Macacos, Aranhas e Calangos.

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Sua atenção me faz querer voltar.
Minha solidão é labirinto e só em círculos consigo andar.
É desejo torpe.
Você, meu anseio, seu olhar.
É só a tal da atenção. Eu juro.
Quem dirá o primeiro ‘olá’?

Somos evoluídos, os mais evoluídos dos vivos.
Mas quando se trata de mistura
Todos nos pomos a dançar, a gritar
A mostrar nossas melhores cores
Tudo para uma mínima atenção conquistar.
Não somos diferentes dos macacos, das aranhas, dos calangos…
Sabemos falar, mas isso alguma vantagem nos dá?
É sempre o silêncio que escolhemos
E como bichos insanos
Investimos nos corpos para nos comunicar.

A verdade é que o quero e o quero mais do que posso explicar.

Mas como todo animal iniciante
Basta a ameaça de um olhar penetrante
Para dar meia volta e passar toda uma vida
Apenas desejando regressar.

Cuera

Cuera

Carioca de nascimento e mineira de alma. Coleciona um pouco de tudo: séries, livros, filmes, cadernos, memórias, objetos inúteis e até horas infinitas de procrastinação (provavelmente estará no programa “Acumuladores” no futuro). Quer ser escritora e viver de fazer Literatura (isso se o livro que está escrevendo sair algum dia das 16 páginas escritas)
Cuera

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