Resenha 12 – The Kiss of Deception: Crônicas de Amor e Ódio – Volume 1

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“Eu encontrarei você.
No recanto mais longínquo, eu encontrarei você”.

Já faz algum tempo, que venho lendo resenhas sobre The Kiss of Deception, e o quanto sua leitura é incrível e imprescindível, por isso, fiquei ansiosa pelo seu lançamento, comprei o livro na pré-venda e fiquei contando os dias, para que ele chegasse, e agora, após concluir a leitura, tenho que concordar com todas as resenhas positivas que li.
O livro conta a história da Princesa Arabella Celestine Idris Jezelia, Primeira Filha da Casa de Morrighan, ou Lia, como é conhecida pelos seus irmãos e sua fiel amiga Pauline. Lia não queria ser Princesa, assim como, não queria o casamento arranjado por seu pai, ela queria o “mundo” que não foi imposto a ela, por isso, no dia do seu casamento, ela foge para Terravin, buscando uma vida que ela pudesse escolher, buscando ser amada por quem era. O que Lia não esperava era que o Príncipe abandonado, assim como um assassino, partiriam em uma viagem a sua procura.
E é nesse ponto que Mary nos surpreende, pois esse poderia ser apenas mais um livro que apresenta um triangulo amoroso, mas não, ao longo da excelente escrita da autora, que mescla a narração de Lia, o Assassino, o Príncipe, Rafe e Kaden, somos apresentados a um mundo e uma linguagem totalmente novos, acompanhando o crescimento de Lia e junto a ela, conhecemos Rafe e Kaden, sem saber ao certo, quem é o Príncipe e quem é o Assassino. Os dois possuem características apaixonantes e mistérios, e para além do que os motivaram a procurar Lia, crescem enquanto personagens, o que me fez querer entender os seus costumes e motivações.
Em sua jornada, Lia nos apresenta boas reflexões sobre nossos deveres, nossa devoção à família, aos amigos, a quem amamos e nos importamos, assim como, nos faz perceber, que nem tudo é tão feio ou bonito, quanto aparenta e muitas vezes, precisamos aprender a escutar, para entendermos o nosso papel no mundo.
Este é o apenas o primeiro livro da saga de Lia, que conta com um final tão impressionante, que mal posso esperar pelo segundo livro. Acredito que todos que gostam de um bom mistério, assim como um bom romance, deve se entregar a esse lançamento eletrizante. Mary E. Pearson criou um mundo totalmente novo, com costumes e cânticos que devem conhecidos, um mundo com linguagem e disputas próprios, um mundo onde Primeiras Filhas precisam conhecer seus dons, e que possui vários mistérios a serem descobertos.
É impossível falar do livro, sem citar a excelente edição da DarkSide. O livro é em capa dura, e apresenta uma edição belíssima, com mapas do mundo criado por Mary E. Pearson. Estou na torcida para que a editora publique o restante dos livros aqui no Brasil. Boa leitura a todos que aceitarem se renderem a esse mundo, tenho certeza que não iram se arrepender.

“Os bons não fogem, Lia”.

Título: The Kiss of Deception: Crônicas de Amor e Ódio – Volume 1
Autora: Mary E. Pearson
Editora: DarkSide
Páginas: 406
Ano de Lançamento: 2016

Literatura Para Quê?

