09 – O Triste É Belo.

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Estava revisando meus textos ultimamente, separando o que eu posso reaproveitar, o que dá uma continuação, o que posso melhorar etc., e me dei conta de uma coisa: Eu só escrevo coisas tristes. É até possível achar alguma coisa aqui ou ali que tenha um pouco mais de comédia, um pouco mais de graça, mas 95% dos escritos terão um forte tom melancólico e uma carga emocional profunda. Ao notar este fato, sentei para escrever algo mais alegre, algo que quebrasse um pouco essa névoa acinzentada que sobrevoa por minhas letras fictícias. E o resultado foi mais um relato melancólico de algum personagem que está sofrendo ou passando por um momento difícil ou de reflexão profunda.
Eu não sou uma pessoa infeliz. Pelo menos não me considero assim no momento. Fora algumas ansiedades costumeiras e surtos na TPM, eu sou bem feliz sim. Então, por que não consigo escrever coisas felizes? Com esse pensamento na minha cabeça, fui descobrindo e refletindo um pouco mais sobre a minha própria personalidade. E não me refiro só à minha personalidade na escrita, mas de uma forma geral. E cheguei à seguinte conclusão: O triste é bonito. Pelo menos eu acho. Ao reparar que só escrevo sobre melancolias e abandonos, amores perdidos, mortes e coisas do tipo, também notei que essa parte de minha personalidade está presente em todos os aspectos. Meus filmes favoritos são tristes. Minhas músicas favoritas são tristes. Meus livros favoritos são tristes. Até o meu instrumento musical favorito – o piano – é um dos instrumentos que mais conseguem expressar melancolia, ao lado do violino.
Pensei e pensei (gosto de pensar!) muito sobre isso. Pode parecer bobo, pois seguramente existem coisas mais importantes a serem pensadas, ao invés de ficar refletindo sobre o tipo de humor de meus escritos, mas creio que pensar é a melhor forma de se chegar às respostas e eu sou uma pessoa que detesta perguntas e mistérios insolúveis. Para mim tudo precisa fazer sentido, precisa ter uma explicação lógica para a minha cabeça. Pensei até se eu não estaria triste sem saber, pode acontecer, quem sabe? Mas ainda não era a resposta que buscava. Até que a encontrei recentemente e por isso vim escrever esse texto. A tristeza é bonita. Muito bonita. Pelo menos aos meus olhos. Todas as artes que carregam uma melancolia na bagagem são os melhores tipos de arte, são as que entram para a história, são as que tocam o coração como nenhum outro tipo de arte menos densa o faz.
Não quero que isso seja entendido de forma errada. Vejam, eu não acho que todo mundo deva padecer eternamente para o mundo se tornar mais bonito. Não é isso a que me refiro. Mas tem algo na dor, na melancolia que prende, que é denso, que leva à uma reflexão. Acho que a dor é grande responsável pelas maiores respostas da vida. A dor geralmente precede aquela sensação de epifania que temos perante a certas questões e isso é bonito. É lindo, na verdade. Aquilo que falei sobre gostar da resolução de mistérios tem tudo a ver. A tristeza tira o véu que encobre grandes perguntas. E é esse descobrir que faz um caminho até a felicidade. E então aquela máxima se torna ainda mais exata: Tudo está ligado. Alegrias e tristezas, o masculino e o feminino, a luz a escuridão, ying e yang… São opostos que se conectam, que necessitam coexistir no mundo para que este possa evoluir e progredir. Um é o caminho do outro, um descobre o mistério que o outro causa. Como alguém não pode achar isso bonito?
Nas últimas semanas eu estava quebrando minha cabeça para escrever algo feliz, algo que não rimasse amor com dor, mas não obtive sucesso algum. Acho que faz parte de mim. Sempre fez. Desde pequena as primeiras histórias que escrevi são baseadas em sentimentos melancólicos. Mesmo que eu não me sinta assim. Talvez não faça sentido para muitas pessoas, mas para mim faz. E acho que tentar forçar uma mudança em relação a isso é como trair a mim mesma. É como tentar ser alguém que não sou. Que nem faço questão de ser.
Talvez chegue um dia em que eu mude, em que eu passe a escrever sobre coisas cor-de-rosa, sobre como o amor é lindo ou como a vida é bela. Mas não sei… Não sei se conseguirei largar a densidade dos meus escritos, do que acho verdadeiramente belo. A descoberta me é bela e dificilmente a verei de outra maneira.
Acho que a felicidade é o final de qualquer caminho. É a linha de chegada. O corredor precisa sofrer, suar, cair, levantar para chegar até à linha, até o seu objetivo, até à sua resposta. Essas são as melhores histórias. Isso é o bonito da vida. A trajetória. E a tristeza faz parte da trajetória das melhores pessoas que conheço.

