Um Pouco De Magia.

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O mundo pode ser cheio de magia se passarmos a vê-lo sob outro ponto de vista. E não falo de pós mágicos ou palavras em latim que fazem os objetos se mexerem de acordo com a nossa vontade. Falo do Universo e de toda mágica que o rege. A mágica que está tapada pela grande nuvem negra e suja, que os próprios seres humanos constroem com sua inteligência mal aplicada.
De um lado pode estar o dinheiro, o interesse, a maldade, a traição, o sexo superficial e outras coisas que cegam nossa alma. Mas há o outro lado também. O lado onde você tem sempre uma ajuda. Os amigos estão aí, como fadas madrinhas confortadoras, parecidas com as dos contos de fada. Você pode buscar consolo também no sorriso sincero de uma criança ou num carinho genuíno de um pequeno animal.
A magia também está na troca daquele olhar especial, com aquela pessoa que causa reviravoltas em seu estômago.
A magia está por toda a parte, até no ar em que você respira. Algo invisível, mas que o mantém vivo por tempo indeterminado. Você não vê, pois a nuvem negra ainda cega todos nós, espalhando seus frocos de tristeza e decepção por onde passam.
Talvez devêssemos olhar através dessa espessa nuvem com mais frequência, para podermos cultivar aquilo que realmente importa. Se começarmos, cada um, a fazer nossa parte, talvez a utopia de um mundo melhor e curado possa se tornar realidade.

(Trecho do livro Need – Capítulo 8)

13 – Ser Gorda Não É Pecado.

