10 Inspiradores Quotes dos Livros de John Green.

Existem 1001 motivos pelos quais John Green é o escritor queridinho da atualidade. Seus livros vendem como água e há muito tempo não saem da lista dos bestsellers. São bem escritos, falam a língua do adolescente moderno e possuem um toque de romance e nerdice com que muitos se identificam. Mas um traço marcante de seus livros são certos trechos que nos tocam, nos fazem refletir sobre a vida e o meio em que vivemos, provocando-nos uma pequena epifania. Muitas vezes são pensamentos simples, mas muitos deles nunca passaram pela nossa cabeça ou são sentimentos que nunca soubemos descrever com clareza.
Abaixo segue uma lista desses quotes, desses trechos profundos que muitas vezes são inseridos em cenas engraçadas ou despretensiosas. O site buzzfeed fez essa lista com 19 trechos marcantes, mas listei os meus 10 favoritos.
São eles:

1)    “As marcas que os seres humanos deixam geralmente são cicatrizes.” (A Culpa É Das Estrelas)

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2)    “Qual o sentido de continuar vivo se você ao menos nem tenta fazer algo extraordinário?” (O Teorema Katherine)

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3)    “Se você não imagina, nada nunca acontece.” (Cidades de Papel)

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4)    “Eu me apaixonei do mesmo jeito como se adormece: devagar, e então de uma vez só.” (A Culpa É Das Estrelas)

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5)    “Você não se lembra o que aconteceu. O que você se lembra se torna o que aconteceu.” (O Teorema Katherine)

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6)    “Em algum momento você arranca o band-aid, e machuca, mas então acaba e você se sente aliviado”. (Quem É Você Alasca?)

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7)    “Esse é o problema da dor, ela precisa ser sentida”. (A Culpa É Das Estrelas)

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8)    “Você pode amar muito alguém… Mas o tamanho do seu amor nunca será páreo para as saudades que você sentirá dela”. (O Teorema Katherine)

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9)    “Sempre me pareceu ridículo como as pessoas desejam estar perto de outras porque são bonitas. É como escolher o seu cereal do café da manhã baseado na cor deles, não no gosto.” (Cidades de Papel)

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10)    “Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações.” (A Culpa É Das Estrelas)

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Para ver outros trechos (em inglês) clique aqui!

Os Desenhos De Sylvia Plath.

Sylvia Plath foi uma influente escritora e poetisa americana. Sua vida pessoal – regada de traições, mágoas e depressões, que culminou em seu suicídio em 11 de Fevereiro de 1963 – foi mais comentada do que seu talento e suas obras.
O que muitas pessoas não sabiam é que, antes de descobrir sua enorme aptidão para as letras, Sylvia sonhava em ser uma artista visual. Os desenhos foram guardados durante anos por sua família até 1996. Em 2007, a editora Katlheen Connors publicou tal material no livro Eye Rhymes: Sylvia Plath’s Art of the Visual.
As pinturas vão de pequenos esboços e rabiscos à autorretratos com traços marcantes. Seus desenhos podem não chegar nem perto de seu incrível talento para a poesia, mas mostram toda a criatividade de sua mente e uma boa percepção para pequenos detalhes, como o olhar marcante e melancólico em seus dois autorretratos.
Veja abaixo alguns de seus trabalhos:

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Para mais informações, clique aqui.

5 Ideias Criativas Para Fazer Uma Estante De Livros.

Todo colecionador de livros sabe o quanto é difícil arranjar mais espaço no quarto conforme a coleção vai aumentando. Além do ambiente físico, também é complicado ter dinheiro para comprar estantes e mais estantes, o que acaba ocasionando livros espalhados pelas mesas, camas, chão ou em qualquer lugar possível.
Mas, graças a Deus, há uma solução para tudo! Se você for uma dessas pessoas que sofrem com falta de dinheiro e espaço, dê uma olhada nessas 5 dicas de estantes que você pode fazer aí mesmo na sua casa!

1) Estante feita com telefones velhos.

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2) Estante feita com escada velha.

