Escritor 26 – Jane Austen

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Jane Austen nasceu em 16 de dezembro de 1775, em Steventon, Hampshire, Inglaterra, sendo a sétima filha do reverendo George Austen, o pároco anglicano local, e de sua esposa Cassandra (cujo nome de solteira era Leigh). O reverendo Austen era uma espécie de tutor, e suplementava os ganhos familiares dando aulas particulares a alunos que residiam em sua casa. A família era formada por oito irmãos, sendo Jane e sua irmã mais velha, Cassandra, as únicas mulheres. Cassandra e Jane eram confidentes, e hoje se conhece uma série de cartas de sua correspondência.É considerada a maior escritora de todos os tempos, de acordo com sua jornada de vida que arrasta milhões de fãs por todo o mundo e encanta a todos com sua literatura épica.
Em 1783, Jane e Cassandra foram para a casa da Sra. Cawley, em Southampton, para prosseguir a educação sob sua tutela; porém tiveram que regressar para casa, devido a uma enfermidade infecciosa em Southampton. Entre 1785 e 1786, ambas foram alunas de um internato em Reading, lugar que pode ter inspirado Jane para descrever o internato da Sra. Goddard, que aparece no romance Emma. A educação que Austen recebeu ali foi a única recebida fora do âmbito familiar. Por outro lado, sabe-se que o reverendo Austen tinha uma ampla biblioteca e, segundo ela mesma conta em suas cartas, tanto ela quanto sua família eram “ávidos leitores de romances, e não se envergonhavam disso”. Assim como lia romances de Fielding e de Richardson, lia também Frances Burney. O título de Orgulho e Preconceito, por exemplo, foi retirado de uma frase dessa autora, no romance Cecilia.
Não há provas de que Jane foi cortejada por ninguém, apesar de um breve amor juvenil com Thomas Lefroy (parente irlandês de uma amiga de Austen), aos 20 anos. Em janeiro do ano seguinte, 1796, escreveu a sua irmã dizendo que tudo havia terminado, pois ele não podia casar por motivos econômicos.
Em 1809 se mudaram para Chawton, perto de Alton e Winchester, onde seu irmão Edward podia abrigá-las em uma pequena casa dentro de uma de suas propriedades. Esta casa tinha a vantagem de ser em Hampshire, o mesmo condado de sua infância. Uma vez instaladas, Jane retomou suas atividades literárias revisando Sense and Sensibility, que foi aceita por um editor em 1810 ou 1811, apesar de a autora assumir os riscos da publicação. Foi publicado de forma anônima, em outubro, como pseudônimo: “By a Lady”. Segundo o diário de Fanny Knight, sobrinha de Austen, esta recebeu uma “carta da tia Cass pedindo que não fosse mencionado que a tia Jane era a autora de Sense and Sensibility”.2 Teve algumas críticas favoráveis, e se sabe que os lucros para Austen foram de 140 libras esterlinas.
Animada pelo êxito de Sense and Sensibility, a autora tentou publicar também Pride and Prejudice, que foi vendido em novembro de 1812 e publicado em janeiro de 1813. Ao mesmo tempo, começou a trabalhar em Mansfield Park. Em 1813, a identidade da autora de Pride and Prejudice começou a difundir-se, graças à popularidade da obra e à indiscrição da família. Nesse mesmo ano foi publicada a 2ª edição de suas obras, e em maio de 1814 surgiu Mansfield Park, obra da qual se venderam todos os exemplares em seis meses, e Austen começou a trabalhar em Emma.
Austen começou Persuasion em agosto de 1815, mas um ano depois começou a se sentir mal. No início de 1817 começou Sanditon, porém teve que abandonar a obra por seu estado de saúde. Para receber tratamento médico foi levada a Winchester, onde faleceu em 18 de julho de 1817.
Suas últimas palavras foram: “Não quero nada mais que a morte”.4 Tinha 41 anos.
Em seu testamento, legou tudo o que tinha para sua irmã Cassandra. Na época, não se sabia a causa de sua morte; hoje, considera-se que foi Doença de Addison. Está enterrada na Catedral de Winchester.

Biografia retirada do Wikipédia.