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Não sou a primeira e com certeza não serei a última a falar sobre o culto excessivo ao corpo. Contudo, esse é um assunto que nunca sai de moda e acredito que é sempre bom debater sobre essa questão que há muitos anos vem, de uma maneira ou de outra, acabando com a vida de muita gente.
Me considero uma pessoa viciada em notícias. Diariamente estou visitando os principais sites de jornais e sempre que a TV está ligada, nunca deixo de colocar rapidinho em algum telejornal só para ver sobre o que estão falando. E é impossível deixar de perceber o quanto a ideia de que “a felicidade é sinônimo de magreza” é imposta de maneira opressora sobre nossas cabeças. Principalmente em sites onde a seção de fofocas é posta em evidência, é impossível fugir de títulos como “Fulana mostra as celulites em ensaio fotográfico” ou “Fulano mostra a barriga protuberante em dia na praia”. Isso quando não aparecem matérias sobre “Como conseguir uma barriga negativa em 15 dias!” ou coisa pior por aí.
É muito triste ver amigas minhas pegando gordurinhas mínimas em suas barrigas para encher a boca e dizerem o quanto estão GORDAS, assim mesmo, no caps lock, porque é como a palavra soa para mim. As cinco letras vêm cheias de ódio e repulsa em relação ao próprio corpo e, mesmo que eu fale o quanto elas são lindas e que estão ótimas, elas sempre voltam para aquela dieta de líquidos que vai eliminar aquele “horrendo” tecido adiposo.
A sociedade transformou o corpo da mulher num manequim. Ou pior! Outro dia, no shopping com uma amiga, percebemos que um vestido exposto na vitrine de uma loja estava justíssimo no manequim! Se o boneco tivesse uma boca de verdade para falar, garanto que estaria gritando algo como: “ME TIREM DAQUI, POR FAVOR! ESTOU SUFOCANDO!” porque era exatamente o que roupa estava fazendo. Agora imaginem uma roupa assim no corpo de uma mulher?
Somos rotuladas pelo número de nossas vestimentas, nossa felicidade depende se uma roupa coube em nós ou não. Não podemos comer chocolate, porque engorda. Pizza? Nem pensar! Em uma confraternização com amigos, só um peitinho de frango com salada e olhe lá! Se por acaso uma de nós sai da dieta e come uma lasanha inteira no almoço, num momento de vulnerabilidade e estresse, isso vira uma dor de cabeça para o mês inteiro. Retornamos rapidamente à dieta, planejamos cardápios mais magros e comemos cada vez menos. Quando reencontramos um familiar ou amigo (sem noção, diga-se de passagem), não é difícil ouvir um “nossa, você engordou, hein!” carregado de veneno e julgamento, como se isso ferisse a cartilha de moral e bons costumes.
Eu só quero saber quando, em que momento dessa sociedade que beira à doença mental, determinou que ser gorda é pecado. Que é algo ruim, que estar um pouquinho acima do peso só vai lhe trazer azar, infelicidade eterna e impedir que você atravesse os portões do paraíso. Que é algo tão nojento e repugnante que é capaz de fazer uma pessoa chegar à extremas conseqüências para conseguir o corpo da Candice Swanepoel. Porque, claro, imagino que a Candice não tenha nenhum problema na vida ou traumas que a impedem dormir à noite. Porque ela é “perfeita”, tem uma barriga negativa. E pessoas perfeitas não têm dessas coisas.
Vejam bem: eu não estou dizendo para todo mundo sair comprando 500 barras de chocolate e freqüentar rodízios todo o fim de semana. Também não estou dizendo que comer salada com peito de frango é coisa de gente doida ou ruim para alguém. Saúde SEMPRE deve estar em primeiro lugar. Uma pessoa acima do peso com certeza tem que fazer dieta e exercícios para manter-se saudável, colesterol e glicose são coisas seríssimas, é preciso tomar muito cuidado. O abuso sempre é um equívoco. O que me incomoda é essa ideia absurda de que você ou o seu corpo não valem absolutamente nada se não se enquadrarem em determinadas medidas. É ouvir piadinhas sem graça sobre as gordurinhas de alguém, sobre o peso de alguém. É ver as lojas venderem cada vez roupas menores que nem mais nos manequins estão cabendo! Nos filmes, os protagonistas sempre são magros e alcançam o seu final feliz. Nos livros de romance, a mulher esguia sempre encontra o príncipe encantado (que também é magro!) e é feliz por toda a eternidade. Quantas vezes vocês leram um livro ou viram um filme onde os protagonistas são no máximo “gordinhos”? Pois é…
Garotas coloquem uma coisa na cabeça de vocês: Ser gorda não é pecado. Não é nojento, não é errado. É normal ter gordurinhas, você é humana, você é mulher! Suas ações, suas atitudes, suas escolhas definem você, não o número que aparece quando seus pés pisam sobre uma balança. É permitido comer um cupcake, uma torta de limão, uma pizza de vez em quando. Você não vai engordar 3 kg porque almoçou uma boa macarronada na casa da sua tia num domingo em família. Se algumas pessoas vão deixar de gostar de você porque seu corpo não entra mais naquele vestido PP, me diga: o que você ainda está fazendo perto desse tipo de gente? É realmente isso que deseja para toda a sua vida?
Pessoas felizes são aquelas que se amam, que amam os outros, que espalham alegrias às pessoas, aos animais, à natureza, independente de quanto pesam. Ter uma barriga negativa não segura homem, não segura emprego, não segura felicidade, não segura nada. Do contrário, não veríamos lindas atrizes e modelos, com o corpo ideal, afundadas em drogas em batendo ponto em clínicas de reabilitação ao menos uma vez por ano.
Parem de olhar o reflexo no espelho com obsessão e passem a observar todas as coisas que o mundo tem a oferecer. Parem de se sentir culpadas por ter um corpo diferente, por pesar 2 ou 3 kg a mais que suas amigas. Pecado é odiar a si mesma quando você tem tantas, mas tantas coisas a oferecer ao mundo. As melhores pessoas – aquelas que devemos levar para toda a vida – te amarão pela sua essência, pela sua alma, não pelo seu corpo.
Façam um favor a si mesmas e passem a amar-se. Tirem esse peso das costas, essa doença da cabeça. Porque se vocês não se amarem primeiro, é verdade que ninguém mais vai fazer isso por vocês.
Pensem nisso 😉

Resenha: Um Teto Todo Seu, De Virginia Woolf.

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“Uma mulher precisa de um teto todo seu e 500 libras por ano se deseja escrever ficção”

“ As mulheres têm servido há séculos como espelhos, com poderes mágicos e deliciosos de refletir a figura do homem com o dobro do tamanho natural (…). É por isso que tanto Napoleão quanto Mussolini insistiam tão enfaticamente na inferioridade das mulheres, pois, se elas não fossem inferiores, eles deixariam de crescer. Isso explica, em parte, a necessidade que as mulheres representam para os homens. E serve para explicar o quanto eles ficam incomodados com as críticas delas (…) Pois se ela resolver falar a verdade, a figura refletida no espelho encolherá; sua disposição para a vida diminuirá. Como ele continuará a fazer julgamentos, civilizar nativos, criar leis, escrever livros, vestir-se bem e discursar banquetes, a menos que consiga ver a si mesmo no café da manhã e no jantar com pelo menos o dobro do tamanho que realmente tem?”