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À literatura, bem como às outras formas de arte, não é conferido valores práticos. Entretanto, a necessidade do ser humano pelas instâncias artísticas é constantemente defendida e colocada como essencial. Contudo, sem uma finalidade utilitária, o motivo pelo qual a literatura é concebida como fundamental ao homem pode parecer confuso.
Partiremos do princípio de que o termo “literatura” refere-se ao uso estético da linguagem; da utilização da palavra com finalidade artística. Justamente por se apoiar na língua para a construção de seu significado, a literatura não se prende unicamente à percepção sensorial, como coloca Jouve (2012), e por isso se difere de outras instâncias artísticas. A reflexão por ela provocada apresentará um caráter ruminante. Sendo essa, talvez, a maior força da literatura enquanto arte.
Em consonância, a possibilidade reflexiva da literatura é coloca por Antonio Candido, em 1972, na palestra A literatura e a formação do homem, como essencial para o desenvolvimento humano. Candido defende que, através de três funções principais, a literatura possui caráter humanizador na formação do indivíduo. Sendo concebida “como algo que exprime o homem e depois atua na própria formação do homem” (CANDIDO, 1972, p. 82).
A primeira função, a função psicológica, se relaciona à necessidade humana da ficção e da fantasia. O que é defendido por Candido é a impossibilidade de o Homem viver todos os dias de sua vida sem imaginar, devanear e contemplar a fantasia. A literatura seria, então, uma das modalidades mais ricas de fantasia, que ao se relacionar ao mundo real cria realidades possíveis. Tais realidades, Candido defende, atuam no processo de formação do homem.
Quando, posteriormente, se debruça sobre esse assunto no clássico O direito à literatura, Candido acrescenta que “talvez não haja equilíbrio social sem a literatura”, isso se deve ao fato de que atua do inconsciente para o consciente. “A literatura confirma e nega, apoia e combate, fornecendo a possibilidade de vivermos dialeticamente os problemas” (CANDIDO, 1988, p. 24).
Tal função defendida por Candido pode ser associada à ideia de alteridade. O principio da alteridade, como defende o professor Mário Sérgio Cortella (2005), é enxergar o outro como o outro e não como um estranho que nos amedronta e se faz nosso adversário. Nessa perspectiva, a literatura, através da função psicológica, dá meios àquele que a lê, para a compreensão do outro e percepção de que dele faz parte.
A segunda função apresentada por Candido é a função formadora da literatura. A função formadora da literatura, adverte o autor, não se refere ao ideal pedagogizante que percebe a literatura como um meio para repassar ideologias. Mas atenta para o fato de que a literatura não é uma experiência tranquila, forma o ser que a lê porque atua como a própria vida (da qual é reflexo), desestabilizando a realidade com as mais diversas ambivalências. O autor ainda defende que a literatura não corrompe nem edifica, mas faz viver e, assim, humaniza.
Por fim, em razão desse contato com as mais diversas vivências, Candido nos apresenta a terceira função da literatura, a de conhecimento do mundo e do ser. Nessa relação com diferentes realidades, a literatura possibilita ao leitor um novo conhecimento de si e do mundo que o cerca. O que está sendo defendido, em sumo, é que, através da leitura de uma determinada obra, o leitor pode entrar em contato com uma realidade completamente diferente da sua e conhecer facetas sobre sua própria personalidade e humanidade que não conhecia.
Alguns anos depois, ratificando e aprofundando os argumentos levantados em A literatura e formação do homem, em O direito à literatura, Candido permanece em defesa da literatura para o processo formativo do homem e vai além: defende que a literatura é um direito inalienável. Partindo do ponto de vista do sociólogo, e também padre, Louis-Joseph Lebret, que classifica a existência de bens compressíveis e incompressíveis, a literatura seria um direito que não pode ser negado a ninguém. A justificativa do autor para assim classificar a literatura está no fato de que os bens incompressíveis não devem ser apenas aqueles que asseguram a integridade física do ser humano, mas também aqueles que asseguram a integridade espiritual do ser humano.
A literatura, entre outras manifestações artísticas, se configura, então, como “uma necessidade universal que deve ser satisfeita sob pena de mutilar a personalidade, porque pelo fato de dar forma aos sentimentos e à visão do mundo ela nos organiza, nos liberta do caos e, portanto, nos humaniza” (CANDIDO, 1988, 35).
Além da função humanizadora da literatura, o direito à literatura também se dá porque, aos indivíduos, deve ser garantido o conhecimento de seu o patrimônio artístico e cultural. Em defesa desse aspecto, em consonância com Candido, Jouve (2012) salienta que o estudo das obras literárias e a discussão acerca delas atualizam as relações entre a obra e o universo cultural de forma sincrônica, pois o texto traz em si os pilares de nossas representações; e diacrônica, pois o texto se configura como uma herança cultural que a transmite e a reavalia. Por essas razões, o texto literário contribui para o desenvolvimento crítico daquele que o lê, bem como sua capacidade de análise e reflexão.
A literatura se apresenta, tal qual outros domínios artísticos, como um direito não constitucionalizado, porém inalienável para a formação do cidadão. Não é sem motivo que, como nos lembra Vieira (2014), nos momentos em que houve, durante o caminhar da história, ideologias que tolhiam o pensamento crítico e visavam uma concepção de pensamento totalitários, a literatura era tida como perigosa e chegou a ser proibida.
Tal proibição se deve ao fato de que a literatura, bem como outras expressões artísticas, concede ao homem os meios para a construção de um mundo possível. Ao visitar esse mundo possível, que só é possível por causa das palavras, através de uma construção estética, o indivíduo pode se colocar no lugar do outro, perceber outras realidades e, a partir do momento em que a ficção e a realidade entram uma no domínio da outra, há o espaço para a reflexão.

