a trabalhar em Emma.
Austen começou Persuasion em agosto de 1815, mas um ano depois começou a se sentir mal. No início de 1817 começou Sanditon, porém teve que abandonar a obra por seu estado de saúde. Para receber tratamento médico foi levada a Winchester, onde faleceu em 18 de julho de 1817.
Suas últimas palavras foram: “Não quero nada mais que a morte”.4 Tinha 41 anos.
Em seu testamento, legou tudo o que tinha para sua irmã Cassandra. Na época, não se sabia a causa de sua morte; hoje, considera-se que foi Doença de Addison. Está enterrada na Catedral de Winchester.
Biografia retirada do Wikipédia.
Principais Obras:
Razão e Sensibilidade (1811)
Orgulho e Preconceito (1813)
Emma (1815)
Persuasão (1818)
Opinião Pessoal:
Jane Austen é atemporal. Apesar de seus romances narrarem a sociedade inglesa e destacar a educação dada à mulher na época, é possível qualquer um se identificar com os conflitos de seus personagens. É muito comum os jovens leitores de hoje em dia pegarem algum livro do século XIX e torcer o nariz, acharem enfadonho ou difícil demais para ser lido. Com Jane Austen isso é mais difícil acontecer. Sua escrita é bastante fácil e compreensível, os dramas de suas protagonistas podem assemelhar-se ao que algumas mulheres vivem hoje em dia. Muitas vezes me vi no lugar de Emma ou Elizabeth, personagens de Emma e Orgulho e Preconceito respectivamente, principalmente na forma de pensar ou falar. Mesmo com séculos de diferença, suas histórias são capazes de nos tocar, instruir e entreter a pessoas de qualquer idade.
Gosto da delicadeza de sua escrita. Gosto muito. É gostosa, é instrutiva. Mesmo quando trata de assuntos mais sérios e críticas, usando toda a ironia que lhe é característica, ainda assim consegue manter a sutileza das palavras. Talvez seja toda a educação e polidez inglesa que se mostra presente até mesmo em uma discussão mais séria entre os personagens. Sua forma de narrar histórias paralelas e amarrar todo o enredo com muito talento é algo que me encanta como uma escritora aspirante.
Ler Jane Austen é reconfortante e um aprendizado, tanto como leitora, tanto como escritora. É impossível não se sentir bem após a leitura de alguns de seus livros e desejar devorar os próximos na primeira oportunidade.
É leitura obrigatória para quem se interessa em descobrir e aprender mais sobre uma boa e clássica literatura.










