12 – Intuição.

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A seguinte pergunta tem rondado por minha cabeça esses dias: “Nas adversidades, como saber se devemos seguir em frente ou se os impedimentos da vida são um sinal para que sigamos outros caminhos?”
Já escutei muitas pessoas dizerem que nos momentos de dificuldades devemos continuar insistindo, seguindo em frente, por mais que tudo pareça impossível e complicado. Mas também já ouvi que, em certas ocasiões, quando tudo dá errado e você sente como se estivesse batendo o martelo no mesmo prego, insistentemente, sem que este afunde a madeira, é um sinal do Universo para que procure outro caminho ou alguma outra ferramenta para bater no martelo. Então, como saber qual das duas opções seguir? Como saber se está perdendo tempo e energia em algo que já provou de diversas vezes que dará errado ou se os obstáculos são apenas etapas, como aquelas fases de videogame, que apenas estão em seu caminho para que você possa superar-se e ganhar o pote de ouro no fim da estrada? O mau ator deve continuar insistindo em uma carreira artística, mesmo quando todos são bem claros quanto a ele não possuir talento algum? Um cantor deve continuar perseguindo o seu sonho mesmo quando não consegue acertar uma nota aguda sequer?
Eu não sei se tenho as respostas certas para estas perguntas. Não sou uma acadêmica de filosofia ou algo do tipo para chegar a conclusões assertivas acerca de tais questões. Contudo, penso que os dois caminhos são válidos. Muitas pessoas seguem certas direções acreditando que aquilo será o melhor para suas vidas ou por pressões familiares. E quando se chega a uma etapa do processo em que a coisa não anda, em que suas expectativas não são alcançadas e a frustração vira o seu nome do meio, talvez seja mesmo a hora de rumar por outras estradas. Principalmente se você não se sente encaixado ou pertencente a determinado lugar. Persistir em algo que não o faz feliz realmente é um erro.
E então existe o outro lado, onde o que se está buscando é o que o faz feliz, é o que o faz pertencer a algum lugar. Chame de intuição ou sexto sentido, existe algo dentro de nós, como uma luzinha em um escuro e longo túnel, como uma chama que acabou de nascer, que nos faz sentir que estamos no caminho. Mesmo que você seja um ator muito criticado ou um cantor muito desafinado, você simplesmente sabe que aquela é sua vida, não importa se terá milhões no banco ou se terá de batalhar por um mínimo no final do mês para pagar as contas pelo resto de seus dias. Quando realmente queremos, quando desejamos algo com afinco, mesmo que nosso talento seja limitado, com disposição e muita persistência podemos aprender cada vez mais até atingir o nosso objetivo. Se você é um mau ator, procure melhorar. Faça caretas frente ao espelho, veja 5 filmes por dia, anote o que você mais gostou na atuação de alguém e tente imitar. Se você é um cantor desafinado, prossiga nas aulas de canto, veja as 1001 formas com que pode usar a sua voz. Eu peguei essas duas profissões como parâmetros para explicar que é possível ser quem desejar, apesar das dificuldades e obstáculos que parecem nunca sair do caminho, se você realmente lutar e persistir naquilo que ama.
Penso que cada vez que nos depararmos com a questão “desistir ou seguir em frente?”, cada vez que nos vemos encarando tantas dúvidas em relação ao nosso futuro, quando tudo parece estar errado, devemos, antes de mais nada, nos perguntar: “É isso mesmo o que eu quero? É isso o que eu quero fazer pelo resto da minha vida?”
Por um breve minuto, esqueçam dinheiro, família ou promessas passadas feitas a si próprio. Reserve-se um momento em silêncio, procure bem lá no fundo a sua luz no fim do túnel ou a chama nascente e sinta o que ela realmente quer lhe dizer. Mesmo que demore alguns dias ou algumas semanas, a sua intuição o levará à decisão correta por mais que agora tudo pareça tão confuso e conflitante. Se você confiar em si mesmo e na sua voz interior, sem qualquer medo interferindo em seu julgamento, eu garanto: não há como errar.

Cuera

Cuera

Carioca de nascimento e mineira de alma. Coleciona um pouco de tudo: séries, livros, filmes, cadernos, memórias, objetos inúteis e até horas infinitas de procrastinação (provavelmente estará no programa “Acumuladores” no futuro). Quer ser escritora e viver de fazer Literatura (isso se o livro que está escrevendo sair algum dia das 16 páginas escritas)
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