A literatura duplica o mundo no sentido mais amplo que essa palavra pode encerrar: a duplicação de homens e mulheres, de ideias, de cidades, de mitos, de deuses, dos sentimentos, dos pecados, das virtudes. Não apenas duplica: duplica ao tempo que promove o discurso, o debate e o contraditório (VIEIRA, 2014, p. 71).

Assim, a arte literária se configura como um bem imprescindível para a sociedade por seu caráter libertário e confrontador. Ferramenta imprescindível para estabelecer uma cultura que olhe para o outro como companheiro, a não garantia do acesso por parte do homem aos bens artísticos seria nociva para uma sociedade saudável.

Fontes:

VIEIRA, Anco Márcio Tenório. A literatura como espaço do discurso, do debate e do contraditório. In: LIMA, Aldo de. (org.). O direito à literatura. 2ª Ed. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2014. p. 55-76.
VIEIRA, Anco Márcio Tenório. A literatura como espaço do discurso, do debate e do contraditório. In: LIMA, Aldo de. (org.). O direito à literatura. 2ª Ed. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2014. p. 55-76.
CANDIDO, Antonio. A literatura e a formação do homem. In:
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: LIMA, Aldo de. (org.). O direito à literatura. 2ª Ed. Recife: Editora Universitária da UFPE, 2014. p. 17-40.

“O Amor”, Por Khalil Gibran

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Este belíssimo texto foi retirado do livro “O Profeta”, do escritor libanês Khalil Gibran. É um texto que considero um dos pontos altos do livro e nos traz uma grande oportunidade para fazer refletir o que é aquilo que entendemos como o amor.

“Todas essas coisas o amor fará por vós a fim de que vos torneis sabedores dos segredos de vossos corações, e que, imbuídos desse saber, vos transformeis num fragmento do coração da Vida.

Mas se, por receio, desejais buscar somente a paz e o gozo do amor,
E melhor cobrir vossa nudez, e abandonai a eira do amor,
Para que possais entrar no mundo sem estações, onde podereis rir, mas não todo o vosso riso, e chorar, mas não todo o vosso pranto.
O amor dá de si apenas, e anda recebe senão de si próprio.
O amor não possui nem quer ser possuído;
Pois o amor ao amor se basta.

Quando amardes, não deveríeis dizer: ‘Deus está em meu coração’, mas sim: ‘Eu estou no coração de Deus’.
E não pensai que serieis capazes de determinar seu curso, pois o amor, se considerar-vos dignos, direcionar-vos-á.

O amor não tem outro desejo senão o de atingir sua plenitude.
Mas se amardes e necessitardes ter desejos, que sejam estes:
O de vos tornardes a corrente de um riacho a entoar o seu canto para a noite;
O de conhecerdes a dor de tanta ternura;
O de serdes feridos por vossa própria compreensão do amor;
E sangrardes de bom grado e alegremente;
O de despertardes ao alvorecer com o coração alado e agradecerdes por mais um dia de amor;
O de retornardes à casa ao anoitecer, plenos de gratidão;
E então adormecerdes com uma oração para o bem-amado em vossos corações e uma cantiga de louvor em vossos lábios.”

3 Poemas De Florbela Espanca, Do Livro “O Livro D’ele”

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Doce Certeza

Por essa vida fora hás de adorar
Lindas mulheres, talvez; em ânsia louca,
Em infinito anseio hás de beijar
Estrelas d’oiro fulgindo em muita boca!

Hás de guardar em cofre perfumado
Cabelos d’oiro e risos de mulher,
Muito beijo d’amor apaixonado;
E não te lembrarás de mim sequer!..

Hás de tecer uns sonhos delicados…
Hão de por muitos olhos magoados,
Os teus olhos de luz andar imersos !

Mas nunca encontrarás p’ la vida fora,
Amor assim como este amor que chora
Neste beijo d’amor que são meus versos

Aonde?