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3) Estante feita com caixotes velhos

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4) Estante feita com canos velhos

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5) Estante feita com pedaços de madeira e cano velho

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Para mais dicas sobre estantes e explicações detalhadas sobre como fazê-las, clique aqui.

Carta de Stephen King Para Si Mesmo Aos 16 Anos.

Stephen King, autor de obras clássicas como “Carrie, a Estranha”, “O Iluminado”, e a série “A Torre Negra”, entre outros, é conhecido e adorado por fãs ao redor de todo o mundo. Em 2010, o jornalista Joseph Galliano criou um projeto chamado “Dear Me”, um livro onde 75 celebridades deveriam escrever uma carta para si mesmos quando mais jovens. King usou o seu já conhecido e conturbado passado com as drogas para alertar à sua versão adolescente quanto ao risco de se envolver com tais substâncias.
Veja abaixo o que ele escreveu na carta:

“Querido eu,

Estou escrevendo para você do ano de 2010, quando eu já atingi a ridícula idade de 62 anos, para lhe dar alguns conselhos. É simples, na verdade, apenas 5 palavras: fique longe das drogas recreativas. Você tem muito talento, e você irá fazer muitas pessoas felizes com suas histórias, mas – infelizmente, mas é verdade – você é um viciado esperando que isso aconteça. Se você não prestar atenção nesta carta e mudar o futuro, pelo menos 10 bons anos de sua vida – dos 30 aos 40 anos – vão ser como um eclipse negro onde irá desapontar várias pessoas e falhar em aproveitar o seu próprio sucesso. Você também chegará perto da morte em diversas ocasiões. Faça um favor a si mesmo e aproveite um mundo produtivo e mais brilhante. Lembre-se disso, como o amor, a resistência à tentação faz o coração crescer mais forte.

Fique limpo.”

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Seria ótimo poder enviar uma carta para nós mesmos no passado, a fim de fazer um alerta quanto a certos riscos e erros gravíssimos, não é? Contudo, nossos erros são os responsáveis pela construção de nossa personalidade e alguns não podem e nem devem ser evitados.
E você? O que você escreveria para sua versão mais jovem?

A Essência Do Livro.

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Escrito por Karine Pansa, Presidenta da Câmara Brasileira do Livro. Texto publicado no jornal O Dia.

No transcurso dos 50 anos do golpe militar de 1964, é fundamental reafirmar os valores da democracia e dos direitos individuais e coletivos. Importante relembrar que a reconquista da liberdade resultou na mobilização cívica e ordeira da população brasileira, marcadamente na Campanha das Diretas Já!, em 1984, cujo 30º aniversário devemos comemorar com alegria e a certeza de que se tratou de um dos mais importantes movimentos políticos de nossa história.
Para os empresários e profissionais que atuam no mercado editorial, a democracia, sintetizada na liberdade de expressão, é a principal essência do trabalho. Livros, sejam na sua forma tradicional e imortal de papel, ou nos contemporâneos leitores eletrônicos, incluem-se entre as principais mídias do conhecimento. Trata-se de algo que informa, ensina, amplia a cultura, diverte, propicia análises da realidade e contribui para que as pessoas tenham visão de mundo mais crítica, consciente e engajada.
Nada disso é possível sem plena liberdade de expressão. Calar o livro, assim como a imprensa, de maneira como ocorreu no Brasil e em tantas outras ditaduras, é um dos maiores atentados à civilização e ao direito inato do ser humano de aprender, saber, informar-se e desenvolver juízo de valores sobre os seus espaços e seu ambiente social, econômico e político. Assim, na lembrança dos 50 anos do golpe que ceifou todos esses direitos dos brasileiros, é pertinente ressaltar a liberdade de expressão como essência do livro e prerrogativa inalienável de todos os que trabalham para que a leitura seja um dos vetores do desenvolvimento.
A Câmara Brasileira do Livro vem trabalhando muito para ampliar o acesso da população à leitura. Nesse sentido, realiza a Bienal Internacional do Livro em São Paulo. Também apoia feiras pelo país e, em todas as frentes, estimula e promove o hábito de ler, como ocorre com o Prêmio Jabuti, o mais importante do setor editorial brasileiro, que coloca o livro nacional num elevado patamar de visibilidade perante a opinião pública.
Reiteramos a crença de que o livro, livre como pensamento humano, contribuirá cada vez mais para que os brasileiros consolidem uma nação economicamente desenvolvida, socialmente justa, ambiental e politicamente correta, pluralista, tolerante e avançada no exercício e no equilíbrio entre direitos e deveres. Por isso, reverenciamos a democracia, a maior conquista de nossa sociedade!