Principais Obras:

Razão e Sensibilidade (1811)
Orgulho e Preconceito (1813)
Emma (1815)
Persuasão (1818)

Opinião Pessoal:

Jane Austen é atemporal. Apesar de seus romances narrarem a sociedade inglesa e destacar a educação dada à mulher na época, é possível qualquer um se identificar com os conflitos de seus personagens. É muito comum os jovens leitores de hoje em dia pegarem algum livro do século XIX e torcer o nariz, acharem enfadonho ou difícil demais para ser lido. Com Jane Austen isso é mais difícil acontecer. Sua escrita é bastante fácil e compreensível, os dramas de suas protagonistas podem assemelhar-se ao que algumas mulheres vivem hoje em dia. Muitas vezes me vi no lugar de Emma ou Elizabeth, personagens de Emma e Orgulho e Preconceito respectivamente, principalmente na forma de pensar ou falar. Mesmo com séculos de diferença, suas histórias são capazes de nos tocar, instruir e entreter a pessoas de qualquer idade.
Gosto da delicadeza de sua escrita. Gosto muito. É gostosa, é instrutiva. Mesmo quando trata de assuntos mais sérios e críticas, usando toda a ironia que lhe é característica, ainda assim consegue manter a sutileza das palavras. Talvez seja toda a educação e polidez inglesa que se mostra presente até mesmo em uma discussão mais séria entre os personagens. Sua forma de narrar histórias paralelas e amarrar todo o enredo com muito talento é algo que me encanta como uma escritora aspirante.
Ler Jane Austen é reconfortante e um aprendizado, tanto como leitora, tanto como escritora. É impossível não se sentir bem após a leitura de alguns de seus livros e desejar devorar os próximos na primeira oportunidade.
É leitura obrigatória para quem se interessa em descobrir e aprender mais sobre uma boa e clássica literatura.

Johnson Tsang: Escultor Do Impossível.

Sempre fui apaixonada por artes, principalmente àquelas relacionadas às letras. Adoro admirar e perceber tudo o que pode vir da cabeça do homem, até que ponto nossa criatividade é capaz de chegar.
Procuro sempre postar no site coisas relacionadas à Literatura e qualquer outra área que envolva as letras como instrumento de arte. Porém, ao ver o trabalho de Johnson Tsang, eu tive que abrir uma exceção. O trabalho desse homem merece ser divulgado e elogiado infinitamente.
Johnson transforma peças de cerâmicas nas mais detalhadas e bem feitas esculturas que eu já vi na vida. E não só o seu talento manual deve ser valorizado: a criatividade com que monta as peças, o estilo único com que visualiza questões simples, como o cair da água sobre uma superfície, ou questões mais complexas, como um dragão emergindo de um prato, é de deixar qualquer um com a boca até o chão. Ele reproduz em uma cerâmica imagens “impossíveis”, capazes de serem capturadas apenas em um video em câmera lenta ou em uma fotografia precisa. Em seu site, Johnson mostra o passo a passo do processo criativo. Do contrário, eu não iria acreditar que tanto talento poderia caber num um único ser!
Confesso que esculturas, ainda que me atraiam muito, é a área artística com que menos me sinto familiarizada. Tirando o trabalho de Camille Claudel e alguns outros, eu não conheço muito sobre a parte mais profunda da coisa para continuar falando infinitamente aqui. Vou poupá-los de meus elogios simplórios, que só iriam resumir-se em “lindo”, “maravilhoso” ou “chocante”, e postar algumas fotos que mais gostei sobre o trabalho deste grande artista.

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Para mais trabalhos incríveis e impressionantes, visite o site do escultor: http://johnsontsang.wordpress.com/

Escritor 24 – Christopher Paolini

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Christopher Paolini nasceu no dia 17 de novembro de 1983 em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos .
Exceto por alguns anos em Achorage, Alasca, ele passou a vida inteira na região de Paradise Valley, no estado norte-americano de Montana, onde ainda reside. Ele vive com os pais e a sua irmã mais nova, Angela, numa rústica casa às margens do rio Yellowstone , cenário o qual Paolini descreve como uma de suas principais fontes de inspiração.
Christopher foi educado pelos seus pais. Ele frequentemente escrevia pequenas histórias e poemas, fazendo visitas à biblioteca e lendo muito. Entre as inspirações literárias de Paolini figuram as obras de J.R.R. Tolkien, E.R. Eddison e o poema épico Beowulf. Cinco de seus livros favoritos são: os exemplares da trilogia His Dark Materials de Philip Pullman; Duna por Frank Herbert; e Anna Karenina de Leon Tolstói.
O escritor ainda disse que as montanhas e florestas de Paradise Valley (no estado de Montana), onde reside, é “uma das principais fontes de inspiração” para ele.
Christopher cresceu ouvindo muita variedade musical, mas a clássica ardeu a sua imaginação e ajudou-o a escrever. Ele ouvia freqüentemente Mahler, Beethoven e Wagner enquanto escrevia Eragon. A batalha final de Eragon foi escrita ao ouvir Carmina Burana, por Carl Orff.

