Escritor 03 – Markus Zusak

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Markus Zusak é um escritor australiano, nascido em 23 de Junho de 1975. É filho de um austríaco e de uma alemã, e cresceu numa casa com mais 4 irmãos em Sydney.
Quando criança, Markus queria ser um pintor como seu pai. Mas não demorou muito para perceber que ele não tinha talento para tal e que aquilo o entediava. Foi através dos livros que Markus encontrou o seu verdadeiro destino. Após ler “O Velhor e o Mar” de Ernest Hemingway e “What’s Eating Gilbert Grape’ de Peter Hedges, ele decidiu que queria ser escritor. Zusak levou sete anos para conseguir publicar seu primeiro livro, sofrendo rejeições atrás de rejeições pelas editoras, o que ele considera positivo, pois este fato o ajudou a melhorar e desenvolver cada vez mais seu trabalho.
Markus cresceu ouvindo histórias sobre a Segunda Guerra Mundial, contadas por seus pais. Dentre as histórias, destacavam-se os sofrimentos dos judeus na Alemanha Nazista e o bombardeio de Munique. Essas histórias ficaram marcadas em sua mente e serviram como plano de fundo para o seu livro mais famoso “A Menina Que Roubava Livros”, que foi sucesso mundial sendo traduzido para mais de 40 línguas. Contudo, seu talento literário não se resume apenas a este livro. A trilogia dos irmãos Wolfe (O Azarão, Bons de Briga e A Garota Que eu Quero) e o livro “Eu Sou O Mensageiro” já foram premiados com prêmios de literaturas para jovens. Por causa deste último foi agraciado com o Printz Honor em 2006 como melhor autor de livros juvenis.
Zusak é um escritor bem próximo de seus fãs, tendo conta em twitter, facebook e até mesmo tumblr, usando uma linguagem jovem, direta e com toques de humor. Ele está terminando o seu sexto e aguardadíssimo livro chamado “The Birdge Of Clay” e espera que este seja o melhor de sua carreira.
Markus Zusak ainda reside em Sydney com suas esposa e dois filhos. Nas horas vagas gosta de surfar e assistir filmes.

Principais Obras:

Eu Sou O Mensageiro (2002)
A Menina Que Roubava Livros (2005)

Opinião Pessoal: Sempre ouvi falar muito bem de A Menina Que Roubava Livros, mas demorei um tempinho até lê-lo. Foi após uma frase em especial, que até hoje é minha favorita, citada pela minha amiga Jéssica em uma conversa nossa, que me fez ir correndo no mesmo dia comprar o livro. Assim que eu li o primeiro capítulo de madrugada, eu já senti que aquele livro era diferente. E não estou dizendo isso para o poste ficar mais bonitinho e romântico! Eu senti mesmo, quando comecei a ler as primeiras frases de uma história contada pela Morte e o tipo de escrita singular de Zusak, eu sabia que tinha algo diferente ali de tudo que eu já havia lido antes. Eu sempre digo que este é meu livro favorito. Ele mudou muito minha visão sobre o mundo, sobre as pessoas e me transformou completamente como escritora. Depois que fui atingida pela escrita maravilhosa de Zusak eu soube mais ainda que era o mesmo caminho que queria seguir. Sou bastante influenciada pelo seu jeito de escrever, pois acho sensacional o fato dele seguir um estilo diferente das narrativas comuns dos livros que vemos por aí. Ao ler um livro de Zusak, seja A Menina que Roubava Livros, Eu Sou o Mensageiro ou até mesmo a trilogia dos irmãos Wolfe, seus primeiros livros onde sua escrita ainda estava se desenvolvendo, você é transportado imediatamente para a cabeça do personagem. Seu jeito único de ajeitar parágrafos de acordo com os pensamentos de seus protagonistas, o fato de usar as pontuações de seu jeito, dá uma sensação de fluidez e um toque poético que eu raramente encontro nos livros que seguem rigorosamente a gramática. Esse estilo literário o difere dos escritores comuns e o torna fantástico ante meus olhos. Talvez seja por isso que ele e Virginia Woolf são meus escritores favoritos, pois eles escrevem os livros de um jeito próprio, ignorando certas regras de gramática, e isso é essencial para passar verdadeiramente a tensão ou a emoção de uma cena.
Ao contrário de muitos autores consagrados, Markus Zusak consegue fazer ótimos livros e com uma linguagem fácil, porém carregada de sentimento e verdade. Suas obras até hoje se mantém entre as listas de mais vendidos de inúmeros países, alcançando cada vez mais admiradores que esperam ser arrebatados e emocionados por seus próximos livros.

Cuera

Cuera

Carioca de nascimento e mineira de alma. Coleciona um pouco de tudo: séries, livros, filmes, cadernos, memórias, objetos inúteis e até horas infinitas de procrastinação (provavelmente estará no programa “Acumuladores” no futuro). É escritora e quer viver de fazer literatura (isso se o livro que está escrevendo sair algum dia das 18 páginas escritas)
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