Resenha 03 – Eu Sou Malala.

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“Amo Deus. Agradeço a meu Alá. Converso com Ele todo dia. É o maior. Ao me dar altura para alcançar as pessoas, Ele também me deu grandes responsabilidades. Paz em todo lar, toda rua, toda aldeia, todo país – esse é o meu sonho. Educação para toda criança do mundo. Sentar numa cadeira e ler livros com todas as minhas amigas, em uma escola, é um direito meu. Ver todo ser humano com um sorriso de felicidade é o meu desejo.”

O livro “Eu sou Malala” é a autobiografia da garota paquistanesa que foi baleada pelo Talibã em 2012 por lutar avidamente pelos direitos de educação em seu país, principalmente em relação às mulheres. Malala tem a ajuda de Christina Lamb, uma famosa repórter britânica que trabalhou como correspondente de guerra no Paquistão e Afeganistão.
A autobiografia é dividida em 5 partes que contam desde a criação de seu país, passando por sua infância e início da adolescência, passa pelo fatídico dia em que esteve entre a vida e a morte, com sua recuperação milagrosa na Inglaterra, e finaliza com um relato esplendoroso sobre a importância da educação para todas as crianças do mundo.
Um dos fatores que mais me chamaram a atenção no decorrer do livro foi o paralelo que Malala faz do que aconteceu em seu país ao longo dos anos, dede que foi criado em 1947, e como esses acontecimentos influenciaram na vida de sua família e em sua trajetória. Ela elabora temas críticos, tendo como foco a invasão do Talibã em seu belíssimo vale Swat, após o 11 de Setembro de 2001, que mudou, não só sua vida, mas a vida de toda a população que sofreu uma lavagem cerebral deste grupo. Não só o vale, geograficamente falando, foi invadido, mas as mentes das pessoas também foram controladas por obsessões religiosas, guerras infindas e descasos políticos que deixaram o país completamente na mais absurda miséria. Em muitas partes é possível fazer um paralelo com o nosso próprio país. Malala conta como o poder político se aproveita da ignorância de um povo abrangentemente analfabeto, para conseguir  ganhos próprios, sem qualquer risco de punição, deixando os pobres e necessitados à própria sorte. Com isso, a criminalidade toma conta de todo o território, aterrorizando cidadãos simples e trabalhadores. Qualquer semelhança não é mera coincidência…
Um “personagem” que ganhou minha atenção foi o pai de Malala, o senhor Ziauddin. Ao contar um pouco da história de seu pai em um pequeno capítulo, e citá-lo constantemente no decorrer de seu relato, fica completamente compreensível o motivo de tamanha bondade e elevação intelectual da garota. Malala é o exemplo vivo de como uma boa educação e base familiar podem fazer uma completa diferença na vida de um ser humano. Admirou-me toda a perseverança do homem ao tentar construir sua própria escola, mesmo quando todo o Universo parecia conspirar para que ele desistisse. Mas Ziauddin sempre usou os fracassos como lições maravilhosas, desde a superação de sua gagueira através de concursos de oratória, até a luta contra radicais religiosos que queriam a todo custo proibir o direito das mulheres ao estudo. Ele sempre incentivou sua filha a ler incessantemente (com 11 anos ela já estava lendo Anna Kariênina, de Leon Tolstói, e Oliver Twist, de Charles Dickens!) e a estudar com afinco, o que é algo admirável, vindo de um país onde a principal crença é de que as mulheres nasceram apenas para casar e servir aos seus maridos pelo resto da vida. Todo o seu amor e devoção à causa de expandir a importância da educação no Paquistão, principalmente para as mulheres, e seu tenaz espírito de luta, ganharam imensamente o meu afeto.
Meu desejo é que esse livro passe por inúmeras mãos ao redor do mundo, para que mais pessoas se inspirem em sua causa e mais “Malalas” possam aparecer por aí, principalmente em lugares tão retrógrados e obcecados com uma doutrina religiosa absurda.
Um livro tem o poder de mudar  uma vida e incentivar mentes. E a autobiografia de Malala tem a receita exata para tal propósito.
Recomendação imprescindível para quem gosta de um bom livro informativo, principalmente àqueles que entendem a importância da educação e são apaixonados pelas palavras.

