À todos nós, artistas, eu desejo um ano de muita inspiração, muita transmutação, muito sucesso e muita arte! Confio que a porta só abre para aqueles que batem, mesmo que seja necessário bater mil vezes. Então, sigamos!
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Não Mais “E Se?”

Eu parei de sentir medo.
Eu abri a gaiola, saí pro mundo, abri meu peito e respiro mais fundo.
Estou vencendo meu pavor de pessoas, agora piso forte, canto mais alto, agora falo o que penso, não temo os olhares e tampouco me importo com os lamentos.
Agora acredito que sou inteligente (o bastante), que tenho talento (o bastante), sonho e realizo, agora eu sigo, consigo o que quero, o que preciso, o que mereço.
Larguei a necessidade de aprovação, a obsessão em ser amada – por tudo, por todos – agora eu olho no espelho e vejo alguém que vale muito a pena.
Estou buscando perdoar meu pai e recompensar minha mãe – por tudo, por todos – e já não existe nenhuma culpa, pois me vejo como o brilho nos olhos dos outros.
Sobrevivo de arte e de letras porque é o que sou, o que eu respiro, e com isso digo a verdade, a minha verdade, e finalmente não preciso me esconder para evitar sofrer – por tudo, por todos –, pois já entendo quem eu nasci pra ser (não quero nunca mais me esconder).
Entendi o esplendor que há em viver.
E não quero nunca mais viver de “e se?”
E Se?
E se eu parasse de sentir medo?
E se eu abrisse a gaiola, saísse para o mundo, se abrisse meu peito, se respirasse mais fundo?
E se eu vencesse meu pavor de pessoas, se pisasse mais forte, se cantasse mais alto, se falasse o que penso sem temer os olhares, sem me importar com os lamentos?
E se acreditasse que sou inteligente (o bastante), que tenho talento (o bastante), que posso sonhar e realizar, que posso seguir, conseguir o que quero, o que preciso, o que mereço?
E se eu largasse essa necessidade de aprovação, a obsessão em ser amada – por tudo, por todos – e se eu olhasse no espelho e visse alguém que vale a pena?
E se eu pudesse perdoar meu pai, e se eu pudesse recompensar minha mãe -por tudo, por todos -, e se eu pudesse largar essa culpa por nunca conseguir ser o brilho nos olhos dos outros?
E se eu pudesse sobreviver de arte, sobreviver de letras, se pudesse dizer a verdade, a minha verdade, sem precisar me esconder para evitar sofrer – por tudo, por todos -, e se eu pudesse ser quem eu nasci para ser? (Esconder só aumenta o sofrer)
E se eu pudesse finalmente começar a viver?
E se?