O livro “Um Teto Todo Seu”, da escritora inglesa Virginia Woolf, marcou-a como um influente símbolo feminista. O ensaio – que foi escrito para uma palestra que Virginia daria para mulheres na Universidade de Cambridge – é escrito com um toque de ficção, onde Virginia discorre sobre suas ideias sob o pseudônimo de Mary Seaton (ou Benton, ou Hamilton ou Charmichael – referindo-se a uma balada antiga sobre as damas de companhia da rainha Mary Stuart, da Escócia) e faz uma narração sobre a busca dessa personagem pela resposta ao desafio que lhe foi proposto: falar sobre mulheres e ficção.
Já no começo do livro, a autora demonstra a submissão da mulher na sociedade da época através de simples detalhes – o fato de não poderem entrar na biblioteca dos homens (apenas acompanhadas de outro estudante ou com alguma carta de recomendação), de comer uma comida diferente, mais insossa, ali na própria faculdade, enquanto os homens têm a possibilidade de desfrutar de pratos mais requintados.
Partindo da questão de que não havia muitas mulheres escrevendo ficção na época – argumento que supostamente provava que o sexo masculino era intelectualmente superior ao masculino – Virginia revisita sua própria biblioteca à procura da história da mulher, desde a Idade Média, até os dias atuais (Virginia trabalhou no livro por volta do ano de 1928). Até pouco tempo atrás as mulheres recebiam pouca ou nenhuma educação, o que as impossibilitava de criar uma obra literária de destaque. Como produzir um livro de grande teor intelectual quando desde os primórdios a mulher foi criada para cuidar da casa, parir quantos filhos o marido quisesse e viver em função deste? Como conseguir sentar, pensar, escrever, dedicar-se a uma obra sem qualquer base educacional, em um ambiente cheio de crianças e, geralmente, com tão poucos recursos? É de se admirar que Charlote Brontë e Jane Austen tenham produzido obras clássicas como Jane Eyre e Orgulho e Preconceito, respectivamente, numa sociedade onde a mulher mal vivia para si mesma.
Para exemplificar seus argumentos, Woolf faz seguinte pergunta: E se Shakespeare tivesse uma irmã com o mesmo talento e base educacional que ele? Ela teria a oportunidade de explorar este talento e ser reconhecida mundialmente através dos séculos? Virginia então começa a narrar uma fictícia história sobre essa irmã que, obviamente, encontra bastante dificuldade – principalmente pelo preconceito – de evoluir e compartilhar seu talento.
Além do mais, como diz a frase clássica do livro, para uma mulher se dedicar à ficção, ela precisa de um teto todo seu e dinheiro suficiente para se sustentar. O que, na época, era privilégio para poucas.
Apesar de ter sido chamada para falar sobre a relação direta da mulher com a ficção, Virginia não dos dá uma ideia pronta sobre o assunto. Ela convida às mulheres a arregaçarem as mangas, molhar a pena no tinteiro e escrever, verdadeiramente, sobre o que se pensa, sobre o que se sente, sempre tentando enxergar além.
O livro finaliza com uma leve previsão sobre o futuro, onde ela imagina as mulheres tendo mais liberdade profissional, social e intelectual. O que, de fato, aconteceu. Contudo, estamos em 2014 e ainda existem homens ganhando o dobro do salário do que as mulheres, mesmo ambos exercendo a mesma função. Ainda somos julgadas sobre como nos vestimos, sobre o que pensamos e se decidimos ou não ter um parceiro até o fim de nossas vidas. Ainda há muito, muito a ser feito e conquistado.
“Um Teto Todo Seu” é um livro atemporal. É indicado para qualquer mulher que queira conhecer um pouco mais sobre a história de seu sexo, não só na área da Literatura, mas também em relação à sociedade patriarcal moralista e opressora. É para qualquer menina que esteja se transformando em mulher. É para qualquer senhora idosa que sobreviveu os anos ainda sob o pensamento machista da sociedade. E é também para os homens que querem ou precisam entender, nem que seja só um pouquinho, o passado injusto e cruel entre ambos os sexos, e enxergar a mulher como um outro ser humano, com as mesmas capacidades e talentos para alcançar o que quer que seja neste mundo.