Biografia retirada do Wikipédia

Principais Obras:

Eragon (2002)
Eldest (2006)
Brisingr (2008)
Herança (2011)

Opinião Pessoal:

Christopher Paolini é realmente um prodígio! Ele começou a elaborar a saga já aos 15 anos de idade, com todos os detalhes e mapas da história. Toda a leitura que ele teve quando mais novo provavelmente influenciou tamanha criatividade. Ainda assim, é de se admirar que uma saga tão completa tenha vindo de uma mente tão jovem. Suas descrições sobre os cenários da história e acerca dos sentimentos dos personagens são bem feitas, fazendo com que você se sinta dentro da terra mágica que ele criou. Infelizmente a adaptação do filme para o cinema ficou muito aquém do livro, não permitindo a mesma sensação e emoção que se tem ao ler os livros.
É notável a influência de Tolkien em seus escritos. Muitos podem achar que é uma cópia de O Senhor dos Anéis, mas não vejo dessa forma. Apesar das semelhanças, são histórias diferentes e com propostas diferentes. Não é à toa que Christopher vendeu milhões de cópias pelo mundo, encantando novos leitores e atraindo cada vez mais jovens ao mundo da literatura.

Resenha 02 – Métrica.

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“Nunca julguem os outros. Vocês dois sabem muito bem como acontecimentos inesperados podem mudar quem a pessoa é. Sempre pensem nisso. Nunca se sabe pelo que uma pessoa está passando em sua vida”

Métrica chegou às minhas mãos após uma boa promoção na Saraiva e muito incentivo das amigas. Insistiram para que eu o lesse (muito obrigada, Nayara!) e confesso que sua pontuação no skoob me incentivou a fazê-lo rapidamente. Achando que seria apenas uma boa historinha de amor, das quais gosto tanto de ler para relaxar, abri o livro, esperando apenas algo “mais do mesmo”.
Bem, eu não tinha ideia o que iria encontrar.
Métrica conta a história de uma garota de 18 anos chamada Lake, que tem que lidar com a recente morte de seu querido pai e o fato de ter que abandonar sua vida no Texas e se mudar para Michigan. Ainda sofrendo com o luto e com uma certa revolta por ter de abandonar a casa onde passou durante toda a sua vida, Lake dirige o caminhão de mudanças pensando apenas em sua dor e com os piores pensamentos negativos. Porém, ao chegar em sua mais nova casa, seu irmão menor, Kel, logo se torna amigo de um menininho vizinho da mesma idade, chamado Caulder. E é nessa brincadeira inocente que Lake conhece Will, irmão de Caulder, que remexe, não só com os seus sentimentos, mas também com a sua vida.
Métrica é uma história de amor, mas não pensem que é sobre um amor adolescente, amor entre um rapaz e uma garota. É uma história sobre o amor em sua mais pura forma. O amor de sacrifícios, o amor altruísta, onde as emoções e a vida de alguém são mais importantes do que seus próprios sentimentos. É sobre amor de mãe, amor de irmão, amor de amigos, amor à vida, amor à arte. E é impossível pegar o livro e não devorá-lo o quanto antes.
Um ponto que me chamou bastante atenção é como a escritora expôs bem o tema “luto”. As emoções da personagem em relação à tragédia com o pai podem ser vista até nos menores momentos. Gostei bastante dela ter mostrado a raiva, a amargura que a perda de um ente querido deixa conosco. Não é só a tristeza pela perda, muitos sentimentos envolvem uma partida repentina e creio que quem já perdeu alguém tragicamente nesta vida vai se identificar bastante com os personagens do livro.
Outro tema que Métrica também traz é a slam poetry.  É um tipo de poesia performática, onde qualquer pessoa pode subir num palco e declamar seu poema atuando de acordo com as próprias emoções. Esse tipo de poesia é incentivada em sala de aula e penso no quão interessante seria se as escolas adotassem essa ideia, tornando o ensino da poesia muito mais agradável e dinâmico para os estudantes.
É verdade que o livro pode ter alguns clichês, assuntos que já lemos em muitos outros livros. Porém eu sou da teoria de que cada história é contada de uma forma, sob um ponto de vista e é sempre bom vermos vários aspectos de um mesmo assunto. Eu não tenho nada contra clichês, desde que sejam bem contados, bem amarrados e que capturem a sua atenção. Métrica é um exemplo disso.