Título: Eu Sou Malala
Autor: Malala Yousafzai e Christina Lamb
Editora: Companhia das Letras
Número de Páginas: 360

Por que escrevo? – Uma Lista Com 10 Escritores Descrevendo o Seu Amor Pela Escrita.

Acredito que todo escritor tem um motivo muito forte para escrever – afinal, é uma carreira difícil, de poucas oportunidades e cheia de incertezas, e se não tiver a paixão necessária dentro de si para sentar frente ao computador diariamente ou pegar um caderno para terminar uma longa história, dificilmente este será bem sucedido.
Essa lista foi montada por um site americano sobre literatura, com 23 opiniões dos mais variados escritores. Ela demonstra o que escritores de todas as partes do mundo têm a dizer sobre o que sentem pela escrita e o que os motiva a escrever. São opiniões diferentes, algumas cômicas, outras mais sérias, mas que explicam bem o que é navegar por este mundo tão mágico e complicado que é a literatura.
Essas foram as minhas 10 favoritas:

1) “Eu quero escrever porque eu tenho a urgência de exceder em uma tradução média e expressiva sobre a vida. Eu não fico satisfeita com o trabalho colossal que é meramente viver. Oh, não, eu preciso ordenar a vida em sonetos e sestinas e prover um refletor verbal para a minha mente de 60-watt de energia.” – Sylvia Plath

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2) “Quando eu me sento para escrever um livro, eu não digo a mim mesmo, ‘Eu vou produzir uma obra de arte.’ Eu escrevo porque há alguma mentira que quero expor, algum fato ao qual quero chamar atenção, e minha preocupação inicial é conseguir uma audiência.” – George Orwell

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3) “Por que alguém começa a escrever? Porque se sente incompreendido, eu acho. Porque nunca sai claro o bastante quando se tenta falar. Porque se quer reescrever o mundo, pegá-lo e devolvê-lo diferente, para que tudo se use e nada se perca. Porque é algo para se passar o tempo até que seja velho demais para experimentar as coisas sobre as quais se escreve.” – Nicole Krauss

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4) “Por que alguém escreve é uma pergunta que eu posso responder com facilidade, uma vez que eu pergunto frequentemente o mesmo para mim. Acredito que alguém escreve porque precisa criar um mundo onde é possível de se viver. Eu não poderia viver em nenhum dos mundos que me foram oferecidos – o mundo dos meus pais, o mundo da guerra, o mundo da política. Eu tive que criar um mundo para mim mesma, como o clima, o país, uma atmosfera em que eu pudesse respirar, reinar e me recriar quando for destruída por viver. Isso, eu acredito, é a razão por trás de toda obra de arte.” – Anaïs Nin

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5) “É por isso que escrevo, porque a vida nunca funciona a não ser em retrospecto. Você não pode controlar a vida, pelo menos você pode controlar a sua versão.” – Chuck Palahniuk