 

Tutorial: Como Comprar na Amazon

Bom, como algumas pessoas pediram, aqui está o tutorial de como comprar os ebooks que estão à venda pela amazon. É muito simples e rápido!

Sigam os passos:

1) Primeiro é necessário fazer uma conta, como em todos os sites de compra pela internet.

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2) Depois, será necessário baixar o aplicativo Kindle. O que é isso? É tipo uma pastinha, onde a Amazon vai disponibilizar os ebooks após a compra. Quem já comprou algum ebook seja na Saraiva ou em algum outro site que vendam ebooks já deve estar familiarizado com o sistema. O programa não pesa nada e é bem prático! Cliquem onde está circulado, como no exemplo, e baixem e instalem o aplicativo no aparelho. O Kindle serve para todos os tipos de programa e aparelho, o que facilita a vida de todo mundo!

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3) E, por último, é só clicar no “comprar”, como no exemplo abaixo e dar seus dados e a forma de pagamento.

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4) E pronto! O ebook estará disponível em seu Kindle, exatamente assim! É só dar dois cliques sobre a capa e começar a leitura!

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Espero que dê tudo certinho! Qualquer dúvida é só comentar aí embaixo, na caixa de comentários, e estarei pronta para ajudar!

Beijos!

Johnson Tsang: Escultor Do Impossível.

Sempre fui apaixonada por artes, principalmente àquelas relacionadas às letras. Adoro admirar e perceber tudo o que pode vir da cabeça do homem, até que ponto nossa criatividade é capaz de chegar.
Procuro sempre postar no site coisas relacionadas à Literatura e qualquer outra área que envolva as letras como instrumento de arte. Porém, ao ver o trabalho de Johnson Tsang, eu tive que abrir uma exceção. O trabalho desse homem merece ser divulgado e elogiado infinitamente.
Johnson transforma peças de cerâmicas nas mais detalhadas e bem feitas esculturas que eu já vi na vida. E não só o seu talento manual deve ser valorizado: a criatividade com que monta as peças, o estilo único com que visualiza questões simples, como o cair da água sobre uma superfície, ou questões mais complexas, como um dragão emergindo de um prato, é de deixar qualquer um com a boca até o chão. Ele reproduz em uma cerâmica imagens “impossíveis”, capazes de serem capturadas apenas em um video em câmera lenta ou em uma fotografia precisa. Em seu site, Johnson mostra o passo a passo do processo criativo. Do contrário, eu não iria acreditar que tanto talento poderia caber num um único ser!
Confesso que esculturas, ainda que me atraiam muito, é a área artística com que menos me sinto familiarizada. Tirando o trabalho de Camille Claudel e alguns outros, eu não conheço muito sobre a parte mais profunda da coisa para continuar falando infinitamente aqui. Vou poupá-los de meus elogios simplórios, que só iriam resumir-se em “lindo”, “maravilhoso” ou “chocante”, e postar algumas fotos que mais gostei sobre o trabalho deste grande artista.

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Para mais trabalhos incríveis e impressionantes, visite o site do escultor: http://johnsontsang.wordpress.com/

Sobre Mortes, Sonhos e Realidades.

