Escritor 18 – Hans Christian Andersen

 

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Hans Christian Andersen nasceu no dia 02 de Abril de 1805, em Odense, na Dinamarca.
Nasceu numa família muito pobre, filho de um sapateiro e de uma lavadeira. A família vivia numa casa com um único cômodo. Seu pai sempre incentivou sua criatividade contando-lhe histórias através de um teatro de marionetes. Aprendeu a ler muito cedo e também memorizou algumas peças de Shakespeare, que apresentava em seu teatrinho de marionetes. Seu pai veio a falecer quando o menino tinha apenas 11 anos de idade. Sua mãe casou-se novamente e Hans teve de aprender a se virar sozinho. Largou os estudos e mudou-se para a capital Copenhague, a fim de começar uma nova vida como cantor de ópera. Lá, conheceu o diretor do Teatro Real, Jonas Collin, e começou a trabalhar como ator e bailarino, além de escrever algumas peças de teatro. Hans conquistou o carinho do diretor, que resolveu financiar seus estudos. Em 1828 ingressou na Universidade de Copenhague.
Em 1835 ganhou fama internacional com o seu romance “O Improvisador”, graças às viagens que fez por toda a Europa.
Após passar por uma crise financeira aos 22 anos, Hans Christian Andersen começou a escrever contos infantis inspirados nas histórias populares que ouvia quando criança. Depois passou a escrever sobre o mundo das fadas. A tentativa deu certo. Suas palavras atraíram multidões e seus contos foram ficando cada vez mais famosos. Conseguiu reergue-se financeiramente e consagrar-se como um dos primeiros escritores de literatura infantil no mundo.
A data de seu nascimento, 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infanto-Juvenil.

Principais Obras:

A Sereiazinha
O Soldadinho De Chumbo
O Patinho Feio
A Pequena Vendedora De Fósforos
A Polergazinha
A Roupa Nova Do Imperador

Opinião Pessoal:

Que criança não cresceu ouvindo pelo menos uma das histórias de Hans Christian Andersen? Eu acho que ouvi quase todas das mais famosas e, até hoje, mesmo “grande”, ainda fico encantada com a criatividade e a sensibilidade com que essas histórias são escritas.
Seus livros são direcionados para o público infantil, contudo, qualquer adulto é capaz de se emocionar com suas histórias, principalmente pelo cunho trágico que permeia na maioria delas.
Lembro que, quando era criança, me irritava ouvir alguma de suas histórias onde o personagem morria ou sofria até o último minuto, eu pensava que esse escritor era amargo e que não gostava de finais felizes. E, como toda criança (e muitos adultos também!), eu só queria saber de finais felizes. Porém, ao crescer, temos uma visão melhor do mundo, a partir de novas experiências, de um olhar diferente sobre a vida. Quando pequenos, olhamos a histórias como elas nos são apresentadas, poucas vezes conseguimos ler nas entrelinhas ou achar alguma moral. Agora eu vejo todo o senso crítico de Hans Christian Andersen, principalmente em relação à desigualdade que a raça humana vive através dos séculos. O autor sofreu na pele essa desigualdade, essa falta de adequação ao que é imposto como “certo” pela sociedade e fez de suas experiências, de suas dores, palavras que atravessam séculos, que nos encantam até hoje e que com certeza encantará também as próximas gerações.

Evelyn Marques
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