Título: Um Teto Todo Seu
Autor: Virginia Woolf
Editora: Tordesilhas
Número de Páginas: 189

8 Peculiares Bibliotecas Americanas Que Você Vai Querer Visitar!

É seguro dizer que bibliotecas e livrarias são o lugar favorito de qualquer pessoa viciada em leitura. Só de estar no meio de um monte de livros, ter a oportunidade de escolher uma entre milhares de histórias, sabendo que uma delas pode vir a mudar sua vida, é sensacional demais.
O fotógrafo Robert Dawson percorreu todos os estados americanos em busca de diversas bibliotecas para o seu livro: “The Public Libary”. O livro (infelizmente ainda não disponibilizado no Brasil) traz imagens incríveis de bibliotecas de diversos tipos e tamanhos, em lugares que jamais poderíamos imaginar, devido ao clima e à estrutura local, ter uma casa de livros.
Veja algum desses lugares:

1) Central Library, Seattle, Washington

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2) Peterborough Town Library, Peterborough, New Hampshire

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3) Esperanza Moreno Regional Branch Library, El Paso, Texas

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4) Library, Roscoe, South Dakota

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5) Exterior, Willard Library, Evansville, Indiana

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6) Sculpture, cliffs, and Springdale Branch Library, Springdale, Utah

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7) Yarborough Branch Library, Austin, Texas

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8) Library, Death Valley National Park, California

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Para mais fotos e informações, clique aqui.

E aí? Qual dessas bibliotecas você daria tudo para visitar? 😉

Conheça Kodaline.

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Quem São: Kodaline é uma banda irlandesa formada em 2005. Seu primeiro nome foi “21 Demans”, até que em 2011 mudaram o nome para Kodaline. Integrantes são: Stephen Garrigan (vocais), Vinnie May Jr (bateria), Jason Boland (baixo) and Mark Prendergast (guitarra).

O Trabalho: Kodaline pode ser classificada como uma banda de Indie Rock. O tom melancólico das canções e as letras de amor fazem lembrar um pouco Coldplay no começo da carreira. O primeiro single da banda, chamado “Give Me A Minute” atingiu o topo das paradas irlandesas, o que fez com que fosse o primeiro debut de uma banda independente a conseguir tal feito. Em 2013 lançaram o primeiro álbum de estúdio, intitulado “In a Perfect World”. No dia 20 de junho de 2013 o álbum atingiu o primeiro lugar nas paradas irlandesas.
As músicas de Kodaline já fazem parte de diversas trilhas sonoras, como dos seriados Grey’s Anatomy, Reign, Vampire Diaries e do filme “A Culpa É Das Estrelas”.

Meu Top 3 de Melhores Músicas:

1º One Day

2º Love Like This (Acoustic)



3º All I Want

 

Media:

http://www.facebook.com/Kodaline
http://www.youtube.com/KodalineVEVO

http://www.youtube.com/user/Kodalinemusic

A Criação.

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Hoje só quero sentir a caneta
Sem palavras certas ou frases coesas
Desejo apenas sentar e observar
Uma linha de tinta transformar-se em letra.

Pelo mundo admiram-se
Diversos tipos de arte
A pintura, a música, a literatura
Este último do qual faço parte.

Enaltecem coisas completas
O quadro pronto, a canção composta, o livro escrito
Mas para mim nada é mais perfeito
Do que criar uma base para o infinito.

Da casinha do A
À sinuosa estrada do Z
O caminho de criar
E o que mais amo percorrer.

Uma por uma, lado a lado
As letras se unem, dando início ao seu bailado
E dançam uma perfeita valsa no salão
Que pavimentará o caminho da criação.

Bom ou ruim
Isso não importa
Não importa agora
A ponta fina segue
Segue escrevendo a sua história.

A tinta azul deslizando
Sobre o papel em branco
É o regozijo profundo
Que me salva do pranto.

