10 Inspiradores Quotes dos Livros de John Green.

Existem 1001 motivos pelos quais John Green é o escritor queridinho da atualidade. Seus livros vendem como água e há muito tempo não saem da lista dos bestsellers. São bem escritos, falam a língua do adolescente moderno e possuem um toque de romance e nerdice com que muitos se identificam. Mas um traço marcante de seus livros são certos trechos que nos tocam, nos fazem refletir sobre a vida e o meio em que vivemos, provocando-nos uma pequena epifania. Muitas vezes são pensamentos simples, mas muitos deles nunca passaram pela nossa cabeça ou são sentimentos que nunca soubemos descrever com clareza.
Abaixo segue uma lista desses quotes, desses trechos profundos que muitas vezes são inseridos em cenas engraçadas ou despretensiosas. O site buzzfeed fez essa lista com 19 trechos marcantes, mas listei os meus 10 favoritos.
São eles:

1)    “As marcas que os seres humanos deixam geralmente são cicatrizes.” (A Culpa É Das Estrelas)

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2)    “Qual o sentido de continuar vivo se você ao menos nem tenta fazer algo extraordinário?” (O Teorema Katherine)

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3)    “Se você não imagina, nada nunca acontece.” (Cidades de Papel)

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4)    “Eu me apaixonei do mesmo jeito como se adormece: devagar, e então de uma vez só.” (A Culpa É Das Estrelas)

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5)    “Você não se lembra o que aconteceu. O que você se lembra se torna o que aconteceu.” (O Teorema Katherine)

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6)    “Em algum momento você arranca o band-aid, e machuca, mas então acaba e você se sente aliviado”. (Quem É Você Alasca?)

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7)    “Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida”. (A Culpa É Das Estrelas)

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8)    “Você pode amar muito alguém… Mas o tamanho do seu amor nunca será páreo para as saudades que você sentirá dela”. (O Teorema Katherine)

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9)    “Sempre me pareceu ridículo como as pessoas desejam estar perto de outras porque são bonitas. É como escolher o seu cereal do café da manhã baseado na cor deles, não no gosto.” (Cidades de Papel)

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10)    “Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações.” (A Culpa É Das Estrelas)

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Para ver outros trechos (em inglês) clique aqui!

Os Desenhos De Sylvia Plath.

Sylvia Plath foi uma influente escritora e poetisa americana. Sua vida pessoal – regada de traições, mágoas e depressões, que culminou em seu suicídio em 11 de Fevereiro de 1963 – foi mais comentada do que seu talento e suas obras.
O que muitas pessoas não sabiam é que, antes de descobrir sua enorme aptidão para as letras, Sylvia sonhava em ser uma artista visual. Os desenhos foram guardados durante anos por sua família até 1996. Em 2007, a editora Katlheen Connors publicou tal material no livro Eye Rhymes: Sylvia Plath’s Art of the Visual.
As pinturas vão de pequenos esboços e rabiscos à autorretratos com traços marcantes. Seus desenhos podem não chegar nem perto de seu incrível talento para a poesia, mas mostram toda a criatividade de sua mente e uma boa percepção para pequenos detalhes, como o olhar marcante e melancólico em seus dois autorretratos.
Veja abaixo alguns de seus trabalhos:

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Para mais informações, clique aqui.

Amor Baixinho.

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Amor para mim
Tem que ser amado assim
Baixinho, baixinho…

Amor para mim
É trocado em silêncio
Shh! Shh!
Quietinho, quietinho…

Amor gritado aos 4 ventos
Se transforma em tormento
E sempre acaba em lamento.

Esse amor de momento
Chave estranha
Que abre, torce e retorce
Todas as entranhas.

Amor bom é o baixinho.
Chega com calma e destreza
Tudo vira, revira e anima
Sem que você perceba.

Quero um amor baixinho
Que saiba à minha alma chegar
Aos pouquinhos, devagarinho e quietinho
Para baixinho me amar.