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Eu me lembro de tudo.
Lembro dos furinhos microscópicos de sua camisa pólo branca.
Lembro do seu cheiro que emanava dos furinhos microscópicos de sua camisa pólo branca.
Lembro de sua pele morena.
Lembro de seus braços envolvendo meu corpo nesta cama, afastando toda a dor existencial dentro de mim.
Lembro da sensação de abrigo que sentia na larga extensão deles, como se o mundo lá fora jamais pudesse me atingir.
Você estava ali.
Você era real… Mas não era!
Meu cérebro está brincando comigo?
Você partiu, você se foi!
Não há mais a pele morena, não há mais o abrigo!
Não há mais seu corpo, mas ainda há você!
Não há?
Tem de haver!
Estico meus braços na direção do vento, esperando sentir seu cheiro ou tocar seu rosto através do ar.
Mas acordada é em vão.
Você nunca está.
Nossa imagem vai desaparecendo como a luz fraca de uma vela prestes a se extinguir.
Sua memória é como o fogo: vai apagando, morrendo, até não mais existir.
Mas é só fechar os olhos à noite e você está ali.
Diga, como pode não mais existir?
Você está comigo, eu sinto, eu sei.
Mas eu acordo… Então não sei!
E passo o dia com uma interminável sensação de vazio, com a revolta por acordar e seu corpo desaparecer.
Meu cérebro está mesmo brincando comigo?
Porque ao despertar de seu sonho, eu não sei mais o que fazer.

Escritor 24 – Christopher Paolini

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Christopher Paolini nasceu no dia 17 de novembro de 1983 em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos .
Exceto por alguns anos em Achorage, Alasca, ele passou a vida inteira na região de Paradise Valley, no estado norte-americano de Montana, onde ainda reside. Ele vive com os pais e a sua irmã mais nova, Angela, numa rústica casa às margens do rio Yellowstone , cenário o qual Paolini descreve como uma de suas principais fontes de inspiração.
Christopher foi educado pelos seus pais. Ele frequentemente escrevia pequenas histórias e poemas, fazendo visitas à biblioteca e lendo muito. Entre as inspirações literárias de Paolini figuram as obras de J.R.R. Tolkien, E.R. Eddison e o poema épico Beowulf. Cinco de seus livros favoritos são: os exemplares da trilogia His Dark Materials de Philip Pullman; Duna por Frank Herbert; e Anna Karenina de Leon Tolstói.
O escritor ainda disse que as montanhas e florestas de Paradise Valley (no estado de Montana), onde reside, é “uma das principais fontes de inspiração” para ele.
Christopher cresceu ouvindo muita variedade musical, mas a clássica ardeu a sua imaginação e ajudou-o a escrever. Ele ouvia freqüentemente Mahler, Beethoven e Wagner enquanto escrevia Eragon. A batalha final de Eragon foi escrita ao ouvir Carmina Burana, por Carl Orff.

Biografia retirada do Wikipédia

Principais Obras:

Eragon (2002)
Eldest (2006)
Brisingr (2008)
Herança (2011)

Opinião Pessoal:

Christopher Paolini é realmente um prodígio! Ele começou a elaborar a saga já aos 15 anos de idade, com todos os detalhes e mapas da história. Toda a leitura que ele teve quando mais novo provavelmente influenciou tamanha criatividade. Ainda assim, é de se admirar que uma saga tão completa tenha vindo de uma mente tão jovem. Suas descrições sobre os cenários da história e acerca dos sentimentos dos personagens são bem feitas, fazendo com que você se sinta dentro da terra mágica que ele criou. Infelizmente a adaptação do filme para o cinema ficou muito aquém do livro, não permitindo a mesma sensação e emoção que se tem ao ler os livros.
É notável a influência de Tolkien em seus escritos. Muitos podem achar que é uma cópia de O Senhor dos Anéis, mas não vejo dessa forma. Apesar das semelhanças, são histórias diferentes e com propostas diferentes. Não é à toa que Christopher vendeu milhões de cópias pelo mundo, encantando novos leitores e atraindo cada vez mais jovens ao mundo da literatura.