Ando a chamar por ti, demente, alucinada,
Aonde estás, amor? Aonde… aonde… aonde?…
O eco ao pé de mim segreda… desgraçada…
E só a voz do eco, irônica, responde!

Estendo os braços meus! Chamo por ti ainda!
O vento, aos meus ouvidos, soluça a murmurar;
Parece a tua voz, a tua voz tão linda

Cantando como um rio banhado de luar!
Eu grito a minha dor, a minha dor intensa!
Esta saudade enorme, esta saudade imensa!
E Só a voz do eco à minha voz responde…

Em gritos, a chorar, soluço o nome teu
E grito ao mar, à terra, ao puro azul do céu:
Aonde estás, amor? Aonde… aonde… aonde?…

Versos
Versos! Versos! Sei lá o que são versos…
Pedaços de sorriso, branca espuma,
Gargalhadas de luz. cantos dispersos,
Ou pétalas que caem uma a uma.

Versos!… Sei lá! Um verso é teu olhar,
Um verso é teu sorriso e os de Dante
Eram o seu amor a soluçar
Aos pés da sua estremecida amante!

Meus versos!… Sei eu lá também que são…
Sei lá! Sei lá!… Meu pobre coração
Partido em mil pedaços são talvez…

Versos! Versos! Sei lá o que são versos..
Meus soluços de dor que andam dispersos
Por este grande amor em que não crês!…

 

3 Poemas Do Livro “Poesias”, de Manoel De Barros.

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Na Enseada de Botafogo

Como estou só: Afago casas tortas,
Falo com o mar na rua suja…
Nu e liberto levo o vento
No ombro de losangos amarelos.

Ser menino aos trinta anos, que desgraça
Nesta borda de mar de Botafogo!
Que vontade de chorar pelos mendigos!
Que vontade de voltar para a fazenda!

Por que deixam um menino que é do mato
Amar o mar com tanta violência?

Zona Hermética

De repente, intrometem-se uns nacos de sonhos;
Uma remembrança de mil novecentos e onze;
Um rosto de moça cuspindo no capim de borco;
Um cheiro de magnólias secas. O poeta
Procura compor esse inconsútil jorro;
Arrumá-lo num poema; e o faz. E ao cabo
Reluz com sua obra. Que aconteceu? Isto:
O homem não se desvendou, nem foi atingido:
Na zona onde repousa em limos
Aquele rosto cuspido e aquele
Seco perfume de magnólias,
Faz-se um silêncio branco… E aquele
Que não morou nunca em seus próprios abismos
Nem andou em promiscuidade com os seus fantasmas
Não foi marcado. Não será marcado. Nunca será exposto
Às fraquezas, ao desalento, ao amor, ao poema.

O Cavalo Morto

Na planície um cavalo
Mina em seu couro…
Urubus desplanam
E planam serenos.

O cavalo está enorme e derrete-se.
De sob seu dorso que se faz húmus
Uma florzinha azul reponta solidão.

Borboletas amarelas pousam na solidão.

Conheça Julia Quinn e “Os Bridgertons”.

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“Os Bridgertons são, de longe, a família mais fértil da alta sociedade. Essa qualidade da viscondessa e do falecido visconde é admirável, embora se possa dizer que suas escolhas de nomes para os filhos sejam bastante infeliz. Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth. É claro que a organização é sempre algo benéfico, mas seria de esperar que pais inteligentes foram capazes de manter os filhos na linha sem precisar escolher seus nomes em ordem alfabética.
Crônicas da Sociedade de Lady Whistledow – 26 de abril de 1813” (O Duque e Eu – Páginas: 15 e 16)

A autora e sua obra: Julia Quinn começou a trabalhar em seu primeiro romance um mês depois de terminar a faculdade e nunca mais parou de escrever. Seus livros já atingiram a marca de 8 milhões de exemplares vendidos, sendo 3,5 milhões da série Os Bridgertons. É formada pelas universidades Harvard e Radcliffe. Seus livros já entraram na lista de mais vendidos do The New York Times e foram traduzidos para 26 idiomas. Foi à autora mais jovem a entrar para o Romance Writers of America’s Hall of Fame, a Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos, e atualmente mora com a família no Noroeste Pacífico. (Fonte: Skoob)