5 Ideias Criativas Para Fazer Uma Estante De Livros.

Todo colecionador de livros sabe o quanto é difícil arranjar mais espaço no quarto conforme a coleção vai aumentando. Além do ambiente físico, também é complicado ter dinheiro para comprar estantes e mais estantes, o que acaba ocasionando livros espalhados pelas mesas, camas, chão ou em qualquer lugar possível.
Mas, graças a Deus, há uma solução para tudo! Se você for uma dessas pessoas que sofrem com falta de dinheiro e espaço, dê uma olhada nessas 5 dicas de estantes que você pode fazer aí mesmo na sua casa!

1) Estante feita com telefones velhos.

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2) Estante feita com escada velha.

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3) Estante feita com caixotes velhos

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4) Estante feita com canos velhos

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5) Estante feita com pedaços de madeira e cano velho

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Para mais dicas sobre estantes e explicações detalhadas sobre como fazê-las, clique aqui.

Diga-me Que Você Irá Abrir Os Olhos…

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“Get up, get out, get away from these liars
‘Cause they don’t get your soul or your fire”
– Open Your Eyes, Snow Patrol

 

Vejo seu corpo caído, os ombros abaixados. Os olhos – um dia tão brilhantes e inspiradores – agora se fecham em nuvens de lágrimas. Seus lábios murmuram que a vida aconteceu. Agora você vê os monstros que se escondiam embaixo de sua cama refletidos nos olhos das pessoas à sua volta. Não há lugar para fugir, não há lugar para ir.
Você se diz que não tem mais forças, que parece difícil até de respirar. Como se salvar, como escapar se parece não haver abrigo em nenhum lugar?
A saída existe, existe sim. Você apenas precisa enxergar.
Vamos, garota! Levante-se! Não tenha medo do ridículo! Vá em frente, meta a cara, não hesite em sujar as mãos e deixar o trabalho feito! Ridículo é se esconder entre quatro paredes até que a forte chuva passe. Ela é fria, pesada e assustadora, mas eu garanto uma coisa: ela não mata.
Diga o que você quiser dizer, faça o que você quiser fazer. Desde que não machuque a ninguém, é válido. E se machucar a si mesma, é aprendizado. As pessoas irão apontar e criticar se você fizer isso. E elas também irão apontar e criticar se você não fizer, se tentar agradá-las, segui-las e juntar-se a seu maquiavélico mundo. É inerente ao ser humano julgar, criticar e falar e falar sem parar. Não importa o quanto você se esforce, não importa qual caminho escolher trilhar, vai acontecer. Acredite, eu já tentei. E por muito tempo. Já estive em seu lugar exatamente como agora.  E esse é o melhor conselho que eu posso dar: siga sua intuição, mesmo que eventualmente ela a coloque em uma rua sem saída. É apenas a vida te obrigando a usar sua massa encefálica para que desafie a gravidade, para que desafie o que os medíocres chamam de realidade, e aprenda a voar. É a vida obrigando-a a usar os músculos, para que quebre inúmeras paredes até encontrar a estrada que a leve aonde você precisa estar.
Siga sua intuição, não importa o que digam. Porque trair os outros é muito errado, mas trair a si mesma é imperdoável.
E cada vez que sentir o desespero chegar, antes de debruçar-se sobre a janela e gritar por um super-herói, nunca, jamais se esqueça de antes olhar-se no espelho. É em seu reflexo que você encontrará toda a salvação que precisa.

Carta de Stephen King Para Si Mesmo Aos 16 Anos.

Stephen King, autor de obras clássicas como “Carrie, a Estranha”, “O Iluminado”, e a série “A Torre Negra”, entre outros, é conhecido e adorado por fãs ao redor de todo o mundo. Em 2010, o jornalista Joseph Galliano criou um projeto chamado “Dear Me”, um livro onde 75 celebridades deveriam escrever uma carta para si mesmos quando mais jovens. King usou o seu já conhecido e conturbado passado com as drogas para alertar à sua versão adolescente quanto ao risco de se envolver com tais substâncias.
Veja abaixo o que ele escreveu na carta:

“Querido eu,

Estou escrevendo para você do ano de 2010, quando eu já atingi a ridícula idade de 62 anos, para lhe dar alguns conselhos. É simples, na verdade, apenas 5 palavras: fique longe das drogas recreativas. Você tem muito talento, e você irá fazer muitas pessoas felizes com suas histórias, mas – infelizmente, mas é verdade – você é um viciado esperando que isso aconteça. Se você não prestar atenção nesta carta e mudar o futuro, pelo menos 10 bons anos de sua vida – dos 30 aos 40 anos – vão ser como um eclipse negro onde irá desapontar várias pessoas e falhar em aproveitar o seu próprio sucesso. Você também chegará perto da morte em diversas ocasiões. Faça um favor a si mesmo e aproveite um mundo produtivo e mais brilhante. Lembre-se disso, como o amor, a resistência à tentação faz o coração crescer mais forte.

Fique limpo.”

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Seria ótimo poder enviar uma carta para nós mesmos no passado, a fim de fazer um alerta quanto a certos riscos e erros gravíssimos, não é? Contudo, nossos erros são os responsáveis pela construção de nossa personalidade e alguns não podem e nem devem ser evitados.
E você? O que você escreveria para sua versão mais jovem?

A Essência Do Livro.

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Escrito por Karine Pansa, Presidenta da Câmara Brasileira do Livro. Texto publicado no jornal O Dia.

No transcurso dos 50 anos do golpe militar de 1964, é fundamental reafirmar os valores da democracia e dos direitos individuais e coletivos. Importante relembrar que a reconquista da liberdade resultou na mobilização cívica e ordeira da população brasileira, marcadamente na Campanha das Diretas Já!, em 1984, cujo 30º aniversário devemos comemorar com alegria e a certeza de que se tratou de um dos mais importantes movimentos políticos de nossa história.
Para os empresários e profissionais que atuam no mercado editorial, a democracia, sintetizada na liberdade de expressão, é a principal essência do trabalho. Livros, sejam na sua forma tradicional e imortal de papel, ou nos contemporâneos leitores eletrônicos, incluem-se entre as principais mídias do conhecimento. Trata-se de algo que informa, ensina, amplia a cultura, diverte, propicia análises da realidade e contribui para que as pessoas tenham visão de mundo mais crítica, consciente e engajada.
Nada disso é possível sem plena liberdade de expressão. Calar o livro, assim como a imprensa, de maneira como ocorreu no Brasil e em tantas outras ditaduras, é um dos maiores atentados à civilização e ao direito inato do ser humano de aprender, saber, informar-se e desenvolver juízo de valores sobre os seus espaços e seu ambiente social, econômico e político. Assim, na lembrança dos 50 anos do golpe que ceifou todos esses direitos dos brasileiros, é pertinente ressaltar a liberdade de expressão como essência do livro e prerrogativa inalienável de todos os que trabalham para que a leitura seja um dos vetores do desenvolvimento.
A Câmara Brasileira do Livro vem trabalhando muito para ampliar o acesso da população à leitura. Nesse sentido, realiza a Bienal Internacional do Livro em São Paulo. Também apoia feiras pelo país e, em todas as frentes, estimula e promove o hábito de ler, como ocorre com o Prêmio Jabuti, o mais importante do setor editorial brasileiro, que coloca o livro nacional num elevado patamar de visibilidade perante a opinião pública.
Reiteramos a crença de que o livro, livre como pensamento humano, contribuirá cada vez mais para que os brasileiros consolidem uma nação economicamente desenvolvida, socialmente justa, ambiental e politicamente correta, pluralista, tolerante e avançada no exercício e no equilíbrio entre direitos e deveres. Por isso, reverenciamos a democracia, a maior conquista de nossa sociedade!

10 – A Correnteza.