Resenha 02 – Métrica.

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“Nunca julguem os outros. Vocês dois sabem muito bem como acontecimentos inesperados podem mudar quem a pessoa é. Sempre pensem nisso. Nunca se sabe pelo que uma pessoa está passando em sua vida”

Métrica chegou às minhas mãos após uma boa promoção na Saraiva e muito incentivo das amigas. Insistiram para que eu o lesse (muito obrigada, Nayara!) e confesso que sua pontuação no skoob me incentivou a fazê-lo rapidamente. Achando que seria apenas uma boa historinha de amor, das quais gosto tanto de ler para relaxar, abri o livro, esperando apenas algo “mais do mesmo”.
Bem, eu não tinha ideia o que iria encontrar.
Métrica conta a história de uma garota de 18 anos chamada Lake, que tem que lidar com a recente morte de seu querido pai e o fato de ter que abandonar sua vida no Texas e se mudar para Michigan. Ainda sofrendo com o luto e com uma certa revolta por ter de abandonar a casa onde passou durante toda a sua vida, Lake dirige o caminhão de mudanças pensando apenas em sua dor e com os piores pensamentos negativos. Porém, ao chegar em sua mais nova casa, seu irmão menor, Kel, logo se torna amigo de um menininho vizinho da mesma idade, chamado Caulder. E é nessa brincadeira inocente que Lake conhece Will, irmão de Caulder, que remexe, não só com os seus sentimentos, mas também com a sua vida.
Métrica é uma história de amor, mas não pensem que é sobre um amor adolescente, amor entre um rapaz e uma garota. É uma história sobre o amor em sua mais pura forma. O amor de sacrifícios, o amor altruísta, onde as emoções e a vida de alguém são mais importantes do que seus próprios sentimentos. É sobre amor de mãe, amor de irmão, amor de amigos, amor à vida, amor à arte. E é impossível pegar o livro e não devorá-lo o quanto antes.
Um ponto que me chamou bastante atenção é como a escritora expôs bem o tema “luto”. As emoções da personagem em relação à tragédia com o pai podem ser vista até nos menores momentos. Gostei bastante dela ter mostrado a raiva, a amargura que a perda de um ente querido deixa conosco. Não é só a tristeza pela perda, muitos sentimentos envolvem uma partida repentina e creio que quem já perdeu alguém tragicamente nesta vida vai se identificar bastante com os personagens do livro.
Outro tema que Métrica também traz é a slam poetry.  É um tipo de poesia performática, onde qualquer pessoa pode subir num palco e declamar seu poema atuando de acordo com as próprias emoções. Esse tipo de poesia é incentivada em sala de aula e penso no quão interessante seria se as escolas adotassem essa ideia, tornando o ensino da poesia muito mais agradável e dinâmico para os estudantes.
É verdade que o livro pode ter alguns clichês, assuntos que já lemos em muitos outros livros. Porém eu sou da teoria de que cada história é contada de uma forma, sob um ponto de vista e é sempre bom vermos vários aspectos de um mesmo assunto. Eu não tenho nada contra clichês, desde que sejam bem contados, bem amarrados e que capturem a sua atenção. Métrica é um exemplo disso.

Título: Métrica
Autor: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 304

Ler É Fundamental.