Composta por oito livros, a série “Os Bridgertons”, conta a história dos oito filhos do Visconde Bridgertons e sua incrível esposa, a Viscondessa Violet Bridgerton. Sendo os livros, ambientados em Londres e no XIX, estes retrataram com maestria o contexto da época e apresentam romances incríveis para quem é fã do gênero. A série “Os Bridgertons”, que inicialmente seria uma trilogia, relata à história dos irmãos: Anthony, Benedict, Colin, Daphne, Eloise, Francesca, Gregory e Hyacinth, sendo que, cada livro, apresenta um dos filhos Bridgerton como protagonista (E apresenta claro, um pouco dessa família que é tão amada). No Brasil, a Editora Arqueiro, já lançou os 7 primeiros livros, com o lançamento do último previsto para o primeiro semestre de 2016. Movida pelas perguntas e curiosidades dos fãs, Julia Quinn, lançou ainda, uma edição extra, com novos epílogos para todas as histórias, ainda sem data de lançamento por aqui.

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Minha opinião (e/ou meu amor) sobre “Os Bridgertons”: Estou completamente apaixonada pelo universo (e pelos Bridgertons), criados por Julia Quinn. Sou fã de romances, principalmente os que costumam ser chamados de “água com açúcar”, mais que isso, amo ler sobre realezas e coisas afins e acredito que encontrei o melhor do gênero, nessa série. Quando minha querida amiga Luna, me presenteou com “O Duque e eu” – Primeiro livro dos Bridgertons, que tem a Daphne como protagonista – não imaginei que fosse gostar tanto e ficar tão viciada. Julia criou personagens incríveis, ambientando-os em uma Londres apaixonante, e ao terminar cada livro, só aumentava o meu desejo de me tornar uma Bridgerton, seja por nascença ou casamento, e participar dos incríveis chás e/ou bailes, por eles promovidos.
Atualmente, já li os quatro primeiros livros da série e o que mais impressiona, é que todos, a sua maneira são ótimos, e um, sempre está superando o outro, seja pela mensagem ensinada, ou pelos romances incríveis, que me fez suspirar ao longo da leitura. Outro fator, que vem me deixando ansiosa pelos próximos livros, é que, além dos Bridgertons serem uma família espetacular, Julia, aos poucos, apresenta os personagens dos próximos livros, o que me deixa (SUPER), ansiosa para conhecer todos e descobrir como será a sua história, por exemplo, Colin Bridgerton, é o protagonista do quarto livro, e no primeiro livro, eu já estava completamente apaixonada por ele e ansiando conhecer sua história, e quando finalmente li “Os Segredos de Colin Bridgerton”, não me decepcionei, elegendo o livro, como um dos meus favoritos. Agora, preciso terminar de ler a série e mesmo estando ansiosa para conhecer um pouco mais, sobre os irmãos restantes, já sinto que preciso chegar no sétimo livro e ler um pouco mais sobre a Hyacinth, a caçula da família, que já aprendi a amar.
Sim, literalmente, posso falar, que os Bridgertons, são o meu novo vício. Há muito tempo, uma série de livros não me encantava tanto, a ponto de me fazer pesquisar sobre eles, aguardar ansiosamente pelo próximo livro e, devorar todos os livros, pois simplesmente é impossível deixar o livro, antes de ler o final. Se você também é fã de romances e procura bons livros para preencher seu tempo, tenho certeza que não irá se decepcionar com essa família tão encantadora e amada.

“Um homem charmoso é muito agradável e um homem de boa aparência é, sem dúvida, uma visão que vale a pena, mas um homem honrado, ah, querida leitora, é para ele que as jovens deveriam correr. Crônicas da Sociedade de Lady Whistledown – 2 de maio de 1814” (O visconde que me amava – Página: 151)

Conheça os livros:

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O oitavo livro da série, ainda não possui título e capa divulgados.

Resenha 11 – Quase uma Rockstar

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“ …  – Por isso sou tão obcecada por Nietzsche. E aqui está uma citação que nunca cheguei a compartilhar: “Devemos considerar perdido todo dia em que não dançamos pelo menos uma vez. E devemos chamar de mentira toda verdade que não for acompanhada por pelo menos um sorriso”. (…) Continue fazendo as pessoas rirem, Amber. Pelo menos até ficar velha e grisalha. Ria de si mesma, e os outros sempre rirão com você.”.