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6) “Eu escrevo porque eu amo escrever. Eu acho que me tornei escritor para explorar minhas ideias e respostas acerca do mundo à minha volta, do qual eu frequentemente acho difícil de dividir com os outros. Eu também gosto de minha autonomia, e um escritor pode escolher sua própria hora de trabalho – de meia noite ao amanhecer ou em qualquer hora. A dificuldade de se tornar um escritor nunca me incomodou. Eu sabia que iria acontecer para mim mais cedo ou mais tarde. E se você é um escritor, você não precisa se aposentar e pode continuar fazendo o que mais ama até cair da cadeira.” – Alex Miller

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7) “Escrever alivia o meu sofrimento… escrever é minha maneira de reafirmar a minha própria existência.” – Gao Xingjian

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8) “Escrever é a única coisa que, quando eu faço, sinto como se não devesse estar fazendo qualquer outra coisa.” – Gloria Steinem

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9) “Eu acredito que há esperança para todos nós, mesmo entre o sofrimento – e talvez mesmo dentro do sofrimento. E por isso escrevo ficção. É a minha tentativa de manter esse frágil fio de linha de radical esperança, de construir fogo na escuridão.” – John Green.

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10) “É por isso que escrevo – para tentar transformar a tristeza em desejo, solidão em recordação.” – Paulo Coelho.

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Para ler as demais opiniões no original em inglês, clique aqui.

Conselhos De Uma Senhora De 90 Anos Sobre A Vida.

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Vejo muitas coisas rolando na internet todos os dias. Por ser assídua de facebook, tumblr, twitter ou de qualquer outra rede social existente, costumo sempre estar à par do que as pessoas estão comentando e compartilhando. Afinal, é na internet onde baseio metade do meu trabalho e vejo muita, muita coisa por aqui.
Mas poucas vezes vi algo tão bonito quanto o texto que vim aqui compartilhar. Não há muitos detalhes sobre ele. Apenas diz que é de uma mulher, chamada Regina Brett, de 90 anos de idade, refletindo sobre a vida após viver por aqui durante tantos anos. Achei o texto belíssimo, de uma delicadeza e sensibilidade incríveis. Sabemos que os idosos carregam muita bagagem e aprendizagem nas costas, mas as reflexões de Regina, seja mesmo este seu nome ou não, levam este fato a níveis elevadíssmos. São, sem dúvidas, palavras para se refletir e anotar num caderninho, para que possamos checar sempre que nos sentirmos perdidos.
Diz assim:

A vida não é justa, mas ainda é boa.
Quando estiver em dúvida, dê somente o próximo passo, pequeno .
Seu trabalho não cuidará de você quando você ficar doente. Seus amigos e familiares cuidarão. Permaneça em contato.
Pague o total de seus cartões de crédito, nunca o mínimo.
Você não tem que ganhar todas as vezes. Concorde em discordar.
Chore com alguém. Cura melhor do que chorar sozinho.
É bom ficar bravo com Deus, Ele pode suportar isso.
Economize para a aposentadoria começando com seu primeiro salário.
Quanto a chocolate, é inútil resistir.
Faça as pazes com seu passado, assim ele não atrapalha o presente.
Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem ideia do que é a jornada deles.
Respire fundo. Isso acalma a mente.
Livre-se de qualquer coisa que não seja útil, bonito ou alegre..
Qualquer coisa que não o matar o tornará realmente mais forte.
Quando se trata do que você ama na vida, não aceite um não como resposta.
Use os lençóis bonitos, use roupa chic. Não guarde isto para uma ocasião especial. Hoje é especial.
O órgão sexual mais importante é o cérebro.
Ninguém mais é responsável pela sua felicidade, somente você.
Enquadre todos os assim chamados “desastres” com estas palavras ‘Em cinco anos, isto importará?’
Sempre escolha a vida.
O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
O tempo cura quase tudo. Dê tempo ao tempo.
Não importa quão boa ou ruim é uma situação, ela mudará.
Não se leve muito a sério. Ninguém faz isso.
Acredite em milagres.
Não faça auditoria na vida. Destaque-se e aproveite-a ao máximo agora.
Envelhecer ganha da alternativa — morrer jovem.
Suas crianças têm apenas uma infância.
Tudo que verdadeiramente importa no final é que você amou.
Saia de casa todos os dias. Os milagres estão esperando em todos os lugares.
Se todos nós colocássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos todos os dos outros como eles são, nós pegaríamos nossos mesmos problemas de volta.
A inveja é uma perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
Acredite, o melhor ainda está por vir.
Não importa como você se sente, levante-se, vista-se bem e apareça.
Produza!
A vida não está amarrada com um laço, mas ainda é um presente.

