Escritor 14 – Umberto Eco

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Umberto Eco nasceu no dia 5 de Janeiro de 1932 em Alessandria, na Itália. Além de escritor, é filósofo, semiólogo e lingüista. É titular da cadeira de Semiótica e diretor da Escola Superior de ciências humanas na Universidade de Bolonha
Começou sua carreira como filósofo, estudando sobre assuntos medievais, especialmente sobre os textos de S.Tomás de Aquino. A partir daí desenvolve uma reconhecida carreira como ensaísta e intelectual.
Como romancista, Umberto sempre atrai a atenção e crítica de determinados grupos. Seu mais famoso livro “O Nome da Rosa” (que ganhou uma versão cinematográfica estrelada por Sean Connery), por tratar de um assassinato dentro de um mosteiro medieval, causou rebuliço na Igreja Católica e foi até mesmo acusado de perseguição à Igreja. O mais recente “O Cemitério de Praga” também foi acusado de pelo Rabino de Roma de popularizar a ideia do antissemismo.
Colaborou em várias publicações acadêmicas, além de escrever para o L’Espresso e o jornal La Repubblica.
No momento Eco se dedica à criação de sua autobiografia intelectual. Colecionador confesso de livros, possui em sua casa quatro salas repletas de livro dos mais variados gêneros.
Atualmente mora em Milão, na Itália, ao lado de sua mulher.

Principais Obras:

O nome da Rosa (1980)
O Pêndulo de Foucault (1988)
O Cemitério de Praga (2011)

Opinião Pessoal: Os romances de Umberto Eco são descritos como ‘suspense erudito’ e isso fica muito claro desde a primeira página de seus livros. Peguei “O Nome da Rosa” para ler sem saber o que me esperava e confesso que foi difícil me acostumar ao seu tipo de escrita, principalmente pelas enormes frases em latim e sem qualquer tradução. Demorei um pouco (meses, na verdade) para me acostumar com seu estilo, mas a história deste livro é tão sensacional que me manteve presa ao e curiosa para saber o final.
Sua escrita pode se tornar maçante demais por toda essa erudição, além de frases enormes em outras línguas, como latim e francês que não possuem tradução. Creio que isso afasta, como eu, leitores mais “humildes”, por assim dizer, pois nem todos os amantes de livros, até mesmo os que se interessam verdadeiramente por leituras mais críticas e clássicas, possuem doutorado ou um minucioso conhecimento histórico para compreender melhor a complexidade de sua escrita. Para entender completamente seus livros e desfrutar de sua visão crítica e singular, é preciso possuir um acervo literário que vai muito além dos best-sellers do mês.
Dito isso, é necessário expressar também que não só de erudição suas obras são feitas. Eco tem uma narrativa envolvente, sua criatividade para ligar todos os pontos da trama é sensacional, sem contar com todo o aprendizado que é ter um livro seu em mãos.

Evelyn Marques
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