Sou fã do Matthew Quick! Desde que, li “O lado bom da vida”, passei a admirar o autor e sempre procuro notícias sobre os seus livros e futuros lançamentos. Há pouco tempo, li “Perdão, Leornard Peacock” e me encantei novamente com a escrita do Matthew e fiquei ansiosa para conhecer “Quase uma Rockstar”. O adicionei a minha lista de livros desejados, sem ler a sinopse ou resenhas, apenas porque queria conhecer mais a escrita do Matthew. Ganhei meu exemplar de Natal/Aniversário, e ele se tornou muito especial, mesmo antes da leitura, pois ao longo do livro, minha mãe fez dedicatórias encantadoras, que em muitos momentos completaram a estória.
Mesmo conhecendo a escrita e competência do Matthew, em nenhum momento, me preparei para o turbilhão de emoções que é “Quase uma Rockstar”. O livro conta a história de Amber Appleton, uma adolescente de 17 anos, que mesmo estando desabrigada e morando com a mãe alcoólatra e o seu melhor amigo, seu cachorro Triplo B, em um ônibus escolar, se declara a Rainha da Esperança. O livro é sobre uma adolescente, mas não deve ser lido só por adolescentes, muito pelo contrário, todos deveríamos nos render as a vida de Amber, seus grandes amigos (entre eles, um ex soldado de guerra, uma advogado de sucesso, quatro adolescentes que não se encaixam, velhinhos abrigados em asilos, e divas coreanas!!), seus trabalhos voluntários e seus questionamentos sobre a fé em Jesus Cristos, a fé no ser humano e principalmente, sobre sermos sempre, proclamadores de esperança.
Ao longo da leitura, me envolvi tanto com o livro e os personagens, que quando percebia, eu estava sorrindo junto a Amber, chorando junto com a personagem, sentindo vontade de cuidar dela e mais que isso, sentia que podia conversar com ela, principalmente sobre os questionamentos que a personagem faz sobre a vida e o ser humano, sobre a bondade das pessoas, sobre perda, luto e recomeços, afinal, quanto de nós, já sentimos que não aguentamos mais? Que estamos sozinhos ou que talvez, aquilo que tínhamos certeza, já não nos assegura de mais nada? Porém, assim como ensina o livro, não estamos sozinhos, é preciso acreditar, é preciso amar e é preciso recomeçar!
“Quase uma Rockstar” entrou para a minha lista de livros favoritos e acredito que por muito tempo, me lembrarei da Amber, rainha da Esperança, que como o Pat, de “Um lado bom da vida”, ganhou meu coração e me proporcionou excelentes momentos e uma leitura inesquecível, fazendo com que Matthew Quick, se firmasse de vez, entre os meus autores favoritos. Se procuram um livro divertido, com momentos e personagens únicos, fica a dica de leitura, que tenho certeza, irá surpreender você, fazendo com que se apaixonem pela personagem, que pode ser adolescente, mas já sabe mais ,que muitos adultos por aí! Boa leitura!

Título: Quase uma Rockstar
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Ano: 2015
Páginas: 256

Meus 9 Trechos Favoritos De “O Sol E O Peixe”, De Virginia Woolf

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“O Sol E O Peixe”, da escritora inglesa Virginia Woolf, foi lançado no ano passado pela editora Autêntica. O livro reúne alguns dos textos mais brilhantes e poéticos que Virginia já escreveu.
Como tudo o que Virginia escreve, os textos me tocaram, provocaram-me grandes reflexões acerca dos variados assuntos abordados no livro e me ensinaram muitas coisas sobre a arte da escrita.
Aqui compartilho com vocês os 9 trechos que marcaram esta maravilhosa leitura:

1 – “Pois, para além da dificuldade de comunicar aquilo que se é, há a suprema dificuldade de ser aquilo que se é. Esta alma, ou a vida dentro de nós, não combina absolutamente com a vida fora de nós.”

2 – “Conforme-se uma vez, faça uma vez o que outras pessoas fazem porque elas o fazem, e uma letargia toma conta, lentamente, de todos os nervos e todas as capacidades mais delicadas da alma. Ela se torna toda espetáculo e vazio exterior; embotada, insensível e indiferente.”

3 – “Deixemo-nos fervilhar sobre o nosso incalculável caldeirão, nossa enfeitiçadora confusão, nossa miscelânea de impulsos, nosso perpétuo milagre – pois a alma vomita maravilhas a cada segundo.”