 

10 Palavras Que Não Possuem Tradução Representadas Em Imagens.

A artista Anjana Iyer criou um projeto chamado “Found In Translation”, onde se propôs, durante 100 dias, a fazer uma imagem diária sobre palavras de diversas línguas que não possuem tradução para o inglês. O resultado foi uma sucessão de imagens que traduzem perfeitamente o que a própria palavra, em outra língua, não consegue. Confiram:

 

1) Uma pessoa muito, muito azarada.

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2) Uma garota bonita… mas apenas vista de costas.

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3) Uma pessoa que faz perguntas demais

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4) Uma pessoa muito sensível ao tempo frio e a baixas temperaturas.

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5) Sentir-se nostálgico por um lugar onde você nunca esteve.

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6) A frustração sentida por esperar alguém que não aparece.

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7) Literalmente: “Histórias com Ursos” – refere-se a eventos tão extravagantes e malucos que parecem impossíveis de ser verdade.

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8) A resistência de uma pessoa em largar uma ilusão.

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9) Uma mulher, geralmente velha e solitária, que se dedica a criar gatos abandonados.

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10) O ato de deixar um livro não lido após comprá-lo, geralmente deixando-o empilhado com outros livros não lidos.

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Veja mais sobre o trabalho de Anjana Iyer  aqui e aqui! 😉

Você.

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Acordar.
Tomar café.
Você.
Caminhada matinal.
30 minutos.
Volta pra casa.
Você.
Tomo um banho, pego o carro.
Ligo as notícias, dirijo com cuidado.
Respiro fundo antes de pisar no trabalho.
Você.
Dia tranqüilo.
Tarefas a fazer.
Tarefas feitas.
Hora do almoço.
Cenouras.
Você gostava de cenouras.
Você.
Você.
Você.
Ignoro as cenouras.
Não gosto mais.
Elas têm seu gosto.
Você.
Retorno ao escritório.
Trabalho.
Trabalho.
Trabalho.
Você.
Fim do expediente.
Eu tento, tento esquecer.
Juro.
Parece mentira.
Mas não é.
Penso no que tenho que fazer.
Comprar o presente de aniversário da Marcela.
Churrasco na casa do Robson no domingo.
Afazeres.
Compromissos.
E hoje?
O que tem pra hoje?
Você!
Não!
Não mais.
Não mais você.
O que tem pra hoje?
Basquete no fim da tarde na quadra com os amigos.
Troco de roupa, cumprimento os parceiros de jogo.
Sua voz.
Sua voz dizendo que me ama.
Sua voz dizendo que não me ama mais.
Cesta!
Você.
Conversa com os amigos após o jogo.
Assuntos banais, gargalhadas casuais.
Você.
Você.
Despedida.
Promessa de um próximo jogo na semana seguinte.
Trânsito.
Trânsito de São Paulo.
Você.
Que inferno!
Buzinas intermináveis.
Paciência se esgotando.
Ligo o rádio.
Essa rádio não presta.
Mudo.
Nossa música está tocando.
Merda!
Você.
Você.
Você.
Você.
Você.
Desligo o rádio.
Desisto.
O que mais eu tenho a fazer?
Barzinho no fim da noite.
Futebol na tv.
Você.
Menina bonita dos olhos claros.
Sorrio encarando-a.
Ela sorri de volta.
Me aproximo.
Ofereço-lhe uma bebida.
A conversa flui. Passam-se 2 horas.
O clima aparece e o beijo acontece.
Eu gosto. Ah, eu gosto!
Mas não é você.
Você.
Você.
Você.
Você.
Não a levo para casa.
A deixo no bar, com a promessa de um outro encontro.
De um encontro que eu não sei se vai se repetir.
Porque estou acompanhado.
Em minha mente doentia, estou acompanhado.
Volto pra casa com você.
Tomo banho com você.
Escovo os dentes com você.
Deito com você.
Durmo.
Durmo e sonho.
Sonho com você.
O que mais eu tenho a fazer?

Então escrevo-lhe esta carta pedindo, rogando por uma cura, por uma resposta.
Se me enfeitiçou, quero o antídoto!
Bruxa!
Me dê este antídoto!
Pago o que quiser, dou-lhe o que desejar!
Mas me dê o antídoto que me liberará de minha miséria.
Que me livrará de você.
Que me livrará do que sou quando penso em você.
Que te arrancará do meu organismo, do meu espírito.
Você, você e você.
Apenas você.
Todos os dias.
Todos os dias de minha vida.
Todos os dias de minha vida desde que você foi.
Você.