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Sempre vivi à mercê da correnteza. Não aquela do mar, que com sua força e revolta vai arrastando tudo o que pelo caminho encontra. Mas a correnteza da vida, a que está sempre querendo me levar a algum lugar.
Não sei dizer quando a senti pela primeira vez. A memória do meu cérebro é fraca, só lembro de coisas inúteis, que geralmente envolve Hollywood ou erros pretéritos de pessoas amadas. O fato é que sei reconhecê-la quando se faz presente. Alguns chamam essa sensação de intuição. Mas eu, como sou chata e gosto sempre de fugir ao normal ou ao que está na ‘moda’, gosto de dar nomes a sentimentos que são constantes na minha vida. Por isso, chamo esse sentimento de correnteza: pois é uma força invisível que me arrasta em direção a algum lugar. Um lugar do qual eu preciso estar.
A correnteza se fez presente quando decidi criar a primeira fanfic no Orkut, dando asas à minha sempre prolífica imaginação, mesmo quando me perguntava mil vezes se as pessoas iam gostar ou se aquela história ia ficar abandonada para sempre em uma rede social que logo mais seria esquecida. A correnteza se fez presente quando eu aceitei a sugestão de meu pai para colocar o artesanato de minha avó à venda em uma feirinha, mesmo sendo uma pessoa completamente tímida e, na época, saindo de um longo e difícil período na vida, além de ser incapaz de manter uma conversa com alguém que eu não conheço. Se fez presente quando comecei a trabalhar no meu primeiro emprego fixo. E também estava lá quando, quase 2 anos depois, decidi abandoná-lo porque simplesmente sabia que tinha chegado a hora de ir. Mas acima dessas e de todas as outras coisas, de todas as situações e obstáculos da vida, a correnteza praticamente afogou-me quando, ao escrever para uma das minhas mil fanfics no Orkut, tive um momento de epifania e decidi, naquele momento e naquela hora, que eu não só queria, como também podia ser escritora; que estava na hora de lutar para isso. E, consequentemente, lutar contra uma família que presa um ‘emprego fixo’ como a base para a felicidade de um ser humano.
Eu gosto quando ela aparece. Quando ela se faz presente e sorri para mim, sei que uma mudança está chegando. E que é das grandes. Assim como minha imaginação, a minha correnteza aposta alto, como um all-in num jogo de pôquer. Eu sei que ela chegou quando eu sinto que devo fazer algo, assim, do nada, em uma de muitas minhas epifanias, mesmo quando não quero ou morro de medo de fazê-lo. E como um ser humano ignorante e teimoso, eu sempre tento nadar contra, dar braçadas cada vez mais fortes para escapar dela e voltar à segurança de minha praia morna e acolhedora. Mas no fim, acabo desistindo, pois é inútil nadar contra ela. É perda de tempo, de esforço e uma burrice. Então, apenas fecho os olhos, pego todo o fôlego de coragem que consigo e deixo que ela me leve para o lugar onde preciso estar. E sempre, sempre dá certo. Quando ela vai embora e eu consigo ver tudo de forma mais clara, percebo que me tornei um ser humano melhor, mais corajoso e sábio. E que devo continuar onde estou, fazendo o que devo fazer, até que ela retorne com toda a sua poderosa força, arrastando-me para outro lugar.
Chame de intuição ou chame de correnteza, sempre preste atenção quando ela estiver presente. Quando uma força maior estiver te empurrando em uma determinada direção, mesmo que você esteja morrendo de medo, vergonha ou incerteza, apenas feche os olhos e deixe-se levar. Confie nela. A princípio você pode se revoltar ao ver-se diante de uma situação complicada e difícil de entender. Você pode pensar em mil e um outros caminhos que deveria ter tomado para encontrar a felicidade, mas é exatamente aí que está a chave de toda a vida: a intuição não serve apenas para nos levar a lugares mágicos e cheios de arco-íris. Ela não tem a obrigação nenhuma de deixar-nos felizes e saltitantes para todo o sempre, porque uma existência não é construída somente à base de sorrisos e confortos. Ela existe para que você aprenda, cresça e conheça cada vez mais o reflexo que seus olhos veem todo dia ao mirarem um espelho. E sua missão é tirar o melhor resultado que conseguir de todas as experiências para onde a correnteza te leva.

Resenha 03 – Eu Sou Malala.