4 – “ Ler o que a gente gostava porque gostava, nunca para fazer de conta que admirava o que a gente não admirava – esta era a sua única lição sobre a arte da leitura. Escrever com o mínimo possível de palavras, tão claramente quanto possível, exatamente o que se queria dizer – esta era sua única lição sobre a arte da escrita.”

5 – “Quando o dia do juízo final chegar e todos os segredos forem revelados, não devemos ficar surpresos ao saber que a razão pela qual evoluímos do macaco ao homem, e deixamos nossas cavernas e depusemos nossos arcos e flechas e sentamos ao redor do fogo e conversamos e demos aos pobres e ajudamos os doentes, a razão pela qual construímos, partindo da aridez do deserto e dos emaranhados da floresta, abrigos e sociedades, é simplesmente esta: nós desenvolvemos a paixão da leitura.”

6 – “Livros usados são livros à solta, livros sem teto; eles se juntaram em vastos bandos de plumagem mesclada, e têm um encanto que os livros da biblioteca não têm. Além disso, nessa aleatória e heterogênea companhia, podemos dar de cara com algum completo estranho que, com sorte, se tornará o melhor amigo que temos no mundo.”

7 – “Não conhecemos a nossa própria alma e muito menos a dos outros. Os seres humanos não vão de mãos dadas por toda a extensão do caminho. Há, em cada um de nós, uma floresta virgem, emaranhada, inexplorada; um campo nevado onde não se veem nem pegadas de pássaros.”

8 – “Podemos com certeza dizer que um escritor cuja escrita apela principalmente ao olho é um mau escritor; que se, ao narrar, digamos, um encontro num jardim, ele descreve rosas, lírios, cravos e sombras na grama, de maneira que possamos vê-los, mas deixa que deles se infiram ideias, motivos, impulsos e emoções, é porque ele é incapaz de usar seu meio para os propósitos para os quais ele foi criado e, como escritor, um homem sem pernas.”

9 – “Nada existe desnecessariamente. Os próprios peixes parecem ter sido moldados deliberadamente e ter escapulido para o mundo apenas para serem eles mesmos. Não trabalham nem choram. Na sua forma está sua razão. Pois para que outro propósito, a não ser o suficiente de uma perfeita existência, podem eles ter sido assim feitos, alguns tão redondos, outros tão finos, alguns com barbatanas radiantes no dorso, alguns blindados por uma carapaça azul, alguns dotados de garras prodigiosas, alguns escandalosamente orlados com bigodes enormes? Empregou-se mais cuidado com uma meia dúzia de peixes do que com as raças da humanidade.”

Os Melhores Do Ano – Por Bárbara Gusmão

1)Melhor Livro: Silêncio Escancarado – Rui Nogar

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Selecionei “Silêncio Escancarado”, do Rui Nogar, porque foi uma descoberta maravilhosa. Você pode ler um pouco sobre a obra e o autor clicando neste post do Sonhos de Letras. Estudar Literatura Africana de Expressão Portuguesa no último semestre do curso de Letras foi uma ótima experiência, já que pude aprender sobre essas literaturas e sobre a própria história de alguns países da África. Assim, esse livro que mais tarde tornou-se o objeto de estudo da minha monografia foi uma das melhores surpresas do ano e uma experiência única.

2) Melhor Série: Gran Hotel

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A série espanhola Gran Hotel foi a melhor descoberta, para mim. Como a Cuera já disse um pouco sobre o enredo, deixo aqui o link do post dela. Vi, por acaso, alguém indicando a série e curiosa que sou, corri para pesquisar. Não tenho palavras para demonstrar meu amor por Gran Hotel. Um enredo gostoso que flui facilmente e nos prende ao assistir, com mil mistérios sendo embaralhados a cada episódio, fotografia maravilhosa, personagens apaixonantes e um ship de partir e reconstruir meu coração. Sem contar o idioma maravilhoso. Amei e desejei que não tivesse fim!

3) Melhor Filme: Como estrelas na Terra (Taare Zameen Par)

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O meu filme do coração é Como estrelas na terra. Cuera me indicou e disse – mais de uma vez – que eu deveria assistir. Recentemente, após um episódio que vivenciei relacionado ao tema do filme, me lembrei da sugestão e me senti instigada a assistir. Ainda bem que me rendi ao impulso, pois é um filme lindíssimo, uma história maravilhosa, pois tem uma essência tão bela e transmite a grandiosidade da infância e da mente de uma criança, principalmente uma criança extraordinária como o personagem do filme.