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Ler é fundamental.
Fundamental para qualquer ser humano que deseje ser pensante, atuante, firme em suas convicções e opiniões.
Vivemos em um país de analfabetos. Não só aqueles que não sabem ler e escrever o nome. Mas de analfabetos funcionais, que lêem e não sabe o que estão lendo. De analfabetos intelectuais, que pode até saber o que estão lendo, mas de uma forma mastigada, uma leitura simples, mecânica, que sabe apenas as instruções para jogar na loteria. E ninguém se importa. O governo não se importa. Claro, por que o governo iria se importar quando é muito mais fácil governar um país onde os cidadãos apenas sabem assinar o nome num documento qualquer e se satisfazem com uma esmola mensal de bolsa família e derivados?
As notícias se multiplicam nos jornais sobre pessoas enganadas, ludibriadas, sem instrução, sem cultura. Escolas em regiões extremas do país, onde crianças sentam no chão para conseguirem aprender qualquer coisa e o teto de sua “escola” não é nada mais do que paus usados como sustentação e palha por cima.
Ler é fundamental. Educação também.
E nós, privilegiados com todas as oportunidades, não temos desculpas para não fazê-lo.
Eu já encontrei pessoas que nunca leram um livro na vida e acham isso sensacional. Afinal, a lei da sociedade atual diz que ler é coisa de “nerd”, coisa de gente que usa óculos maior do que a cara e é careta. Por algum motivo, as pessoas ainda acham bonito ser burro ou ignorante. Ou os dois. Do contrário, bibliotecas não estariam abandonadas e academias lotadas. Conheço pessoas que não pegam um jornal pela manhã, a não ser para ler a parte de fofocas, e acham que já fazem o bastante. E isso é muito, muito triste.
Nós nunca vamos sair do lugar se isso não for mudado. Nosso país sempre será o subdesenvolvido e de “terceiro mundo” se esse quadro não mudar, não importa o jeitinho brasileiro que se dê para escapar de uma crise mundial ou o quanto o nome da nação esteja sendo citado lá fora graças a uma Copa do Mundo. Nós nunca conseguiremos lutar verdadeiramente por nossos direitos enquanto não quisermos ter acesso a uma informação de qualidade. Nós nunca seremos alguma coisa enquanto continuarmos a ser conhecidos como o país que não lê.
Ler é fundamental.
Já foi comprovado por inúmeras pesquisas que os países que lêem mais são os mais desenvolvidos. Não é o dinheiro, os avanços tecnológicos e a política os responsáveis pelo desenvolvimento de uma nação. É a educação. Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha, Austrália… Esses e outros países considerados de “primeiro mundo” e “desenvolvidos” têm um sistema educacional bastante firme, bastante incentivador. São nações que, mesmo com seus problemas internos, que até o melhor dos países possui, faz uma grande aposta na educação de suas crianças com vários projetos de incentivo à leitura, incentivo a pensar por si mesmos, a imaginar. Cientistas, físicos, químicos, literatos, revolucionários saem em profusão desses países citados e eu garanto que não é mera coincidência. Eles foram treinados para isso, eles foram convidados a pensar por si mesmos, a ver de uma forma mais clara e é tudo graças à educação.
Nosso sistema educacional é uma piada. Uma piada de muito mal gosto, por sinal. Os jovens estão cada vez mais agressivos, professores cada vez mais abandonam seus ofícios e decidem seguir outra carreira, pois os ambientes em uma sala de aula estão insustentáveis. Professores estão cada vez mais cansados de um sistema padronizado e pobre de ensino, do qual são obrigados a aplicar graças a uma pauta que nem mesma foi feita por educadores. Como conseqüência, as aulas ficam chatas, pouco dinâmicas, o que é um sacrilégio para a mente agitada e ansiosa por novidades de um adolescente. Logo, ler é associado a uma aula chata e sem sentido. Poesia é coisa para idiotas românticos. E tudo o que tem a ver com assuntos intelectuais se torna repulsivo.
O intuito dessa nova seção é divulgar mais assuntos literários através da internet. Vejo tantas coisas em jornais e revistas que não são sequer citados, vídeos interessantíssimos, didáticos, que ninguém divulga, ninguém fala sobre. Quero mostrar aqui que a literatura pode ser divertida, interessante, instigante. É através dela que temos ideias, onde a criatividade se desenvolve, onde você passa a ver o mundo sob vários ângulos, sob os olhos de um escritor e pode formar a sua própria opinião.
Sei que não conseguirei mudar o país, o Brasil inteiro não vai passar a ler mais por causa dessa seção. Mas se o que aqui for postado interessar ao menos uma pessoa que não costuma ler ou tem “trauma” de literatura e português graças a um professor entediado e desinteressado em uma escola, então eu terei feito o meu trabalho.
Então, vamos falar de Literatura, vamos falar de bibliotecas, de escritores, de livros que mudaram a vida das pessoas. Vamos falar de textos, de curiosidades, vamos ler, vamos nos informar, vamos ser seres pensantes, seres com opiniões, seres educados e fazer isso e muito mais por aqueles que não têm oportunidades, graças a um governo corrupto e desinteressado, de uma educação decente.
Não importa se é um livro de ficção ou apenas notícias diárias em um jornal, vamos simplesmente ler, formar uma opinião, engajar-nos em nossas ideias.
Vamos ler hoje, amanhã e sempre.
Porque ler é fundamental.

