Os Melhores de 2015 – Por Antoniêta Fernanda

1) Melhor Livro: I’ve got your number

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2015 não foi exatamente o ano mais proveitoso em termos de livros pra mim, considerando que a maior parte das coisas que eu li foram pra terminar meu bendito TCC. Mas, dentre os que eu consegui ler, I’ve got your number foi disparadamente o mais divertido. O estilo da autora de Confessions of a Shopaholic, Sophie Kinsella, é facilmente reconhecido a cada parte da história em que a vontade de morrer de rir e/ou de vergonha alheia é quase incontrolável. I’ve got your number é uma ótima indicação pra quem procura uma leitura leve e agradável, pra passar o tempo (procrastinar) ou se desligar um pouco das obrigações do dia a dia.

2) Melhor Série: Mr. Robot

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Mr. Robot é aquela série que, quando eu comecei a assistir, o único pensamento que eu tive foi “Por que eu não comecei a ver antes???”. Existem diversos motivos pra indicar Mr. Robot e a maioria deles tem a ver com a maneira como a série é conduzida, com vários plot twists bizarramente inesperados, que te deixam procurando teorias a respeito da season finale às cinco da manhã. Mas, particularmente, o que me conquistou de cara foi Elliot, o personagem principal dos olhos esbugalhados, que, em dez minutos, dá vontade de guardar numa caixinha e levar pra casa pra cuidar <3
(E, não, não tem robô.)

3) Melhor Filme: Predestination

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Quando me indicaram esse filme, não me contaram muita coisa, só me disseram: veja. Podia ter dado muito errado e eu ter achado o filme ruim, mas, pra minha surpresa, eu, que nem gosto tanto de filmes, quase não pisquei, tentando entender o que tava acontecendo. Acho que até agora não entendi, mas a experiência de assistir o desenrolar da história e tentar juntar todos os pedaços do quebra-cabeça vale muito a pena. Mind blowing ainda é pouco pra definir esse filme. Vejam.

4) Música Mais Tocada Em Meu Player: Not myself – John Mayer

Not myself é uma daquelas preciosidades que você tem há anos no computador, mas, por alguma razão desconhecida, nunca tinha parado pra ouvir. Até que chega o momento em que o cosmos resolve dar um empurrãozinho e o modo aleatório te apresenta esse amor de música. O ritmo é só amor, a letra é só amor, John Mayer é só amor.

5) A Maior Surpresa: Monument Valley (app pra Android, IOS e Windows phone)

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Cá entre nós, eu não sou uma pessoa que tem muita paciência pra jogos, mas Monument Valley foi um achado. A ideia é bem simples: você precisa levar a princesa Ida aos lugares que ela quer chegar. Só que, como o jogo é num formato de puzzle, a sua função é alterar os lugares por onde ela passa, mexendo com construções em 3D que envolvem labirintos, ilusões de ótica e uns tipos de arquitetura que só existem nos sonhos de Inception. Monument Valley é relativamente curto, visualmente bonito e não vai te pedir pra gastar dinheiro ou incomodar os outros pedindo vida. Se tiver um espacinho no celular, vale a pena dar uma checada.

Conheça The Last Five Years.

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O que é: Musical escrito por Jason Robert Brown (‘Songs For a New World’, ‘Parade’, ‘The Brigdes of Madison County’) e produzido off-Broadway em 2002 e 2013 (revival). A adaptação dirigida por Richard LaGravenese (também diretor de P.S. Eu Te Amo) estreia em Fevereiro nos cinemas do Estados Unidos.

Sobre a história: O musical gira em torno dos (surpresa!) últimos cinco anos das vidas de Cathy Hyatt e Jaime Wellerstein, passando por diferentes fases do relacionamento deles, com o diferencial de que cada um conta a história por um ponto de partida distinto: ele em ordem cronológica e ela começando no último dos cinco anos.
A história, de uma maneira geral, não traz nada muito inovador ou surpreendente, fazendo com que The Last Five Years seja muito mais fundamentado na forma como as coisas aconteceram, ao invés dos acontecimentos em si, intensificando o foco na construção e desconstrução dos personagens, à medida que os sentimentos entre eles evoluem ou desmoronam.
The Last Five Years, reflexo do divórcio do próprio Jason Robert Brown, explora os altos e baixos de Cathy e Jaime através de um sung-through sem diálogos e quase nenhum cenário, fazendo com que a ênfase nas emoções dos personagens seja ainda mais intensa e perceptível, provocando diversas reações (lágrimas) no público.

Meu top 3 melhores músicas:

1) Shiksa Goddess

2) I can do better than that

3) If I didn’t believe in you