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“Amo Deus. Agradeço a meu Alá. Converso com Ele todo dia. É o maior. Ao me dar altura para alcançar as pessoas, Ele também me deu grandes responsabilidades. Paz em todo lar, toda rua, toda aldeia, todo país – esse é o meu sonho. Educação para toda criança do mundo. Sentar numa cadeira e ler livros com todas as minhas amigas, em uma escola, é um direito meu. Ver todo ser humano com um sorriso de felicidade é o meu desejo.”

O livro “Eu sou Malala” é a autobiografia da garota paquistanesa que foi baleada pelo Talibã em 2012 por lutar avidamente pelos direitos de educação em seu país, principalmente em relação às mulheres. Malala tem a ajuda de Christina Lamb, uma famosa repórter britânica que trabalhou como correspondente de guerra no Paquistão e Afeganistão.
A autobiografia é dividida em 5 partes que contam desde a criação de seu país, passando por sua infância e início da adolescência, passa pelo fatídico dia em que esteve entre a vida e a morte, com sua recuperação milagrosa na Inglaterra, e finaliza com um relato esplendoroso sobre a importância da educação para todas as crianças do mundo.
Um dos fatores que mais me chamaram a atenção no decorrer do livro foi o paralelo que Malala faz do que aconteceu em seu país ao longo dos anos, dede que foi criado em 1947, e como esses acontecimentos influenciaram na vida de sua família e em sua trajetória. Ela elabora temas críticos, tendo como foco a invasão do Talibã em seu belíssimo vale Swat, após o 11 de Setembro de 2001, que mudou, não só sua vida, mas a vida de toda a população que sofreu uma lavagem cerebral deste grupo. Não só o vale, geograficamente falando, foi invadido, mas as mentes das pessoas também foram controladas por obsessões religiosas, guerras infindas e descasos políticos que deixaram o país completamente na mais absurda miséria. Em muitas partes é possível fazer um paralelo com o nosso próprio país. Malala conta como o poder político se aproveita da ignorância de um povo abrangentemente analfabeto, para conseguir  ganhos próprios, sem qualquer risco de punição, deixando os pobres e necessitados à própria sorte. Com isso, a criminalidade toma conta de todo o território, aterrorizando cidadãos simples e trabalhadores. Qualquer semelhança não é mera coincidência…
Um “personagem” que ganhou minha atenção foi o pai de Malala, o senhor Ziauddin. Ao contar um pouco da história de seu pai em um pequeno capítulo, e citá-lo constantemente no decorrer de seu relato, fica completamente compreensível o motivo de tamanha bondade e elevação intelectual da garota. Malala é o exemplo vivo de como uma boa educação e base familiar podem fazer uma completa diferença na vida de um ser humano. Admirou-me toda a perseverança do homem ao tentar construir sua própria escola, mesmo quando todo o Universo parecia conspirar para que ele desistisse. Mas Ziauddin sempre usou os fracassos como lições maravilhosas, desde a superação de sua gagueira através de concursos de oratória, até a luta contra radicais religiosos que queriam a todo custo proibir o direito das mulheres ao estudo. Ele sempre incentivou sua filha a ler incessantemente (com 11 anos ela já estava lendo Anna Kariênina, de Leon Tolstói, e Oliver Twist, de Charles Dickens!) e a estudar com afinco, o que é algo admirável, vindo de um país onde a principal crença é de que as mulheres nasceram apenas para casar e servir aos seus maridos pelo resto da vida. Todo o seu amor e devoção à causa de expandir a importância da educação no Paquistão, principalmente para as mulheres, e seu tenaz espírito de luta, ganharam imensamente o meu afeto.
Meu desejo é que esse livro passe por inúmeras mãos ao redor do mundo, para que mais pessoas se inspirem em sua causa e mais “Malalas” possam aparecer por aí, principalmente em lugares tão retrógrados e obcecados com uma doutrina religiosa absurda.
Um livro tem o poder de mudar  uma vida e incentivar mentes. E a autobiografia de Malala tem a receita exata para tal propósito.
Recomendação imprescindível para quem gosta de um bom livro informativo, principalmente àqueles que entendem a importância da educação e são apaixonados pelas palavras.

Título: Eu Sou Malala
Autor: Malala Yousafzai e Christina Lamb
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas: 360

Por que escrevo? – Uma Lista Com 10 Escritores Descrevendo o Seu Amor Pela Escrita.