Escritor 27 – Irmãos Grimm

Irmãos Grimm

Nascidos em Hanau, Jacob Grimm em 1785 e Wilhelm Grimm em 1786, os irmãos Grimm estudaram Direito junto ao seu pai, mas começaram a se dedicar integralmente à literatura e acabaram deixando a advocacia de lado. No ano de 1830, ambos ingressam em uma universidade alemã como professores. Estudiosos incessantes do idioma alemão, atuaram em campos como História e Filologia. Porém, a grande marca dos Grimm era sua excelência narrativa.
Um ano marcante para os irmãos Grimm foi 1837, quando demonstraram ideias contestadoras em relação ao rei da Alemanha e foram expulsos da Universidade de Göttingen junto a cinco professores. Quatro anos mais tarde, a Universidade de Berlim convida-os para assumirem cargos de professores novamente. Os dois viveram nesta cidade até seus últimos dias, sendo que Wilhelm veio a falecer em 1859 e Jacob em 1863. Estudiosos, os irmãos Grimm sabiam que os primeiros povos transmitiram oralmente suas histórias, passando a tradição de pai para filho, de geração para geração. Assim, quando surgiu a escrita, muitos destes contos foram registrados nos monastérios, onde eram redigidos por religiosos. Desta forma, os irmãos começam a pesquisar antigos documentos e iniciar um processo de recolhimento de histórias da Alemanha para a preservação da memória e das tradições populares.
Apenas Dortchen Wild, que era a mulher de Wilhelm, contribuiu com 12 histórias, das quais pode ser citada Rumpelstiltskin, que tem como principal personagem um anão que faz palha se transformar em ouro. Uma das histórias mais famosas da humanidade, Branca de Neve, imortalizada pelo desenho criado nos estúdios Disney, foi passada para os irmãos Grimm por 2 amigas de sua família. A maior parte dos contos, aproximadamente 200, foram ditados por uma camponesa idosa chamada Dorotea Viehmman.
Publicados no ano de 1812, os primeiros contos dos Grimm levavam o nome de “Histórias das Crianças e do Lar”, totalizando 51 histórias. Aos poucos, os contos desta obra foram se popularizando ao redor do mundo, sendo reinventados em várias versões e conquistando povos de culturas e idiomas diferentes.

Principais Obras:

Cinderella
A Branca de Neve
Rumpelstiltskin
João e Maria

Opinião Pessoal: Albert Einstein uma vez disse: “Se você se quer crianças sejam inteligentes, leiam contos de fadas para elas.” Graças aos irmãos Grimm temos a oportunidade de deixar nossas crianças mais inteligentes.
Acho que os contos de fadas são essenciais. Hoje em dia existe uma forte represália a esses contos. Dizem que não devemos iludir nossas crianças com ilusões sobre amores idealizados, mundos que são muito diferentes do nosso etc. Mas não consigo concordar com essa visão, ainda que entenda quem a tenha. Esses contos não fizeram mal a nenhuma pessoa que conheço. Muito pelo contrário. Contos, histórias, principalmente àquelas contadas antes de dormir, só fazem atiçar a curiosidade dos pequenos, instiga a imaginação e a afasta de um mundo tão cinza quanto o dos adultos. Eu agradeço por ter sido apresentada a esse mundo quando criança e até hoje não conheci ninguém que tenha se arrependido ou tenha algum ressentimento em relação a esse tipo de história.
Jacob e Wilhelm Grimm entendiam isso muito bem e fizeram o favor de reunir tantas histórias mágicas que, ainda recontadas de inúmeras formas, atravessam séculos de existência e são fundamentais, como disse o gênio da física, para desenvolver mais a inteligência e a capacidade criativa de nossas crianças.