Título: Métrica
Autor: Colleen Hoover
Editora: Galera Record
Número de Páginas: 304

Ler É Fundamental.

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Ler é fundamental.
Fundamental para qualquer ser humano que deseje ser pensante, atuante, firme em suas convicções e opiniões.
Vivemos em um país de analfabetos. Não só aqueles que não sabem ler e escrever o nome. Mas de analfabetos funcionais, que lêem e não sabe o que estão lendo. De analfabetos intelectuais, que pode até saber o que estão lendo, mas de uma forma mastigada, uma leitura simples, mecânica, que sabe apenas as instruções para jogar na loteria. E ninguém se importa. O governo não se importa. Claro, por que o governo iria se importar quando é muito mais fácil governar um país onde os cidadãos apenas sabem assinar o nome num documento qualquer e se satisfazem com uma esmola mensal de bolsa família e derivados?
As notícias se multiplicam nos jornais sobre pessoas enganadas, ludibriadas, sem instrução, sem cultura. Escolas em regiões extremas do país, onde crianças sentam no chão para conseguirem aprender qualquer coisa e o teto de sua “escola” não é nada mais do que paus usados como sustentação e palha por cima.
Ler é fundamental. Educação também.
E nós, privilegiados com todas as oportunidades, não temos desculpas para não fazê-lo.
Eu já encontrei pessoas que nunca leram um livro na vida e acham isso sensacional. Afinal, a lei da sociedade atual diz que ler é coisa de “nerd”, coisa de gente que usa óculos maior do que a cara e é careta. Por algum motivo, as pessoas ainda acham bonito ser burro ou ignorante. Ou os dois. Do contrário, bibliotecas não estariam abandonadas e academias lotadas. Conheço pessoas que não pegam um jornal pela manhã, a não ser para ler a parte de fofocas, e acham que já fazem o bastante. E isso é muito, muito triste.
Nós nunca vamos sair do lugar se isso não for mudado. Nosso país sempre será o subdesenvolvido e de “terceiro mundo” se esse quadro não mudar, não importa o jeitinho brasileiro que se dê para escapar de uma crise mundial ou o quanto o nome da nação esteja sendo citado lá fora graças a uma Copa do Mundo. Nós nunca conseguiremos lutar verdadeiramente por nossos direitos enquanto não quisermos ter acesso a uma informação de qualidade. Nós nunca seremos alguma coisa enquanto continuarmos a ser conhecidos como o país que não lê.
Ler é fundamental.
Já foi comprovado por inúmeras pesquisas que os países que lêem mais são os mais desenvolvidos. Não é o dinheiro, os avanços tecnológicos e a política os responsáveis pelo desenvolvimento de uma nação. É a educação. Alemanha, Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha, Austrália… Esses e outros países considerados de “primeiro mundo” e “desenvolvidos” têm um sistema educacional bastante firme, bastante incentivador. São nações que, mesmo com seus problemas internos, que até o melhor dos países possui, faz uma grande aposta na educação de suas crianças com vários projetos de incentivo à leitura, incentivo a pensar por si mesmos, a imaginar. Cientistas, físicos, químicos, literatos, revolucionários saem em profusão desses países citados e eu garanto que não é mera coincidência. Eles foram treinados para isso, eles foram convidados a pensar por si mesmos, a ver de uma forma mais clara e é tudo graças à educação.
Nosso sistema educacional é uma piada. Uma piada de muito mal gosto, por sinal. Os jovens estão cada vez mais agressivos, professores cada vez mais abandonam seus ofícios e decidem seguir outra carreira, pois os ambientes em uma sala de aula estão insustentáveis. Professores estão cada vez mais cansados de um sistema padronizado e pobre de ensino, do qual são obrigados a aplicar graças a uma pauta que nem mesma foi feita por educadores. Como conseqüência, as aulas ficam chatas, pouco dinâmicas, o que é um sacrilégio para a mente agitada e ansiosa por novidades de um adolescente. Logo, ler é associado a uma aula chata e sem sentido. Poesia é coisa para idiotas românticos. E tudo o que tem a ver com assuntos intelectuais se torna repulsivo.
O intuito dessa nova seção é divulgar mais assuntos literários através da internet. Vejo tantas coisas em jornais e revistas que não são sequer citados, vídeos interessantíssimos, didáticos, que ninguém divulga, ninguém fala sobre. Quero mostrar aqui que a literatura pode ser divertida, interessante, instigante. É através dela que temos ideias, onde a criatividade se desenvolve, onde você passa a ver o mundo sob vários ângulos, sob os olhos de um escritor e pode formar a sua própria opinião.
Sei que não conseguirei mudar o país, o Brasil inteiro não vai passar a ler mais por causa dessa seção. Mas se o que aqui for postado interessar ao menos uma pessoa que não costuma ler ou tem “trauma” de literatura e português graças a um professor entediado e desinteressado em uma escola, então eu terei feito o meu trabalho.
Então, vamos falar de Literatura, vamos falar de bibliotecas, de escritores, de livros que mudaram a vida das pessoas. Vamos falar de textos, de curiosidades, vamos ler, vamos nos informar, vamos ser seres pensantes, seres com opiniões, seres educados e fazer isso e muito mais por aqueles que não têm oportunidades, graças a um governo corrupto e desinteressado, de uma educação decente.
Não importa se é um livro de ficção ou apenas notícias diárias em um jornal, vamos simplesmente ler, formar uma opinião, engajar-nos em nossas ideias.
Vamos ler hoje, amanhã e sempre.
Porque ler é fundamental.