Escritor 23 – Frei Betto

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Carlos Alberto Libânio Christo nasceu no dia 25 de agosto de 1944, em Belo Horizonte. É escritor, teólogo e filósofo.
Professou na Ordem Dominicana, em 10 de fevereiro de 1966, em São Paulo.
Adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2004. Foi coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero.
Esteve preso por duas vezes sob a ditadura militar: em 1964, por 15 dias; e entre 1969-1973. Após cumprir quatro anos de prisão, teve sua sentença reduzida pelo STF para dois anos. Sua experiência na prisão está relatada nos livros “Cartas da Prisão” (Agir), “Dário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco) e Batismo de Sangue (Rocco). Premiado com o Jabuti de 1983, traduzido na França e na Itália, Batismo de Sangue descreve os bastidores do regime militar, a participação dos frades dominicanos na resistência à ditadura, a morte de Carlos Marighella e as torturas sofridas por Frei Tito. Baseado no livro, o diretor mineiro Helvécio Ratton produziu o filme Batismo de Sangue, lançado em 2007.

Biografia retirada do Wikipédia

Principais Obras:

Batismo de Sangue (1983)
Aldeia do Silêncio (2013)

Opinião Pessoal:

Quando peguei o livro “Aldeia do Silêncio”, pela primeira vez, não esperava o que iria encontrar. Apesar de ter lido críticas positivas no jornal, a surpresa me atingiu quando li as primeiras páginas.
A escrita de Frei Betto é singela e impactante ao mesmo tempo. Os olhos deslizam sobre as palavras e, ao absorvê-las, é impossível não ficar olhando alguns minutos para qualquer ponto vazio na parede, fazendo uma profunda reflexão sobre o que foi lido. Em cada parágrafo, em cada fala, em cada descrição, Frei Betto quer te dizer alguma coisa. E ele consegue. Ele tem uma forma de explicar as emoções através das letras e é impossível não senti-las. Ele ama as palavras, disserta sobre elas com uma poesia e filosofia incríveis, deixando-lhe abismado com tamanho talento.
Eu, como escritora, admiro cada frase que ele escreve, seus sinônimos, suas comparações, seus sentimentos, suas filosofias. Sinto-me ansiosa para ler mais de suas obras, de suas ideias, de sua criatividade. Para qualquer pessoa estudante de Letras ou para quem deseja ser um escritor, recomendo que estude sua forma de escrever, sua forma de contar histórias, de desenvolver ideias. Frei Betto é um aprendizado interessante e cativante, do tipo que nos faz aprender sem sentir que estamos estudando.

A Gravidade.

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Eu lutei contra a física durante toda a minha existência.
Não só na escola, naquelas provas intermináveis com fórmulas intragáveis. Lutei contra a física fora de uma folha de papel também.
Quando era criança, tentava me agarrar naquelas barras de exercícios que estão presentes em qualquer espaço recreativo. Lembro quando pegava impulso e pulava, agarrando com minhas pequenas mãos as barras de ferro pintadas de verde. Eu segurava com toda a força, firmemente, sentindo o milagre que era ter meus pés alguns centímetros acima do chão. Apenas ficava lá, querendo, desejando, ansiando continuar suspensa no ar.
Mas não durava muito.
Em três segundos ou menos, minhas mãos escorregavam. Eram incapazes de sustentar o peso de meu corpo por mais tempo. Então eu caía, sempre caía, e era incrivelmente frustrante. E tentava de novo, e de novo, e de novo, e de novo, até meus dedos ficarem vermelhos e a tinta da barra grudar em minhas mãos suadas.
Mas era tudo igual, era sempre o mesmo.
Eram apenas 3 segundos até a gravidade me vencer.
E caía.