Acredito que todo escritor tem um motivo muito forte para escrever – afinal, é uma carreira difícil, de poucas oportunidades e cheia de incertezas, e se não tiver a paixão necessária dentro de si para sentar frente ao computador diariamente ou pegar um caderno para terminar uma longa história, dificilmente este será bem sucedido.
Essa lista foi montada por um site americano sobre literatura, com 23 opiniões dos mais variados escritores. Ela demonstra o que escritores de todas as partes do mundo têm a dizer sobre o que sentem pela escrita e o que os motiva a escrever. São opiniões diferentes, algumas cômicas, outras mais sérias, mas que explicam bem o que é navegar por este mundo tão mágico e complicado que é a literatura.
Essas foram as minhas 10 favoritas:

1) “Eu quero escrever porque eu tenho a urgência de exceder em uma tradução média e expressiva sobre a vida. Eu não fico satisfeita com o trabalho colossal que é meramente viver. Oh, não, eu preciso ordenar a vida em sonetos e sestinas e prover um refletor verbal para a minha mente de 60-watt de energia.” – Sylvia Plath

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2) “Quando eu me sento para escrever um livro, eu não digo a mim mesmo, ‘Eu vou produzir uma obra de arte.’ Eu escrevo porque há alguma mentira que quero expor, algum fato ao qual quero chamar atenção, e minha preocupação inicial é conseguir uma audiência.” – George Orwell

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3) “Por que alguém começa a escrever? Porque se sente incompreendido, eu acho. Porque nunca sai claro o bastante quando se tenta falar. Porque se quer reescrever o mundo, pegá-lo e devolvê-lo diferente, para que tudo se use e nada se perca. Porque é algo para se passar o tempo até que seja velho demais para experimentar as coisas sobre as quais se escreve.” – Nicole Krauss

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4) “Por que alguém escreve é uma pergunta que eu posso responder com facilidade, uma vez que eu pergunto frequentemente o mesmo para mim. Acredito que alguém escreve porque precisa criar um mundo onde é possível de se viver. Eu não poderia viver em nenhum dos mundos que me foram oferecidos – o mundo dos meus pais, o mundo da guerra, o mundo da política. Eu tive que criar um mundo para mim mesma, como o clima, o país, uma atmosfera em que eu pudesse respirar, reinar e me recriar quando for destruída por viver. Isso, eu acredito, é a razão por trás de toda obra de arte.” – Anaïs Nin

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5) “É por isso que escrevo, porque a vida nunca funciona a não ser em retrospecto. Você não pode controlar a vida, pelo menos você pode controlar a sua versão.” – Chuck Palahniuk

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6) “Eu escrevo porque eu amo escrever. Eu acho que me tornei escritor para explorar minhas ideias e respostas acerca do mundo à minha volta, do qual eu frequentemente acho difícil de dividir com os outros. Eu também gosto de minha autonomia, e um escritor pode escolher sua própria hora de trabalho – de meia noite ao amanhecer ou em qualquer hora. A dificuldade de se tornar um escritor nunca me incomodou. Eu sabia que iria acontecer para mim mais cedo ou mais tarde. E se você é um escritor, você não precisa se aposentar e pode continuar fazendo o que mais ama até cair da cadeira.” – Alex Miller

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7) “Escrever alivia o meu sofrimento… escrever é minha maneira de reafirmar a minha própria existência.” – Gao Xingjian

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8) “Escrever é a única coisa que, quando eu faço, sinto como se não devesse estar fazendo qualquer outra coisa.” – Gloria Steinem

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9) “Eu acredito que há esperança para todos nós, mesmo entre o sofrimento – e talvez mesmo dentro do sofrimento. E por isso escrevo ficção. É a minha tentativa de manter esse frágil fio de linha de radical esperança, de construir fogo na escuridão.” – John Green.

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10) “É por isso que escrevo – para tentar transformar a tristeza em desejo, solidão em recordação.” – Paulo Coelho.

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Para ler as demais opiniões no original em inglês, clique aqui.