Escritor 23 – Frei Betto

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Carlos Alberto Libânio Christo nasceu no dia 25 de agosto de 1944, em Belo Horizonte. É escritor, teólogo e filósofo.
Professou na Ordem Dominicana, em 10 de fevereiro de 1966, em São Paulo.
Adepto da Teologia da Libertação, é militante de movimentos pastorais e sociais, tendo ocupado a função de assessor especial do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2004. Foi coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero.
Esteve preso por duas vezes sob a ditadura militar: em 1964, por 15 dias; e entre 1969-1973. Após cumprir quatro anos de prisão, teve sua sentença reduzida pelo STF para dois anos. Sua experiência na prisão está relatada nos livros “Cartas da Prisão” (Agir), “Dário de Fernando – nos cárceres da ditadura militar brasileira” (Rocco) e Batismo de Sangue (Rocco). Premiado com o Jabuti de 1983, traduzido na França e na Itália, Batismo de Sangue descreve os bastidores do regime militar, a participação dos frades dominicanos na resistência à ditadura, a morte de Carlos Marighella e as torturas sofridas por Frei Tito. Baseado no livro, o diretor mineiro Helvécio Ratton produziu o filme Batismo de Sangue, lançado em 2007.

Biografia retirada do Wikipédia

Principais Obras:

Batismo de Sangue (1983)
Aldeia do Silêncio (2013)

Opinião Pessoal:

Quando peguei o livro “Aldeia do Silêncio”, pela primeira vez, não esperava o que iria encontrar. Apesar de ter lido críticas positivas no jornal, a surpresa me atingiu quando li as primeiras páginas.
A escrita de Frei Betto é singela e impactante ao mesmo tempo. Os olhos deslizam sobre as palavras e, ao absorvê-las, é impossível não ficar olhando alguns minutos para qualquer ponto vazio na parede, fazendo uma profunda reflexão sobre o que foi lido. Em cada parágrafo, em cada fala, em cada descrição, Frei Betto quer te dizer alguma coisa. E ele consegue. Ele tem uma forma de explicar as emoções através das letras e é impossível não senti-las. Ele ama as palavras, disserta sobre elas com uma poesia e filosofia incríveis, deixando-lhe abismado com tamanho talento.
Eu, como escritora, admiro cada frase que ele escreve, seus sinônimos, suas comparações, seus sentimentos, suas filosofias. Sinto-me ansiosa para ler mais de suas obras, de suas ideias, de sua criatividade. Para qualquer pessoa estudante de Letras ou para quem deseja ser um escritor, recomendo que estude sua forma de escrever, sua forma de contar histórias, de desenvolver ideias. Frei Betto é um aprendizado interessante e cativante, do tipo que nos faz aprender sem sentir que estamos estudando.