Sempre quis voar.
Sempre tive medo de altura.
Sempre me vi pega nesse paralelo do querer e não poder, de desejar e não ter coragem de tentar.
Mesmo que voar seja incrível, o céu fantástico e o vento favorável, o sonho é impossível.
Para os seres humanos é impossível.
Não só pelo fato de não possuirmos asas como as águias que bailam sobre o azul celeste do firmamento, causando inveja aos nossos olhos de bípedes.
Mas pela gravidade. Sempre pela gravidade.
Ela está presente, a postos para destruir o meu sonho alado.
E, de novo, eu caio.
E de novo é irritantemente frustrante.

Os anos passaram.
Sou adulta agora.
O corpo mudou, o mundo mudou.
Mas o sonho de voar permanece.
E a gravidade também.
Ela estará sempre aqui, onipresente, esperando com ansiedade minha próxima tentativa de ficar por mais de 3 segundos com os pés fora do chão.
Não importa o quanto eu tente segurar nas barras de ferro, não importa o quão alto meus pés saltem de um lugar para outro, sua força invencível estará pronta para me derrubar.
Não importa no que acredite, o quanto sonhe, o quanto deseje, ela me puxará para baixo.

O avião não conta, o avião não é nada.
Não quero apenas me descolar, eu quero voar!
Quero sentir o vento batendo em meu rosto, quero olhar para baixo sem temer cair, quero estar suspensa junto ao azul celeste sem que nada e nem ninguém possa me impedir.
Quero voar pelo simples fato de estar no ar, sem que a gravidade use seus dedos pesados e cruéis para me trazer de volta ao chão.
Quero simplesmente estar lá!
Oh, Deus!
Quero simplesmente voar!

O sonho de Ícaro sempre fez parte de meus anseios oníricos.
Divididos por mais de 2 séculos, unidos pelo mesmo desejo.
Mas toda boa história possui o seu perverso vilão.
O de Ícaro foi o sol.
O meu é a gravidade.

O Garoto Do Sorriso Perfeito.

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Faz um tempo que quero lhe dizer
O quanto amo seu sorriso e sua doce forma de ser
Mas talvez você irá entender
Que estou apaixonada por você.

Eu te conheço e você me conhece
E suas mãos já regalaram o toque de que minha alma carece
E por você
Coisas loucas não precisaria fazer
Como andar 1000 milhas para te encontrar
Ou atrair sua atenção através do desespero de meu olhar.

Porque você é o garoto do sorriso perfeito
Que já há algum tempo me deixa sem jeito.

Seus olhos redondos, sua pele morena
De mais um poema já estão sendo tema
E se você realmente quisesse entrar em cena
Eu não veria nenhum problema
Pois agora, desde o começo
Poderia me ajudar a esquecer um certo garoto que conheço.

Você é o garoto do sorriso perfeito
Do qual minha mente patética nem lembra o nome
Apenas sei que ultimamente não te esqueço
E é seu rosto que tem me deixado insone.

Estou prestes a deixar este lugar
Porque a ele não aguento mais amar
Ou encontrar
Ou esbarrar
Ou desesperar
Mas em uma única coisa você pode acreditar
Guardarei em mim para sempre o seu sorriso e o seu olhar.

Você é o garoto do sorriso perfeito
Que há algum tempo me deixa sem jeito
É em seu sorriso onde finalmente esqueço
Um certo garoto que conheço.

Poderia ser você
Oh, não!
Deveria ser você!
Se apenas não fosse por ele…

Leia: Há um Garoto Que Conheço e Deveria Ser Eu