Escritor 08 – Manuel Bandeira

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Manuel Carneiro de Souza Bandeira Filho nasceu em 19 de Abril de 1886 em Recife.
Foi poeta, tradutor, professor e crítico de artes. Filho do engenheiro Manuel Carneiro de Souza Bandeira e de Francelina Ribeiro, abastada família de proprietários rurais, advogados e políticos.
Estudou no colégio Pedro II, quando morou no Rio de Janeiro e em 1904 mudou-se para São Paulo, onde cursou a Escola Politécnica. Devido à grande influência de seu pai, decidiu estudar arquitetura. Porém teve de interromper seus estudos ao ser diagnosticado com uma tuberculose. Buscou tratamento em várias cidades, entre elas Teresópolis (RJ), Petrópolis (RJ) e Campanha (MG). Mudou-se para o sanatório de Clavadel, na Suíça, a fim de continuar o tratamento. Lá conhece o poeta francês Paul Éluard e conversam sobre as inovações artísticas que vinham acontecendo na Europa.
Entre 1916 e 1920 perde a mãe, a irmã e o pai.  Em 1917 publica o seu primeiro livro chamado “A Cinza das Horas”, em uma edição de 200 exemplares, custeada por ele mesmo.
Numa reunião na casa de Ronald de Carvalho, em Copacabana, no ano de 1921, conhece Mário de Andrade. Em 1922, Manuel Bandeira e Mário de Andrade começam a trocar correspondências e criam uma forte amizade. Bandeira não participa da Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro em São Paulo, no Teatro Municipal. Na ocasião, porém, Ronald de Carvalho lê na abertura o poema “Os Sapos”, de seu livro  “Carnaval”.
Em 1940 foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, sucedendo Luís Guimarães e em 1941 começou a fazer crítica de artes plásticas em A Manhã, no Rio de Janeiro.
Manuel Bandeira morreu no dia 13 de outubro de 1968.

Principais Obras:

A Cinza das Horas (1917)
Carnaval (1919)
Libertinagem (1930)
Estrela da Manhã (1936)

Opinião Pessoal: Meu interesse pela poesia vem crescendo cada vez mais. Se Leminski me introduziu ao prazer de ler poesia, por assim dizer, Manuel Bandeira é o responsável por me fazer amá-la cada vez mais. Seus versos livres fluem com bastante naturalidade e suas palavras são sutis e simples. Manuel Bandeira te faz sentir confortável com um livro dele em suas mãos. Sua linguagem coloquial nos faz sentir como se fôssemos amigos íntimos, ouvindo os versos de um maravilhoso poeta como se fizéssemos parte daquele mundo.
Como escritora, procuro sempre aprender mais, principalmente em relação à poesia. Diria que Bandeira é um ótimo professor, pois eu mesma senti diferença nos meus trabalhos a partir da leitura de seus poemas. Sua escrita me deixa inspiradíssima e eu sempre acabo por ler alguns de seus maravilhosos poemas com uma sensação de leveza e prazer dentro de mim.
Abaixo deixo um dos poemas que mais gosto de Bandeira:

Andorinha

Andorinha lá fora está dizendo:
— “Passei o dia à toa, à toa!”

Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa . . .

Cuera

Cuera

Carioca de nascimento e mineira de alma. Coleciona um pouco de tudo: séries, livros, filmes, cadernos, memórias, objetos inúteis e até horas infinitas de procrastinação (provavelmente estará no programa “Acumuladores” no futuro). É escritora e quer viver de fazer literatura (isso se o livro que está escrevendo sair algum dia das 18 páginas escritas)
Cuera

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2 comments / Add your comment below

  1. Bandeira é o poeta que eu poderia ler pro resto da vida sem nunca enjoar. Um escritor maravilhoso. Sempre que preciso analisar poesia, quero analisar a dele, porque me faz um bem danado. Ótima escolha!

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