Escritor 22 – John Green

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John Michael Green nasceu no dia 24 de Agosto de 1977, em Indianápolis, nos Estados Unidos.
John Green sempre se considerou um “nerd”, do tipo que lia muito e não tinha quaisquer habilidades sociais. Suas experiências de adolescente serviram como pano de fundo para muitas de suas histórias.
Seu primeiro livro, Quem É Você, Alasca?, ganhou o prêmio Michael L. Printz em 2006. Seus livros já foram publicados em mais de 10 línguas ao redor do mundo e sempre figuram na lista dos mais vendidos do The New York Times.
Como todo bom geek, Green faz muito uso da internet para se comunicar. Há anos mantém um canal no Youtube chamado “Vlogbrothers”, ao lado de seu irmão Hank Green, sendo um dos canais mais populares da internet. Sua conta no twitter tem mais de 1 milhão de seguidores, onde se comunica com os fãs diariamente.
Hoje em dia mora com a mulher e os filhos em Indianápolis.

Principais Obras:

Quem é Você, Alasca? (2005)
O Teorema Katherine (2006)
Cidades de Papel (2008)
A Culpa É Das Estrelas (2012)

Opinião Pessoal:

John Green é o escritor favorito do momento. Todos os seus livros na lista dos mais vendidos no Brasil ilustram bem essa afirmação. Creio que todo jovem-adulto de 2014 possui pelo menos um de seus livros na estante. Não é pra menos. Seus livros sempre trata de temas atuais e relevantes para o público adolescente. Mas não é aquele tema clichê de menininha rica que se apaixona por menininho rico, eles se casam e são felizes para sempre. John Green escreve sobre pessoas de verdade. Sobre histórias de verdade. Pessoas com doenças graves, mas com um enorme senso de humor. Pessoas reclusas, que são péssimas em contato social, mas que desejam ser aceitas e amadas como qualquer outra. Pessoas que gostam de livros, de “nerdices”, que amam e não tem vergonha nenhuma de serem chamados de “nerds”. Escreve sobre pessoas que conhecemos, pessoas que nós somos, pessoas que queremos ser. E tudo isso misturado com muito bom humor e filosofias de vida.
Conheço muitas pessoas que passaram a se interessar por leitura através de seus livros, pois se sentiram compreendidos através de suas palavras e acabaram se interessando pelo mundo literário em geral. E acho isso simplesmente fantástico!
John Green é o tipo de escritor do qual é impossível não querer ler todos os livros avidamente e ainda assim pedir por mais. Suas palavras, simples, porém concisas,  precisam sempre fazer parte de nossas vidas, fazendo com que seus leitores esperem sempre ansiosamente pelos próximos livros.

Os 10 Melhores Trechos De Livros Que Já Li.

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Sempre fui apaixonada por quotes/trechos dos mais variados tipos de arte feita com palavras. Procuro sempre guardar essas frases, esses momentos de reflexões dos mais diversos personagens, seja de livros, filmes, seriados, etc. Até porque eu sempre procurei motivos para comprar mais e mais cadernos, e anotar quotes por aí sempre foi a desculpa perfeita para comprá-los. E não só por isso. Sempre que me sinto melancólica, desanimada ou não me sentindo boa o bastante para nada, eu abro um desses cadernos, esperando encontrar a palavra de consolo quando não há mais ninguém por perto.
Já li muitos livros e seria impossível listar os “melhores quotes de todos os tempos”, até porque eu precisaria ler os mais de 3 bilhões de livros escritos pelo mundo para fazer uma lista desse tipo. Os quotes seguintes são frases que têm a ver comigo, com o que acredito, com o que considero belo. Assim como me deixaram maravilhada desde o primeiro momento em que bati os olhos nessas letras, espero que elas tenham o mesmo efeito sobre vocês também.