Por Que Nosso Futuro Depende de Bibliotecas, de Leitura e de Sonhar Acordado.

Neil Gaiman

Neil Gaiman é um escritor inglês de bastante sucesso. Seus livros são vendidos ao redor do mundo e algumas de suas obras já se tornaram filmes. Ele já até foi homenageado pelo site como “Escritor da Semana”.
Uma das características de Neil Gaiman é o seu incansável incentivo à literatura. Gaiman roda ao mundo para palestrar sobre tudo que envolve letras e leitura. Escreve artigos, discursa em formaturas de universitários e até dá aulas de escrita criativa em uma faculdade nos Estados Unidos. Como todo amante da palavra, Neil Gaiman sabe o quanto um livro, o quanto a educação faz toda e completa diferença na vida de um ser humano e de seus país.
Em uma palestra à Reading Agency, um projeto britânico independente de caridade que ajuda crianças e adolescentes carentes no incentivo à leitura, Neil Gaiman fala sobre a importância das bibliotecas, conta um pouco sobre como o seu amor para com os livros se iniciou e faz um discurso brilhante sobre a importância do incentivo à leitura, principalmente em relação às crianças.
É um texto grande e a tradução não foi feita por mim ( a belíssima tradução foi feita pela Dora Steimer, do blog Index-a-Dora).
São palavras para incentivar, não só àqueles que estão se iniciando no mundo literário, mas também a nós, que participamos deste mundo e temos a obrigação de divulgarmos cada vez mais essa parte tão rica e imprescindível de nossa educação.

Todos nós – adultos e crianças, escritores e leitores – temos a obrigação de sonhar acordado. Temos a obrigação de imaginar. É fácil fingir que ninguém pode mudar coisa alguma, que estamos num mundo no qual a sociedade é enorme e que o indivíduo é menos que nada: um átomo numa parede, um grão de arroz num arrozal. Mas a verdade é que indivíduos mudam o seu próprio mundo de novo e de novo, indivíduos fazem o futuro e eles fazem isso porque imaginam que as coisas podem ser diferentes.
Olhe à sua volta: eu falo sério. Pare por um momento e olhe em volta da sala em que você está. Eu vou dizer algo tão óbvio que a tendência é que seja esquecido. É isto: que tudo o que você vê, incluindo as paredes, foi, em algum momento, imaginado. Alguém decidiu que era mais fácil sentar numa cadeira do que no chão e imaginou a cadeira. Alguém tinha que imaginar uma forma que eu pudesse falar com vocês em Londres agora mesmo sem que todos ficássemos tomando uma chuva. Este quarto e as coisas nele, e todas as outras coisas nesse prédio, esta cidade, existem porque, de novo e de novo e de novo as pessoas imaginaram coisas.
Temos a obrigação de fazer com que as coisas sejam belas. Não de deixar o mundo mais feio do que já encontramos, não de esvaziar os oceanos, não de deixar nossos problemas para a próxima geração. Temos a obrigação de limpar tudo o que sujamos, e não deixar nossas crianças com um mundo que nós desarrumamos, vilipendiamos e aleijamos de forma míope.
Temos a obrigação de dizer aos nossos políticos o que queremos, votar contra políticos ou quaisquer partidos que não compreendem o valor da leitura na criação de cidadãos decentes, que não querem agir para preservar e proteger o conhecimento e encorajar a alfabetização. Esta não é uma questão de partidos políticos. Esta é uma questão de humanidade em comum.
Uma vez perguntaram a Albert Einstein como ele poderia tornar nossas crianças inteligentes. A resposta dele foi simples e sábia. “Se você quer que crianças sejam inteligentes”, ele disse, “leiam contos de fadas para elas. Se você quer que elas sejam mais inteligentes, leia mais contos de fadas para elas”. Ele entendeu o valor da leitura e da imaginação. Eu espero que possamos dar às nossas crianças um mundo no qual elas possam ler, e que leiam para elas, e imaginar e compreender.”