4) Melhor Música: La Playa

Bem difícil de escolher, principalmente porque as músicas de Delta Goodrem são presença constante na minha vida… Entretanto, acredito que La Playa, de La Oreja de Van Gogh, foi uma das músicas que mais escutei e cantarolei, afinal, LODVG também está sempre presente no meu player. É uma música muito linda e a historinha dela me recorda a de El Muelle de San Blás, de Maná, o que a torna ainda mais linda e querida.

5) Melhor Surpresa: Jessica Jones

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Não estava nem um pouco com vontade de ver mais “séries de heróis”, eu disse. Porém, após me render e começar a assistir, Jessica Jones foi uma grande e excelente surpresa. Não só por ser uma série bem feita, mas também pela forma como a conduziram até agora, com os temas que foram postos em discussão por meio do enredo, principalmente em relação à mulher, e todo girl power que a Jessica coloca em ação. Espero que continue sensacional.

Os Melhores Do Ano – Por Karla Araújo

1)Melhor Livro: A Seleção – Kiera Cass

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Desde que aprendi a ler, não houve um ano em que tão poucos livros ocuparam a cabeceira da minha cama como em 2015. Shame of me. Diante de tão poucos candidatos, o melhor do ano foi A Seleção (o primeiro da série), de Kiera Cass. Inclusive, postei no Sonhos de Letras meus 9 momentos preferidos. O futuro feudal com quase nenhuma tecnologia foi uma das coisas que mais chamou minha atenção no texto de Cass. Além disso, a história de Maxon e America, claro. Todo mundo ama uma boa história (muito bem escrita, sem pontas soltas) de duas pessoas que demoram três livros para ficarem juntas.

2) Melhor Série: Demolidor

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Nunca é fácil escolher a melhor série. Mas 2015 foi o ano de Marvel’s Deredevil. Eu não conhecia o personagem dos quadrinhos até assistir ao seriado. Apertei o play como uma boa poser apenas viciada em séries de TV de super-heróis. Foi bem difícil passar pelas cenas fortíssimas de luta e confesso que algumas apenas escutei. O que me prendeu, como acontece nos livros, é o texto excelente. E claro, Charlie Cox. Mas não posso deixar de destacar o ótimo papel desempenhado por The Flash, Arrow, Agent Carter, Chigado Fire e Chicago PD em 2015.

3) Melhor Filme: Alvin e os Esquilos (na Estrada)

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Só fui pior do que na leitura de livros no item assistir filmes. Amo ir ao cinema. Amo filmes. Mas morro de preguiça. Duas horas parece tempo demais quando eu poderia assistir pelo menos três episódios de seriados usando os mesmos minutos. Vale dizer que eu perdi Os Vingadores no cinema pelos motivos mencionados. Então, minha escolha é o último filme que assisti no cinema, semana passada, com meus primos. Gosto muito de desenho e da mensagem positiva que eles passam, que neste caso é “mexeu com um de nós, mexeu com todos nós”.

4) Música Mais Tocada Em Meu Player: Closer Than You Know – Hillsong

Hillsong é também conhecida como a banda que reproduz o som do céu. Eles são incríveis. Faço parte de uma equipe de louvor e eles definitivamente são um exemplo. A letra é linda e a melodia corta meu coração em tantas partes que nem sei dizer. Parte favorita da música mais tocada: “Lord I hear you I know you’re there / Closer now than my skin and bonés could dare”.

5) A Maior Surpresa: Gilmore Girls

Gilmore Girls (L-R) Lauren Graham as Lorelai Gilmore and Alexis Bledel as Rory Gilmore

Sou apaixonada por séries dos anos 80 e 90. Voltei a assistir Gilmore Girls no meio do ano e não lembrava o tanto que era bom. Foi minha melhor descoberta do ano. Agora, ela fica em lugar especial, bem ao lado de Full House, junto com outros seriados que assisto bem devagar por medo de acabar. Não me quero spoilers, mas minha torcida é por Lorelai e Luke. Rory tem um lugar especial no meu coração por querer ser jornalista. Tão cheia de sonhos, pobre menina.