 

 

1.    “Como a maioria dos sofrimentos, este começou com uma aparente felicidade.” – A Menina Que Roubava Livros, de Markus Zusak

2.    “A verdade é que preciso do estímulo de outras pessoas. Sozinho diante do fogo apagado, inclino-me a ver as partes fracas de minhas histórias. O verdadeiro romancista, o ser humano perfeitamente simples, poderia continuar imaginando indefinidamente. Não integraria as coisas numa só síntese como eu. Não teria essa sensação devastadora de cinzas frias numa grelha apagada. Uma cortina cerra meus olhos. Tudo se torna impenetrável. Cesso de inventar.” – As Ondas, de Virginia Woolf.

3.    “Suspeito eu, porém, que a explicação dessa singularidade já ficou assinalada. Aurélia amava mais seu amor do que seu amante; era mais poeta do que mulher; preferia o ideal ao homem. Quem não compreender a força desta razão, pergunte a si mesmo porque uns admiram as estrelas com os pés no chão, e outros alevantados às grimpas, curvam-se para apanhar as moedas no tapete.” – Senhora, de José de Alencar.

4.    “A vida de artista é uma vida de risco, incertezas e quase sempre de pobreza. Não a escolhemos, ao contrário, é ela quem escolhe você” – Marina, por Carlos Ruiz Zafón.

5.    “Acho que foi por observá-lo que desenvolvi minha teoria de que os estúpidos se conservam melhor fisicamente porque não são corroídos pela ansiedade existencial à qual as pessoas mais ou menos lúcidas se veem submetidas.” – A Sombra do Vento, de Carlos Ruiz Zafón.

6.    “As marcas que os seres humanos deixam são, com freqüência, cicatrizes.” – A Culpa É Das Estrelas, de John Green.

7.    “Todo ponto de vista é a vista a partir de um ponto. Duas pessoas não enxergam a mesma coisa do mesmo modo. Não vemos apenas com os olhos do rosto; vemos também com os da mente e do coração.” – Aldeia do Silêncio, por Frei Betto

8.    “Você é uma pessoa diferente, querendo ser igual. E isto, no meu ponto de vista, é considerado uma doença grave. (…) É grave forçar-se a ser igual: provoca neuroses, psicoses, paranóias. É grave querer ser igual, porque isso é forçar a natureza, é ir contra as leis de Deus – que, em todos os bosques e florestas do mundo, não criou uma só folha igual à outra.” – Veronika Decide Morrer, por Paulo Coelho.

9.    “Porque a fé é igual à imaginação. Ela vê uma coisa onde não há nada, dá um salto e de repente você está voando.” – A Menina Que Fazia Nevar, por Grace McCleen

10.    “Afinal, existem tantas coisas frágeis. Pessoas se despedaçam tão facilmente, sonhos e corações também.” – Coisas Frágeis, por Neil Gaiman.

Escritor 21 – Carlos Ruiz Zafón

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Carlos Ruiz Zafón nasceu no dia 25 de Setembro de 1964, em Barcelona, na Espanha.
Começou escrevendo livros de literatura infanto-juvenil. Com o seu primeiro livro, O Príncipe da Névoa, ganhou o prêmio Ebedé de Literatura. Com o mesmo livro vendeu mais de 150 mil exemplares só na Espanha e foi traduzido para vários idiomas.
Em 2001 Zafón arriscou-se ao escrever para um público mais adulto com o romance A Sombra do Vento. O sucesso foi estrondoso, transformando-se em um fenômeno literário internacional, sendo traduzido para 30 idiomas em torno de 45 países. Desde o seu lançamento, A Sombra do Vento coleciona ótimas críticas e prêmios literários ao redor do mundo.
Carlos Ruiz Zafón vive nos Estados Unidos desde 1994 e além de escritor também é roteirista.