 

Trecho do livro “Cartas de Gaveta”. Para comprar o ebook, clique aqui!

12 – Intuição.

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A seguinte pergunta tem rondado por minha cabeça esses dias: “Nas adversidades, como saber se devemos seguir em frente ou se os impedimentos da vida são um sinal para que sigamos outros caminhos?”
Já escutei muitas pessoas dizerem que nos momentos de dificuldades devemos continuar insistindo, seguindo em frente, por mais que tudo pareça impossível e complicado. Mas também já ouvi que, em certas ocasiões, quando tudo dá errado e você sente como se estivesse batendo o martelo no mesmo prego, insistentemente, sem que este afunde a madeira, é um sinal do Universo para que procure outro caminho ou alguma outra ferramenta para bater no martelo. Então, como saber qual das duas opções seguir? Como saber se está perdendo tempo e energia em algo que já provou de diversas vezes que dará errado ou se os obstáculos são apenas etapas, como aquelas fases de videogame, que apenas estão em seu caminho para que você possa superar-se e ganhar o pote de ouro no fim da estrada? O mau ator deve continuar insistindo em uma carreira artística, mesmo quando todos são bem claros quanto a ele não possuir talento algum? Um cantor deve continuar perseguindo o seu sonho mesmo quando não consegue acertar uma nota aguda sequer?
Eu não sei se tenho as respostas certas para estas perguntas. Não sou uma acadêmica de filosofia ou algo do tipo para chegar a conclusões assertivas acerca de tais questões. Contudo, penso que os dois caminhos são válidos. Muitas pessoas seguem certas direções acreditando que aquilo será o melhor para suas vidas ou por pressões familiares. E quando se chega a uma etapa do processo em que a coisa não anda, em que suas expectativas não são alcançadas e a frustração vira o seu nome do meio, talvez seja mesmo a hora de rumar por outras estradas. Principalmente se você não se sente encaixado ou pertencente a determinado lugar. Persistir em algo que não o faz feliz realmente é um erro.
E então existe o outro lado, onde o que se está buscando é o que o faz feliz, é o que o faz pertencer a algum lugar. Chame de intuição ou sexto sentido, existe algo dentro de nós, como uma luzinha em um escuro e longo túnel, como uma chama que acabou de nascer, que nos faz sentir que estamos no caminho. Mesmo que você seja um ator muito criticado ou um cantor muito desafinado, você simplesmente sabe que aquela é sua vida, não importa se terá milhões no banco ou se terá de batalhar por um mínimo no final do mês para pagar as contas pelo resto de seus dias. Quando realmente queremos, quando desejamos algo com afinco, mesmo que nosso talento seja limitado, com disposição e muita persistência podemos aprender cada vez mais até atingir o nosso objetivo. Se você é um mau ator, procure melhorar. Faça caretas frente ao espelho, veja 5 filmes por dia, anote o que você mais gostou na atuação de alguém e tente imitar. Se você é um cantor desafinado, prossiga nas aulas de canto, veja as 1001 formas com que pode usar a sua voz. Eu peguei essas duas profissões como parâmetros para explicar que é possível ser quem desejar, apesar das dificuldades e obstáculos que parecem nunca sair do caminho, se você realmente lutar e persistir naquilo que ama.
Penso que cada vez que nos depararmos com a questão “desistir ou seguir em frente?”, cada vez que nos vemos encarando tantas dúvidas em relação ao nosso futuro, quando tudo parece estar errado, devemos, antes de mais nada, nos perguntar: “É isso mesmo o que eu quero? É isso o que eu quero fazer pelo resto da minha vida?”
Por um breve minuto, esqueçam dinheiro, família ou promessas passadas feitas a si próprio. Reserve-se um momento em silêncio, procure bem lá no fundo a sua luz no fim do túnel ou a chama nascente e sinta o que ela realmente quer lhe dizer. Mesmo que demore alguns dias ou algumas semanas, a sua intuição o levará à decisão correta por mais que agora tudo pareça tão confuso e conflitante. Se você confiar em si mesmo e na sua voz interior, sem qualquer medo interferindo em seu julgamento, eu garanto: não há como errar.