Principais Obras:

Marina (1999)
A Sombra do Vento (2001)
O Jogo do Anjo (2008)
O Prisioneiro do Céu (2011)

Opinião Pessoal:

Carlos Ruiz Zafón é o tipo de escritor do qual eu falaria aqui por uma semana, se pudesse, e ainda assim não me faltaria argumentos. Seus livros foram um dos maiores achados da minha vida e sempre abro um sorriso só de olhar para a capa de algum deles.
A Sombra do Vento, o primeiro livro que li do autor, arrancou todos os órgãos do meu corpo. Acho que qualquer explicação em duas linhas não ia chegar nem aos pés do que merece ser dito sobre esse livro. Com certeza se não existisse alguém chamado Makus Zusak e um livro chamado A Menina Que Roubava Livros, este seria o meu livro favorito de longe. Os livros de Zafón tem todos os ingredientes de uma boa obra: mistério, romance, aventura, personagens cativantes, ótimos diálogos e críticas à sociedade. Além de, claro, falar sobre a importância dos livros e como este pode mudar a sua vida.
Apenas li dois de seus livros até agora, sendo estes A Sombra do Vento e Marina. Tenho todos os seus livros na minha estante, mas não tenho coragem de ler o próximo. A mágica de sua narrativa me encanta e arrebatada de forma que não quero ficar com a sensação de que não há mais nada do autor para ser lido. Talvez eu esteja exagerando, pois faltam 5 livros do autor para ler. Me dá agonia a sensação de esperar anos e mais anos por uma palavrinha sobre um novo livro de um autor que estimo tanto, do tipo de Zusak. Esses autores sensacionais escrevem relativamente poucos livros, pra prolífica época atual, e nada dói mais do que a incerteza de uma próxima obra.
Aos que nunca leram um livro de Zafón, por favor, leiam! Ele tem mágica nos dedos e uma criatividade pra lá de aflorada, fazendo com que você se sinta em plena Barcelona, visualizando todos os cenários, as casas, as características físicas do personagem e tudo o que faz parte do universo de seus livros. Ele faz com que você se sinta parte da história, como se fosse amigo dos personagens, vivendo e sofrendo todas as aventuras e dramas com eles.
Carlos Ruiz Zafón é um dos melhores escritores de nossa geração e seremos seres abençoados se o seu trabalho continuar tão magnífico e arrebatador pelos próximos longos anos.

Escritor 19 – Cecelia Ahern

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Cecelia Ahern nasceu no dia 30 de setembro de 1981, em Dublin, na Irlanda.
É filha do ex chefe de governo da Irlanda, Bertie Ahern. É formada em jornalismo pela Griffith College Dublin e no ano 2000 fez parte da banda pop Shimma, que terminou em terceiro lugar em um show de talentos da Irlanda.
Cecelia escreveu o seu primeiro romance aos 21 anos de idade, chamado “P.s. Eu Te Amo”. O livro foi um estrondoso sucesso, tendo ficado em número 1 na lista de bestsellers durante 19 semanas e foi vendido em mais de 40 países. O livro ganhou uma adaptação para as telas com o mesmo nome, tendo como protagonistas Hilary Swank e Gerard Butler.
Seu segundo livro chamado “Onde Termina o Arco-Íris” foi o vencedor do CORINE Award, prêmio dado na Alemanha.
Cecelia é uma das autoras de romances femininos, chamados Chick-lit, mais famosas do mundo. Seus livros ao todo já venderam mais de 13 milhões de cópias em 46 países.
Ela também produziu a premiada série americana “Samantha Who”.
Atualmente mora em Dublin com o marido e a filha.

Principais Obras:

P.s. Eu Te Amo (2004)
Onde Termina o Arco-Íris (2005)
O Presente (2009)
O Livro Do Amanhã (2010)

Opinião Pessoal:

O ponto forte de Cecelia Ahern, para mim, é a criatividade com que monta suas histórias. Ainda que sejam romances dramáticos, um pouco “água com açúcar”, ela consegue tirar uma ideia original e apresentar ao mundo de forma singela e brilhante ao mesmo tempo. Cartas de um marido morto que te ajudam a superar o luto? A sua própria vida que marca um encontro com você para te mostrar o que anda errado? Objetos perdidos que vão para um mundo paralelo? Esses são apenas alguns exemplos dos temas que giram em seus livros. A leitura é sempre gostosa, engraçada e fluída, do tipo que a gente pega o livro num dia e termina no outro.
Cecelia apresenta temas como luto, dor, superação, amor e independência, passando sempre uma boa moral ou um bom exemplo em suas palavras finais.
Cecelia é leitura obrigatória para quem gosta de romances e adora se emocionar com um livro em suas mãos.